domingo, 8 de fevereiro de 2026

Proteger não é radical. Radical é destruir a Ponta do Sumidouro, no Ecossistema Babitonga

Outro bilionário empreendimento portuário, o Porto Brasil Sul, com um poderoso lóbi político e econômico, está em vias de protagonizar mais um imensurável prejuízo socioambiental na região. O Parecer Técnico nº 81/2023 do IBAMA, ao analisar a tentativa de reativação de um Registro Imobiliário Patrimonial (RIP) sobre uma extensa área na Ecossistema Babitonga (EB), expõe um conflito que atravessa o país inteiro: a transformação silenciosa de bens comuns em ativos privados, sob o verniz da legalidade formal.

O EB é uma das principais bandeiras de luta do Instituto Viva Cidade (IVC) pela sua preservação e recuperação. Defendemos, inclusive, que seja criada a APA Babitonga. Em setembro de 2022, em evento virtual nacional, a APA Babitonga ganhou espaço em palestra e livro. A Educação Ambiental (EA) é uma das principais ferramentas da Oscip. Com a exposição fotográfica "Ecossistema Babitonga: Retratos do Estuário", mais de vinte mil pessoas já tiveram acesso em diversos eventos abertos ao público e escolas de Joinville e região.

O Ecossistema Babitonga, que há décadas sofre enorme pressão de ocupação e especulação imobiliária e industrial, agora é alvo de excessivos empreendimentos portuários

Legenda #Pratodosverem: Imagem aérea de uma região industrial próxima a áreas verdes e a um grande corpo d'água. Em primeiro plano, vê-se parte do complexo urbano dos bairros Boa Vista e Espinheiros e industrial com galpões, chaminés e vias, cercado por vegetação. Ao fundo, há extensas áreas de manguezal do Ecossistema Babitonga (EB), rios e uma baía, com morros e montanhas no horizonte sob céu azul. À direita da imagem, uma grande área escura no solo com um depósito de Contaminante Industrial de Fundição (CIF) da Tupy S.A., às margens da Baía Babitonga.

Em 2015 outro projeto do IVC em parceria com o Clube de Oratória e Liderança (COL) resgata a importância do transporte aquaviário e marítimo do Ecossistema Babitonga. O documentário "O marinheiro do Rio Cachoeira", que valoriza o desenvolvimento sustentável, é uma obra oficial de conscientização ambiental com acesso público na internet.

Como se vê, essa luta não é recente; vem desde a criação do IVC, que nove anos depois,  em 2017, compôs grupo que esteve no ICMBio reafirmando seu apoio à criação da APA. Classificado pelo órgão federal como "Área Prioritária para a Conservação, Utilização Sustentável e Repartição dos Benefícios da Biodiversidade", o valor anual dos manguezais da Babitonga e da lâmina d’água, que conta com 210 km2, seria de mais de 5 bilhões de reais/ano. E nenhum empreendimento portuário que já está ou se pretenda instalar será capaz de beneficiar a sociedade com tamanho volume. Os bilhões de reais de lucro que estes empreendimentos privados podem gerar beneficiam poucas centenas de acionistas; por outro lado, socializam prejuízos e danos socioambientais com milhões de pessoas.

Não é exagero dizer: o que está em disputa na Ponta do Sumidouro não é um registro administrativo. É o próprio sentido da Zona Costeira brasileira. É a pergunta que insiste em voltar — a quem pertence a costa?

Chamar a Ponta do Sumidouro de “gleba” é um gesto político. Neutraliza o território, apaga sua história ecológica e social, e o transforma em objeto contábil. Mas ali não há vazio. Há manguezais, restingas, praias, corpos hídricos, marés vivas e comunidades que dependem diretamente desse sistema para existir. O parecer desmonta essa ficção com clareza: trata-se de Zona Costeira, Patrimônio Nacional, área majoritariamente classificada como Área de Preservação Permanente e composta por bens de uso comum do povo. Isso significa, em termos diretos, que não está à venda, não está disponível para consolidação privada e não pode ser tratada como etapa preliminar de um projeto econômico.

Imagem do Google Earth

Legenda #PraTodosVerem: Imagem de satélite vista de cima mostrando região litorânea. À esquerda e na parte inferior, o mar com tonalidade azul-esverdeada e faixas de areia clara formando praias. No centro e à direita, áreas de manguezal e corpos d’água internos, com vegetação verde escura e canais sinuosos. Há bairros urbanos com ruas em grade e casas espalhadas entre as áreas verdes. No mapa aparecem indicações como Praia do Sumidouro, Praia do Capri, Mirante do Forte e Instituto Federal Catarinense. A imagem é um recorte do Google Maps, com escala e ícones de navegação visíveis.

