Entre tintas, silêncios e memórias impressas, o jornal O Vizinho agora respira nas entrelinhas da obra de Geisiani Bontorin, na exposição Vozes e Cores, inaugurada na noite de 8 de maio. Como páginas levadas pelo vento da sensibilidade, palavras antes destinadas ao cotidiano ganham nova morada na arte, transformadas em matéria poética e visual. A mostra, conduzida pelo olhar curatorial de Mirian Puerta e Rafa Lemos, reúne 27 artistas da AAPLAJ e espalha sua pulsação criativa pelas três galerias da associação, como um grande mosaico de vozes, cores e afetos.
Visitação é gratuita até 19 de julho de 2026, aos sábados e domingos, das 14h às 18h, na AAPLAJ (rua XV de Novembro, 1383, ao lado da Praça das Águas), em Joinville, SCFundada em 1983, em Joinville, a AAPLAJ nasceu do desejo de unir artistas e fazer florescer a arte visual na cidade. Desde então, tornou-se abrigo de encontros, exposições, oficinas, debates e sonhos compartilhados — um território fértil onde a cultura encontra raízes e permanência. Sua trajetória se confunde com a própria história artística de Joinville, consolidando-se como uma das mais tradicionais associações de artes visuais de Santa Catarina.
E há algo de profundamente simbólico nesse encontro: durante anos, O Vizinho registrou artistas, exposições e movimentos culturais em suas páginas; agora, o próprio jornal deixa de apenas narrar a arte para tornar-se parte dela. O papel que antes contava histórias passa a habitá-las. É uma harmonia rara entre comunicação e expressão artística — como se palavras e colagens finalmente compartilhassem o mesmo fôlego. Não por acaso, O Vizinho, hoje voltado especialmente à cultura e ao meio ambiente, encontra nessa obra um reflexo natural de sua essência: comunicar também é semear beleza, memória e pertencimento.
Imaginar que uma cidade com mais de 350 mil habitantes e aproximadamente 98 mil domicílios pudesse receber um jornal impresso, em casa, sem assinatura, sem pedir, parece distópico. Mas, esse fato histórico, e único, no jornalismo brasileiro, aconteceu em Joinville, SC. O jornal O Vizinho, que teve sua primeira edição em abril de 1991, com tiragem de 500 exemplares, atingiu seu topo de 100 mil exemplares distribuídos gratuitamente em 100% dos bairros de Joinville, na última década do século XX e primeira década do século XXI.
Produto editorial do Bureau de Comunicação e Eventos Ltda., o veículo impresso de comunicação de massa era integralmente financiado por seus anunciantes. A distribuição gratuita de porta em porta era realizada por equipe de empregados da própria empresa que tinha dezenas de bicicletas como veículo.
A primeira edição foi digitada num computador Itautec IS 30 Plus e impressão matricial. A partir da segunda edição, uma rudimentar diagramação numa folha A4, fotocopiada numa Xerox. Na ocasião a empresa chamava-se KaizenA sede da empresa, à época, era à rua Rio Grande do Sul, 441, bairro Anita Garibaldi, Joinville, SC. Ocupava a parte da frente de residência (sala) transformada em área comercial. Quando completou um ano com edições mensais, já contando com anunciantes e tiragem de 3 mil exemplares impressos em off-set, um vizinho sugeriu que o informativo tivesse um nome. "Já que o impresso é entregue para os vizinhos, que tal 'O Vizinho' como novo nome?".
Em setembro de 1992 a diagramação mudou para 4 páginas no formato A5, ou seja, uma folha ofício dobrada ao meio. A partir de novembro de 1993 cada edição traz um vizinho morador da região entrevistado.
Com o crescimento optou-se por tiragem máxima de 10 mil exemplares, por região. Assim, o jornal era distribuído por região com entrevistas e anunciantes dos seus bairros, chegando a dez regiões. 
A edição 500, em julho de 2003, teve uma tiragem extraordinária de 150 mil exemplares, com depoimentos de personalidades locais
A partir da edição 501, em agosto de 2003, O Vizinho avisa seus leitores que passa a priorizar temas ambientais em sua linha editorial e a logomarca perde a cor vermelha para a verde. Antes disso, na inauguração de sua nova sede, em 26 de fevereiro de 2002, à rua Princesa Izabel, 508, Centro, o prefeito Luiz Henrique da Silveira incentivou que o periódico mudasse o tamanho para o padrão convencional de jornal e, com isso, poderia receber anúncios oficiais de governos.
