terça-feira, 9 de junho de 2026

Jornalista é homenageado em Joinville, SC, com a medalha de mérito "Amigo do Meio Ambiente"

Na década de 1980 eu era pejorativamente chamado de "Ecoxiita". Na década de 1990, "Ecochato". Na de 2000, "Biodesagradável". Nos anos 2010, "Natureba". A partir de 2020, "Serzinho Insustentável". Essa trajetória ambientalista, a partir de agora, me qualifica mais elegantemente como "Amigo do Meio Ambiente", por iniciativa da Câmara de Vereadores de Joinville (CVJ), e indicação do vereador Pastor Ascendino Batista (PSD).

Foto: Mauro Artur Schlieck (CVJ)A medalha de mérito "Amigo do Meio Ambiente" me foi concedida em evento realizado na noite de 8 de junho de 2026, em solenidade pública da Câmara de Vereadores de Joinville

#PraTodosVerem: Imagem de duas pessoas posam sorrindo durante uma cerimônia oficial no plenário da Câmara de Vereadores de Joinville. À esquerda, um homem de cabelos brancos, barba e óculos (Altamir Andrade) veste jaqueta escura sobre colete azul e segura uma medalha comemorativa. À direita, outra pessoa de cabelos curtos grisalhos (vereador pastor Ascendino Batista), usando blazer azul-marinho e camiseta preta, segura um certificado de homenagem. Ao fundo, aparecem cadeiras do plenário e um arranjo de flores coloridas sobre a mesa principal. O certificado faz referência à Medalha Amigo do Meio Ambiente, concedida pela Câmara de Vereadores de Joinville. Ambos estão lado a lado, voltados para a câmera

Essa trajetória dedicada com convicção pessoal e compromisso profissional à causa socioambiental, trouxe esse reconhecimento público — mas também cobrou um preço alto.
Em um país onde defender a natureza e denunciar injustiças frequentemente significa desafiar interesses poderosos, cada posicionamento carrega consequências. As retaliações vêm em silêncio e em cadeia:
— Econômicas: parcerias desaparecem, portas se fecham.
— Políticas: articulações nos bastidores tentam isolar projetos, enfraquecer iniciativas e sufocar vozes independentes.
— Sociais: afastamentos, olhares desviados, convites que deixam de existir,  relações interrompidas pela conveniência do silêncio.
No Brasil — um dos países mais perigosos do mundo para ambientalistas e jornalistas — atuar no jornalismo ambiental é escolher diariamente caminhar sob risco. Assassinar, retaliar, ignorar, excluir e marginalizar tornam-se práticas recorrentes contra aqueles que insistem em denunciar, informar e resistir. Por isso, esta homenagem transcende um gesto simbólico. É um ato raro de coragem institucional, reconhecimento público e defesa da liberdade de informar. Uma iniciativa incomum, necessária e profundamente inspiradora, que renova as forças para continuar. A recebi com honra, gratidão e emoção.

Para que essa deferência tenha plena contextualização elenco alguns fatos, ações, acontecimentos e projetos que consolidaram minha trajetória na defesa do meio ambiente, conscientização e Educação Ambiental. E inicio com uma das experiências mais inesquecíveis e gratificantes:

1983 –  Tomei a iniciativa de liderar um grupo de trabalhadores de uma das fábricas da Cia Hansen Industrial (Tigre), que eu chefiava, para produzirmos, em horário pós-expediente, alimentos orgânicos. Praticamente todos eram filhos de agricultores da região dos bairros Vila Nova e Pirabeiraba. Muitos deixaram suas lavouras para trabalhar na indústria (êxodo rural). Meu estilo democrático e participativo de gerenciar foi fundamental para ganhar a confiança do meu grupo. Um deles cedeu a terra ociosa. Outro, o arado. Outro, os cavalos. Todos trouxeram suas ferramentas. Desmatamos. Aramos. Fizemos as hortas. Semeamos. Sempre aos sábados. Em poucos meses colhíamos hortaliças, milho, feijão. O adubo era orgânico, das criações que eles ainda mantinham. O "veneno" era água de roupa lavada misturada com fumo de corda. O pés de milho ganharam ao seu redor pés de feijão. Insetos que atacariam um não suportam o cheiro dos insetos que atacariam o outro. Colheita de excelente qualidade, saudável. Sem pragas. Sem químicos. Presenteamos muita gente com nossas colheitas. Mais do que saúde física, saúde emocional, com todos comemorando o retorno às suas origens. 