Em um país que normalizou a destruição ambiental em nome do “progresso”, é preciso dizer sem rodeios: destruir manguezais é atacar a vida. Não há porto, terminal ou infraestrutura que substitua o papel ecológico e social desses ecossistemas. Manguezais sustentam a pesca artesanal, protegem a costa, regulam o clima local e garantem segurança alimentar. Quando são pressionados, quem paga a conta não são investidores — são pescadores, comunidades costeiras e gerações futuras. O parecer acerta ao afirmar que toda a área já está juridicamente protegida, independentemente de qualquer intenção de uso. Essa afirmação não é burocrática: é uma linha vermelha.

A natureza está emitindo sinais claros na Ponta do Sumidouro. A erosão costeira, a avulsão e a formação de uma nova ilha não são acidentes isolados — são respostas a um sistema frágil e pressionado. Ignorar essa dinâmica e insistir na consolidação patrimonial é um ato de irresponsabilidade ambiental e intergeracional. Significa empurrar riscos para o futuro, socializar prejuízos e transformar o poder público em fiador de empreendimentos inviáveis do ponto de vista ecológico. Ao classificar a nova ilha como área prioritária à conservação, o IBAMA faz o que deveria ser óbvio: reconhece que há territórios onde o único uso aceitável é a proteção.

Toda vez que um RIP avança sobre áreas costeiras, a história se repete: primeiro vêm os papéis, depois as placas, depois as restrições “informais” de acesso. Quando se percebe, o que era público virou “área controlada”. O parecer é explícito: praias, águas e faixas de intermaré são bens de uso comum do povo. Impedir o acesso é ilegal. Mais do que isso: é um ataque direto ao direito coletivo, à cultura local e à dignidade social. A Zona Costeira não pode ser tratada como extensão de condomínios, portos ou empreendimentos logísticos.

Não existe desenvolvimento legítimo que se construa à custa da exclusão social e da degradação ambiental.

A reativação de um RIP beneficia interesses privados altamente organizados. Os riscos, porém, recaem sobre quem tem menos poder político: comunidades locais, pescadores, trabalhadores do mar e o meio ambiente. Isso é injustiça ambiental em estado puro: poucos ganham, muitos perdem. O parecer reconhece esse desequilíbrio ao reforçar que a reativação não autoriza intervenção alguma e que qualquer dano ambiental será de inteira responsabilidade do ocupante. É uma tentativa clara de impedir que o patrimônio público seja usado como atalho para flexibilizações futuras.

O documento não fala explicitamente de comunidades tradicionais, de racismo ambiental ou de modelo de desenvolvimento. Mas esses temas estão ali, implícitos, gritando nas entrelinhas. A fragmentação institucional permite que decisões patrimoniais avancem sem debate social, enquanto o licenciamento ambiental corre atrás do prejuízo. Esse modelo precisa ser enfrentado. Território não pode ser decidido em gabinetes isolados.

Em um cenário de colapso climático, erosão costeira e perda acelerada de biodiversidade, radical não é proteger manguezais, praias e ilhas costeiras. Radical é insistir em um modelo que trata a natureza como estoque e o litoral como mercadoria. O Parecer Técnico nº 81/2023 é, portanto, mais do que um documento administrativo. É um freio. Um alerta. Um ponto de resistência dentro do Estado. Cabe agora à sociedade, ao Ministério Público e às instituições de controle fazerem a pergunta que realmente importa: até quando aceitaremos que bens comuns sejam empurrados para a lógica da apropriação privada?

Afinal, a Ponta do Sumidouro não é um ativo. A Baía da Babitonga não é um negócio. A Zona Costeira não é moeda de troca. São territórios de vida. E territórios de vida não se negociam.

Apesar disso, o ano de 2026 inicia com notícias de que o novo terminal portuário - Porto Brasil Sul (PBS), projeto da Worldport Desenvolvimento Portuário S.A., recebeu Licença Ambiental Prévia (LAP) do Instituto do Meio Ambiente (IMA/SC). Nenhuma novidade nessa suposta licença de um órgão ambiental que tem um histórico de licenciamentos irregulares e criminosos que o IVC vem denunciando e confirmando, nos últimos anos.