Sugestão projetada e, em janeiro de 2007, O Vizinho muda seu formato para tamanho tabloide, 4 páginas coloridas e uma tiragem total de 100 mil exemplares, com a mesma estratégia de 10 mil exemplares por região. Desde então, O Vizinho é mais um veículo de comunicação joinvilense que se habilita a receber anúncios das três esferas de governo e de grandes grupos empresariais.
A partir de março de 2007 outra inovação no foco editorial, o rio Cachoeira passa a ser prioridade temática em todas as edições/regiões do jornal
A comunidade começa a perceber no jornal um aliado às causas socioambientais; e um dos mais graves problemas à saúde humana e ao meio ambiente é insistentemente levado à redação, o descarte de Contaminantes Industriais de Fundições (CIF), principalmente da Tupy S.A., por vários bairros da cidade. Ao completar 20 anos, numa edição comemorativa de 8 páginas, o tema passa a ter prioridade editorial.

As pressões impostas pelos poderes políticos e econômicos atingidos pelas denúncias reportadas no jornal provocaram perdas irreversíveis de grandes anunciantes públicos e privados. Essa performance histórica também não resistiu às novas tecnologias protagonizadas pela internet. Assim como os maiores grupos de comunicação do país, e de Joinville, foram afetados pelas tecnologias dessa nova era, O Vizinho precisou se adaptar para manter-se. Atualmente, soma tiragem de 5 mil exemplares. A distribuição continua sendo gratuita, mas ela só acontece quando o jornal se torna parceiro em projetos culturais ou diante de algum crime ambiental investigado e confirmado, como neste caso:
Seguindo o rastro provocado pelo caos socioambiental ocasionado pelo descarte criminoso de passivos ambientais de indústrias de fundições, O Vizinho é distribuído gratuitamente às comunidades onde o crime ambiental foi confirmado como pode ser conferido nestas matérias:
Prefeitura de Joinville é condenada por crimes ambientaisSolo ao lado de lavoura de arroz recebe aterro com cancerígenos em Guaramirim, SC
O desastre da Tupy não Vale?
Morte de Ambientalista. Aumentam suspeitas sobre Joinville
Ambientalista morto tem seu último pedido atendido
Denúncia de ambientalistas obriga Fatma a mudar procedimentos
Jornalismo continuado, denúncias têm desdobramentos
Sindicato analisa posicionamento em defesa de jornalista
Radialista alerta atitude perigosa da Tupy Fundições
Prossegue o embate sobre areias de fundição
Reação de gigante poluidor contra jornalista joinvilense
IVC denuncia prefeituras de Araquari e Balneário Barra do Sul
Defensoria Social e IVC denunciam prefeitura de Balneário Barra do Sul no MPF
IVC reage à graves violações
Loteamento com aterro de rejeitos é denunciado pela Defensoria Social
"O GIGANTE acuado" já está na livraria
Acontecimentos inesperados, consequências de incalculáveis repercussões
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12/12/12, uma data enigmática
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Governo catarinense é denunciado pela Defensoria Social e IVC
Imperdível, assustador, pois o veneno está à mesa
Uma arma à cabeça, um tiro. Jornalismo é profissão de risco
Paraíso das Araucárias prevê corte de 1.645 árvores
Valor econômico da Babitonga supera R$ 5 bi/ano
Cachoeira em retificação para a navegação de navios
Ecossistema Babitonga, Retratos do Estuário
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Ambientalistas do IVC elegem nova diretoria e confraternizam 14 anos de fundação
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Oscip ambientalista elege nova diretoria para a gestão 2018/2020
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Reunião do Movimento Nós Podemos tem participação destacada do IVC
IVC integra Comitê do GPB que tenta reverter fechamento do Ibama
A maldade também se renova
Com maiores notas de avaliação IVC conquista prêmios do Simdec 2016
Cartas do IV ECEA e IX FBEA
Diário do Fórum Brasileiro de Educação Ambiental
IVC e COL agem em defesa da Baía Babitonga
SC sedia um dos maiores eventos de EA do País
Vilagaia recebe biólogo do IVC em atividade de Educação Ambiental
IVC comemora 9 anos com fogueira, jantar e nova identidade visual
IVC recebeu troféu Onda Verde
IVC conquista a mais importante premiação ambiental do sul do País
IVC apresenta prioridade de pauta para vereadores joinvilenses
IVC se integra ao Movimento ODS instituído pela ONU
IVC apóia criação do Parque Botânico de Joinville
Unidade de Conservação na iminência de loteamento
GTEA recomenda projeto do IVC ao governo catarinense
IVC compõe o CNEA (Cadastro Nacional de Entidades Ambientais)
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Documentário "O rio que teima pela vida"
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Inauguração na escola Hermann Müller