#PraTodosVerem: Fotografia em área rural cercada por montanhas cobertas de vegetação e mata densa ao fundo, sob céu nublado. Em primeiro plano, uma longa faixa de terra recém-revolvida atravessa o campo. Ao longo dela, várias pessoas trabalham no preparo do solo usando enxadas e ferramentas agrícolas. Há homens e mulheres vestidos com roupas simples de trabalho, chapéus e botas. Próximo ao centro da imagem, aparece um cavalo ao lado de uma carroça de madeira. A paisagem transmite um ambiente de agricultura comunitária, trabalho coletivo e conexão com a natureza.

#PraTodosVerem: Fotografia antiga em área rural mostrando um grupo de jovens e adultos após uma colheita. As pessoas estão reunidas em um campo gramado, cercado por árvores e vegetação densa ao fundo. Alguns seguram grandes folhas e hortaliças frescas, como alfaces e repolhos. Dois homens sem camisa aparecem sentados e agachados na frente do grupo, enquanto os demais estão em pé, usando roupas simples de trabalho, chapéus e bonés. Ao centro, um cavalo aparece parcialmente atrás das pessoas. A cena transmite união, agricultura comunitária, juventude no campo e celebração da produção agrícola.
 
1986 -  Decidi empreender demitindo-me da Cia Hansen. Com minha empresa, Kaizen, em 1990 organizei o I Seminário Catarinense de Uso e Parcelamento do Solo Urbano em parceria com a Associação de Preservação e Equilíbrio do Meio Ambiente de Santa Catarina (Aprema-SC). O evento foi um espaço nacional pioneiro de articulação entre ambientalismo, urbanismo, reforma urbana e planejamento municipal. 

#PraTodosVerem: Certificado de participação impresso em papel branco com orientação paisagem. No topo centralizado, há um logotipo verde que exibe o desenho estilizado de três árvores sobre um terreno quadriculado, acompanhado do texto: "SEMINÁRIO CATARINENSE DE USO E PARCELAMENTO DO SOLO URBANO". O texto central do documento certifica que Altamir A. Andrade (Kaizen) participou como organizador do referido seminário, realizado na cidade de Joinville nos dias 13 e 14 de agosto de 1990. Na parte inferior, há uma assinatura manual sobreposta à sigla "APREMA-SC" e, no rodapé, lê-se em letras maiúsculas: "ASSOCIAÇÃO DE PRESERVAÇÃO E EQUILÍBRIO DO MEIO AMBIENTE DE SANTA CATARINA".Uma iniciativa avançada para o Brasil daquela época sendo decisiva para a redução do tamanho mínimo dos lotes urbanos em todo o país

1991 - Criei o informativo da Kaizen, que se transformou no jornal O Vizinho. Em poucos anos o veículo adotou o Rio Cachoeira como principal pauta editorial que algumas décadas mais tarde se transformou em referência nacional em artigo científicoA pauta editorial ganhou apoio empresarial e social para a recuperação ambiental do rio que listava entre os mais poluídos do país.
#PraTodosVerem: A imagem mostra um grande outdoor branco instalado em uma área externa com grama alta no primeiro plano e árvores ao fundo. O outdoor exibe a frase principal em azul: "Empresário, ajude a proteger a vida no Rio Cachoeira". Logo abaixo, há uma sequência horizontal de cinco fotos pequenas de animais locais: uma ave branca, uma tartaruga, uma ave aquática escura, um peixe e um mamífero silvestre na água. Na parte inferior, lê-se o texto: "Faça como a Eldorado e apóie esta iniciativa. Ligue para Vizinho - 3433-1044". No canto inferior direito, uma nota menor informa que as fotos foram tiradas entre outubro de 2007 e janeiro de 2008, no trecho entre o Mercado Público Municipal e a ponte da rua Itaiópolis. À direita do outdoor, vê-se parte do telhado e da parede de uma construção antiga.

2008 - Convidado pelo governador Luiz Henrique da Silveira tornei-me membro do Comitê Temático de Desenvolvimento Econômico Sustentável na Secretaria de Desenvolvimento Regional Joinville de Santa Catarina. Meu voluntariado ambiental foi aproveitado pelo governo estadual para suas políticas públicas.