Essa prática, de autorizar mesmo que irregularmente, permite aos interessados consolidarem ações que a morosidade da justiça não consegue reverter, de destruições ambientais legalizadas. Assim, mais uma vez, compete à sociedade civil organizada fazer enfrentamentos contra decisões legais, mas completamente imorais, de órgãos do Estado, como neste caso do IMA/SC.

Caso o empreendimento seja efetivamente licenciado a autorização pode ser classificada como ato administrativo ilegal por ignorar: Zona Costeira (Patrimônio Nacional); Área de Preservação Permanente (APP); Área com bens de uso comum do povo e Parecer Técnico Federal robusto do IBAMA. Pode ser enquadrada ainda como: Usurpação de competência federal, por autorizar intervenção sobre bens da União e avançar sobre matéria de interesse nacional (Zona Costeira), e Violação do princípio da cooperação federativa ambiental. E isso abre espaço para Ação Civil Pública, Suspensão judicial imediata da licença e atuação do MPF.

Do ponto de vista da Governança Ambiental pode ser classificado como licenciamento ambiental capturado por interesses econômicos, já que os estudos ambientais têm sido relativizados, pareceres técnicos ignorados e o IMA/SC ter atuado mais como facilitador do empreendimento do que como guardião do interesse público. 

O referido licenciamento ainda violaria o princípio da precaução diante da erosão costeira ativa, dinâmica geomorfológica instável e impactos cumulativos portuários na Babitonga. Com isso estaria decidindo apesar da incerteza, transferindo riscos ao futuro e normalizando danos irreversíveis. É um ato de injustiça social, pois beneficia poucos (empreendimento privado), impõem riscos a muitos (comunidades, ecossistema, coletividade), fragiliza bens comuns e amplia desigualdades territoriais no clássico cenário do "lucro privatizado, dano socializado".

A licença pode ser enquadrada também como violadora de direitos difusos ao meio ambiente ecologicamente equilibrado e ao livre acesso às praias, além de violar direitos coletivos do uso social do território e patrimônio ambiental comum. É um licenciamento que pode ser classificado como ato administrativo antiecológico e antigeracional por ser contrário à proteção da vida, ao interesse das futuras gerações e ao dever constitucional de proteção ambiental. O licenciamento consolida mais um procedimento perigoso por criar precedente institucional, estimular novos pedidos semelhantes e fragilizar toda a Zona Costeira catarinense.

Que este suposto licenciamento seja apenas uma bravata do CEO da Worldport Desenvolvimento Portuário S.A. que tem no seu currículo a formação político/partidária e nesses discursos um estilo. Se não for, há que reagir, pois quando o Estado perde a vergonha a sociedade deve erguer a voz, ocupar os espaços e resistir.

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quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Alerta aos agentes culturais de Joinville: Falha grave em sistema eletrônico da prefeitura

    No curso da disputa do edital Simdec Mecenato 2025, foi constatada uma falha grave, recorrente e sistêmica na plataforma eletrônica de autosserviço da Prefeitura de Joinville, especificamente no módulo de envio e validação de documentos assinados digitalmente, capaz de comprometer a legalidade, a isonomia e a segurança jurídica do certame.

Documento assinado manual e digitalmente e
reenviado pela plataforma de autosserviço conforme exigência de diligência

    A irregularidade se manifesta da seguinte forma: documentos devidamente assinados digitalmente deixam de exibir a assinatura quando visualizados dentro da plataforma institucional, embora a assinatura apareça normalmente ao realizar o download do mesmo arquivo. Tal comportamento evidencia um erro de processamento, leitura ou integração do sistema, possivelmente relacionado à assinatura digital via gov.br ou à própria infraestrutura da plataforma municipal.

    Em razão dessa falha, foi emitida diligência ao propenente - Ipê Produções - informando que um documento estaria “sem assinatura”, apesar de o arquivo original estar regularmente assinado. O documento foi reenviado mais de uma vez, sempre assinado, e ainda assim o sistema continuou acusando ausência de assinatura, caracterizando um cenário de falha técnica persistente que independe da conduta do proponente.

    Na manhã do dia 15 de janeiro de 2026, o problema foi pessoalmente relatado à Secretaria de Administração e Planejamento (SAP), sendo confirmado por servidor público que, ao baixar o documento a partir da plataforma institucional, o arquivo também era obtido sem a assinatura visível, reforçando o caráter sistêmico do erro. Mesmo diante dessa constatação, a única orientação possível foi a assinatura manual do documento, como medida emergencial, para evitar a perda do prazo da diligência.

    Os fatos aqui narrados configuram situação extremamente grave, pois um sistema eletrônico oficial não pode:

  • Invalidar documentos regularmente assinados;

  • Transferir ao cidadão a responsabilidade por falhas técnicas institucionais;

  • Produzir diligências e possíveis desclassificações com base em erros do próprio sistema;

  • Colocar em risco a igualdade de condições entre os concorrentes de um edital público.

    Trata-se de um potencial vício procedimental, com capacidade de gerar nulidades administrativas, prejuízos materiais e morais aos proponentes, além de questionamentos judiciais quanto à legalidade e transparência do processo seletivo.

    Diante disso, esta denúncia tem por objetivo alertar formalmente a Administração Pública, órgãos de controle e a sociedade civil para a necessidade de apuração imediata, correção técnica urgente e eventual revisão de atos administrativos praticados com base em um sistema comprovadamente falho, a fim de evitar injustiças, desclassificações indevidas e graves consequências jurídicas futuras.


Saiba mais sobre arte e cultura nesse blog:

Prêmio por trajetória cultural

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segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

Quiriri: a paisagem que abastece o amanhã

    A criação do Parque Nacional do Quiriri é mais do que um ato administrativo: é um gesto de escuta da natureza, um reconhecimento de que há lugares cuja função primeira é existir, respirar e sustentar a vida em silêncio. No alto do planalto, entre Santa Catarina e Paraná, o Quiriri se estende como um território de equilíbrio delicado, onde campos de altitude, florestas densas, neblina e água se encontram para cumprir um papel que vai muito além da paisagem.


Esta é uma das diversas cachoeiras do Quiriri, em Garuva, SC

    Os campos de altitude do Quiriri são frágeis como porcelana antiga. Ali, a vida aprendeu a resistir ao vento frio, ao solo raso e às chuvas persistentes, criando espécies únicas, moldadas por séculos de adaptação. Qualquer intervenção descuidada deixa marcas profundas, muitas vezes irreversíveis. Transformar essa área em parque nacional é reconhecer que nem todo espaço deve ser dominado; alguns precisam ser guardados, para que continuem ensinando a lógica da permanência e do limite.

    No coração desse território repousa a água. O Quiriri é uma grande nascente coletiva, uma reserva invisível que alimenta rios, comunidades e cidades distantes. Suas turfeiras funcionam como esponjas naturais, absorvendo a chuva, armazenando-a com paciência e devolvendo-a aos poucos, mesmo nos períodos de seca. Quando essas áreas são degradadas, a água deixa de obedecer ao tempo da natureza e passa a obedecer ao caos: falta quando mais se precisa, sobra quando não há preparo. Proteger o Quiriri é proteger o ritmo da água e, com ele, a segurança hídrica de toda uma região.

    Há também o clima que se organiza ali, quase imperceptível. Nos solos escuros e profundos, o carbono repousa acumulado ao longo de milhares de anos. As florestas e campos do Quiriri são arquivos vivos do tempo, guardiões silenciosos contra o avanço das mudanças climáticas. Preservá-los é evitar que esse equilíbrio seja quebrado, é escolher uma resposta serena e eficaz a um problema global que exige mais cuidado do que discurso.

    O Parque Nacional do Quiriri pode se tornar, ainda, um espaço de aprendizado e contemplação. Um território onde ciência, educação ambiental e turismo responsável caminham juntos, permitindo que as pessoas conheçam a natureza sem feri-la. A presença do parque não exclui o desenvolvimento; ela redefine seu sentido, substituindo a exploração imediata pela construção de benefícios duradouros para as comunidades do entorno.

    Criar o Parque Nacional do Quiriri é afirmar que o futuro precisa de refúgios. É compreender que a verdadeira riqueza não está apenas no que se extrai, mas no que se preserva. Nós, do Observatório Ambiental, defendemos que ao proteger o Quiriri, o poder público não apenas conserva um ecossistema raro, mas assume um compromisso ético com a água que bebemos, o clima que nos abriga e a vida que insiste em florescer. Enfim, cumpre um dos mais importantes Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).