#PraTodosVerem: Certificado impresso em papel branco com orientação paisagem e detalhes nas cores da bandeira de Santa Catarina (vermelho e verde) em uma faixa curva na lateral direita. No topo do documento, há uma faixa horizontal com colagens de fotos e ilustrações de pontos turísticos e históricos do estado. Logo abaixo, lê-se em destaque a palavra "CERTIFICADO". O texto central afirma: "Certificamos que o Sr. ALTAMIR ANDRADE é membro do Comitê Temático de Desenvolvimento Econômico Sustentável, onde contribui para avaliar e aprimorar projetos e políticas de desenvolvimento regional." Abaixo do texto, consta o local e a data: "Joinville, 13 de novembro de 2008." Na parte inferior esquerda, há a assinatura manual e o nome de Luiz Henrique da Silveira, Governador do Estado de Santa Catarina. Ao centro, a assinatura e o nome de Manoel José Mendonça, Secretário de Estado de Desenvolvimento Regional – Joinville. No rodapé, lê-se em letras maiúsculas: "SECRETARIA DE ESTADO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL - JOINVILLE". No canto inferior direito, destaca-se o logotipo oficial do Governo do Estado de Santa Catarina sobreposto à bandeira estadual estilizada
Poucas semanas depois eu participava do evento que formatou as bases para a criação dos Grupos de Trabalho de Educação Ambiental (GTEA) articulados pela Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental de Santa Catarina (CIEA-SC). Desde 2008 integro, como voluntário, o GTEA RH 06.
#PraTodosVerem: Certificado impresso em orientação paisagem com fundo bege claro e uma fina borda verde. No canto superior esquerdo, há uma ilustração infantil de uma folha verde com rosto sorridente segurando o planeta Terra. No topo centralizado, lê-se em letras maiúsculas finas: "SECRETARIA DE ESTADO DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO SUSTENTÁVEL", seguida pela palavra "Certificado" escrita em uma fonte cursiva escura. O texto principal possui lacunas preenchidas manualmente com caneta azul, certificando que Altamir A. Andrade participou do Curso de Capacitação do Grupo de Trabalho de Educação Ambiental da Região Hidrográfica 06. O curso teve duração de dezesseis horas e foi realizado em São Francisco do Sul, SC, nos dias 19 e 20 de novembro de 2008. Na metade inferior, constam três assinaturas manuais em caneta azul sobre os nomes de Maria de Lourdes Capponi (Presidente da CIEA/SC), Juliano Ranzolin (Diretor de Saneamento e Meio Ambiente) e Onofre Santo Agostini (Secretário de Estado). No rodapé centralizado, estão alinhados os logotipos da CIEA/SC, da Secretaria de Estado e o logotipo oficial do Governo de Santa Catarina
Neste mesmo ano liderei a criação da Organização Não Governamental (ONG) Instituto Viva o Cachoeira (IVC) que poucos anos depois evolui para uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) e mudou seu nome para Instituto Viva Cidade (IVC).
Nessa fase, minha atuação como ambientalista estava consolidada. Quando o jacaré Fritz, morador do rio Cachoeira, no centro da cidade, decidiu sair do seu leito e caminhar pela avenida Beira Rio, bombeiros o capturaram e a Polícia Militar Ambiental (PMA) o levaria para soltura noutro local. Fui imediatamente intimado por populares a reagir. Para garantir que o Fritz pudesse voltar à sua morada me comprometi perante as autoridades de assumir a responsabilidade de ser o seu tutor. O Fritz foi devolvido ao rio Cachoeira e tornou-se o maior símbolo de resistência da vida animal contra a poluição ambiental.