Saiba mais sobre o Observatório Ambiental do IVC neste blog:

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domingo, 14 de dezembro de 2025

Um ataque frontal à justiça social disfarçado de “neutralidade”

    A eventual sanção do projeto de lei do deputado estadual Alex Brasil (PL), que extingue cotas raciais e de gênero e mutila políticas de ações afirmativas nas Instituições de Ensino Superior que recebem recursos públicos estaduais, é um ataque direto à justiça social, à educação e à própria democracia.

    Trata-se de um retrocesso brutal, embalado por um discurso hipócrita de “igualdade formal” que serve apenas para preservar privilégios históricos. A proposta finge neutralidade enquanto fecha os olhos, de forma deliberada, às desigualdades profundas que estruturam o acesso à educação no Brasil.

    O Clube de Oratória e Liderança (COL) e o Instituto Viva Cidade (IVC), duas Organizações Sociais com histórico reconhecido em projetos sociais e ambientais e signatárias do Movimento Nacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) Santa Catarina, decidiram, em Assembleia Geral Extraordinária (AGE), por um manifesto público de reprovação à lei, como pode ser conferido no fim desse artigo.

    Por outro lado, a mesma Alesc aprovou, no dia 10 de dezembro de 2025, o projeto de lei que institui a política estadual de promoção da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU). A matéria segue agora para sanção do governador, que deverá aprová-la por defender a referida agenda que tem entre os seus 18 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) a promoção da Igualdade de Gênero (ODS 5), Redução das Desigualdades (ODS 10), Paz, Justiça e Instituições Eficazes (ODS 16) e Igualdade Étnico Racial (ODS 18), que a lei proposta pelo inobre deputado Alex Brasil é contra. 

    As ações afirmativas não são invenção ideológica nem concessão graciosa. Elas existem porque os dados gritam. Décadas de pesquisas, estatísticas e experiências concretas — no Brasil e no mundo — comprovam que pessoas negras, mulheres, populações periféricas e de baixa renda partem em desvantagem real e sistemática. Ignorar isso é má-fé intelectual. Tratar desiguais como iguais não é justiça: é violência social institucionalizada.

    Santa Catarina não vive em uma bolha de exceção moral. O Estado reproduz, sim, racismo estrutural e desigualdades de gênero, ainda que alguns insistam em negá-los para manter intactos seus confortos. A sub-representação de pessoas negras e de mulheres em cursos estratégicos, na docência e nos espaços de poder acadêmico não é coincidência — é consequência. Cotas não “roubam vagas”; elas corrigem distorções históricas e democratizam oportunidades. Quem se sente ameaçado por isso revela muito mais sobre seus privilégios do que sobre mérito.

    Extinguir ações afirmativas em instituições financiadas com dinheiro público é rasgar a função social da universidade. Recursos do Estado não existem para sustentar uma elite educacional autocentrada, mas para promover inclusão, mobilidade social e redução das desigualdades. Universidades bancadas pelo povo devem servir ao povo — todo ele, não apenas a uma parcela historicamente favorecida.

    O projeto também afronta o próprio ordenamento jurídico. O Supremo Tribunal Federal já reconheceu, de forma inequívoca, a constitucionalidade das ações afirmativas por entender que igualdade material exige medidas diferenciadas. Insistir nessa pauta é desprezar o debate jurídico, científico e educacional e substituir argumentos por ideologia rasa.

    O dano simbólico é igualmente grave. Ao atacar cotas raciais e de gênero, a Alesc sinaliza que desigualdades seriam falhas individuais, não problemas estruturais. É uma narrativa covarde, que absolve o Estado, normaliza privilégios e empurra os mais vulneráveis para fora do sistema educacional.

    O governador não pode se esconder atrás de formalismos. Sancionar essa lei é fechar portas, interromper trajetórias e comprometer o futuro de milhares de jovens que dependem do ensino superior para romper ciclos de exclusão. Defender ações afirmativas não divide a sociedade — o que divide é fingir que todos largam do mesmo ponto. Santa Catarina não precisa regredir. Precisa coragem política para enfrentar desigualdades, ampliar inclusão e fortalecer uma democracia que seja real, e não apenas retórica. 

Seguem os manifestos das duas entidades:


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Matéria oficial sobre o evento no sítio da Prefeitura
A primeira confraternização do IVC
Eco-Escola entra em operação na inauguração da Gibiteca
Diretoria IVC Gestão 2012/2014
Ambientalistas ajudam CEI economizar mais de 50% de água
Água da chuva nos banheiros
Exposição fotográfica circula em escolas
Eco-Escola joinvilense
Documentário "O rio que teima pela vida"
O rio que teima pela vida
Projeto ambiental conquista recursos públicos
Duas ONGs comprometidas com o rio Cachoeira
Inauguração na escola Hermann Müller

Saiba mais sobre o COL neste blog:

√ COL lança novo curso e se integra ao Grupo Pró-Babitonga

√ Clube de Oratória e SCPar praticam o ODS 17

√ Quarenta anos focados na formação de líderes e qualificação de oradores

√ COL tem 40 anos de história para comemorar

√ Clube de Oratória encerra projeto marcado por pioneirismo nacional

√ Curso de Oratória, inédito no País, entra na reta final

√ Clube de Oratória e Liderança é signatário dos ODS da ONU

√ Mulheres agricultoras são foco em filme apoiado pelo COL

√ Ajidevi e COL são parceiros em curso para cegos e deficientes visuais

√ COL participa do maior evento de Educação do Brasil

√ COL age em defesa da Baía Babitonga

√ COL é destaque no Jornal O Joinvilense

√ COL e IVC apoiam maior evento ambiental do País

√ Clube de Oratória se aproxima de número histórico

√ Ciclistas têm subsídio de 50% nos cursos do Clube de Oratória

√ COL tem mais um reconhecimento público na CVJ

√ COL forma mais 23 oradores na Polícia Militar Ambiental de SC

√ Cursos do Clube de Oratória têm novo local de realização

√ IVC e COL eleitos para representar Joinville em Fórum Nacional

√ Escutatória é a ênfase do próximo Curso de Oratória e Liderança

√ Líderes festejam aniversário, posse de diretoria e novos oradores

√ Clube de Oratória e Liderança forma 19 vereadores mirins em Joinville, SC

√ Clube de Oratória elege nova diretoria e apoia curso para vereadores mirins

√ Palestrante do Clube de Oratória tem excelente avaliação em evento do Mutuação

√ Clube de Oratória tem novo sítio virtual na internet

√ Clube de Oratória renova parceria com a Polícia Militar Ambiental de  SC

√ No Dia do Rio COL encerra projeto "O Marinheiro do Rio Cachoeira"

√ Oratória para policiais militares ambientais

√ "O Marinheiro do Rio Cachoeira" estará na "Virada Educação Joinville" 2015

√ Projeto do COL "O Marinheiro do Rio Cachoeira" já navega na internet

√ Projeto do COL desvenda supostos "enigmas alienígenas" em Joinville

√ Líderes que vão comandar o COL até abril de 2017

√ Há 36 anos formandos oradores e líderes, COL terá segunda mulher na presidência

√ Superação da timidez para falar em público

√ Universidade Federal do Paraná e Clube de Oratória renovam parceria

√ A morte do Juiz festeiro

√ Grandes decisões ao redor da mesa

√ TIFO é o jeito certo de apresentar pessoas

√ Chega ao fim o projeto patrocinado pelo COL "Se ligue no esgoto"

√ Pode acreditar. É escola pública!

√ Espinheiros já está se transformando no melhor bairro de Joinville

√ Uma mentira, de tão repetida, se torna verdade

√ Educação ambiental com o projeto "Se ligue no esgoto"

√ A humildade burra

√ TOTVS investe em arma poderosa, a oratória

√ Os maiores medos do mundo

√ Cada bunda um som

√ Trânsito e liderança

√ A oratória da liderança

√ Público já pode acessar vídeo na internet

√ UFPR e Clube de Oratória firmam parceria para formar empreendedores

√ Clube de Oratória decide por parcerias com a SDR Joinville e Ajidevi

√ Projeto do COL conquista edital da Cia Águas de Joinville

√ Formar líderes e oradores qualificados. Missão sendo cumprida desde 1979

√ Escola modelo é 100% meio ambiente

√ Superação do medo e da inibição

√ Servidor público & cidadão lagunense

√ Oratória para candidatos

√ Ascensão profissional através da leitura

√ Exposição fotográfica circula em escolas

√ Leitura e ascensão profissional

√ Eco - Escola joinvilense

√ A importância da leitura na ascensão profissional

√ COL forma mais 16 oradores e empossa nova diretoria

√ Melhor oradora e maior evolução

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√ Duas ONGs comprometidas com o Cachoeira

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√ Escolas de jornalismo não ensinam oratória