2011 – Quarto Prêmio Fatma de Jornalismo com o Jornal O Garuvense (JOG) - A premiação foi  por reportagem que produzi denunciando o processo de poluição dos rios de Garuva. 
O Prêmio foi promovido pela Fatma, atual IMA SC. O jornal O Garuvense foi editado pelo Bureau de Comunicação e Eventos, por seis anos, com tiragem de 5.000 exemplares e distribuição gratuita no município de Garuva, SC.
#PraTodosVerem: Primeira página do jornal impresso "O Garuvense", de outubro de 2011. Do lado esquerdo, a manchete principal destaca a homenagem recebida pelo jornal, ilustrada por uma foto de três homens segurando um troféu ambiental. A coluna da direita traz chamadas secundárias sobre denúncias contra a prefeitura, um caso de corrupção e uma pesquisa do movimento "O Sul é o Meu País", que inclui o logotipo do mapa da região Sul. No topo, aparecem o logotipo do jornal em letras verdes e um anúncio retangular azul no canto superior direito
2012 – Eleito Parceiro da Paz e Sustentabilidade 2012/2016, título concedido pelo International Global Water Coalition (IGWC) e Agência Latinoamericana e Caribenha de Direito e Sociedade (Alades), num referendo de representantes de organizações internacionais que integraram o Comitê Certificador, reunidos em Foz do Iguaçu, para avaliar os resultados de pesquisas realizadas junto a mais de 6.500 comunidades de todo o país e de 14 mil profissionais de mídia atuantes em cerca de 30 países. A edição do livro "O Gigante Acuado" foi parte da premiação recebida pelo IGWC.
#PraTodosVerem: A imagem mostra o livro "O GIGANTE acuado", do autor Altamir Andrade, exibindo lado a lado a sua folha de rosto (à esquerda) e a sua capa oficial (à direita). A folha de rosto, à esquerda, possui fundo branco texturizado com pequenas fibras (papel reciclado). No topo, lê-se o nome do autor "Altamir Andrade". Ao centro, destaca-se o título "O GIGANTE acuado", seguido pelos subtítulos: "Quando a maior fundição do mundo viu-se exposta pelo menor jornal do Brasil" e "Uma prática do jornalismo comunitário na comunicação socioambiental". Mais abaixo, há uma nota de agradecimento sobre o estímulo e reconhecimento da ONU ao autor como "Parceiro da Paz e da Sustentabilidade 2012/2016". No rodapé, encontra-se o logotipo da editora "USER MIXER EDIÇÕES". A capa, à direita, possui um fundo cinza-escuro texturizado com linhas gráficas finas que simulam estruturas arquitetônicas ou industriais modernas. No topo direito, consta o nome do autor "Altamir Andrade" em letras brancas. No canto inferior esquerdo, há um pequeno logotipo circular verde com linhas internas e, logo abaixo, o título do livro "GIGANTE acuado" escrito em letras brancas de tamanho maior
No mesmo ano ganho o Prêmio Casan de Jornalismo em Saneamento com reportagem publicada também no jornal O GaruvenseAssim como O Vizinho, O Garuvense também priorizava pautas ambientais.

#PraTodosVerem: Certificado impresso em orientação paisagem com uma imagem de montanhas ao fundo em tons suaves. No topo esquerdo, há uma ilustração azul que remete ao movimento da água e o título "I PRÊMIO CASAN DE JORNALISMO". O texto centralizado certifica que Altamir Andrade, do veículo Jornal O Garuvense, conquistou o terceiro lugar na categoria Jornalismo Impresso. O documento é datado de 5 de junho de 2012 em Florianópolis. No rodapé, estão alinhados os logotipos das entidades de apoio (ADJORI, ACAERT, Sindicato dos Jornalistas, ADI e Associação de Imprensa) e das realizadoras (CASAN e Governo de Santa Catarina)

Foi também em 2012 que sofri meu segundo atentado , o primeiro pela causa ambiental. E não seria o último. Em 2013, mais uma vez a morte chega muito próxima de mim com a morte inexplicável e não investigada do amigo nas causas ambientais, jornalista Leonardo Aguiar Morelli.

2013 – Palestrante destaque no II FMB (Fórum Mundial da Bicicleta) que aconteceu de 21 a 24 de fevereiro de 2013, em Porto Alegre, RS, com o tema "Uma criatura menos destrutiva", narrando minha decisão de priorizar a bicicleta como principal veículo de locomoção tornando-me, também, um cicloativista.

2016Educador Ambiental certificado pela Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental de Santa Catarina (CIEA/SC). Mais uma vez a parceria com o poder público estadual se consolida na certificação promovida pela CIEA/SC.

#PraTodosVerem: Certificado impresso em orientação paisagem com fundo bege claro e o brasão de Santa Catarina em marca d'água ao centro. No topo, constam as identificações do Estado e da Secretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável. O texto principal, preenchido manualmente com caneta azul, certifica que Altamir Andrade participou do Curso de Formação de Educadores Ambientais em Joinville, em agosto de 2016, com carga de 16 horas. O documento é assinado digitalmente pelo Secretário Carlos Chiodini e traz, no rodapé, os logotipos das entidades realizadoras (GTEAS e UNIVALI) e de apoio (FAPESC, CIEA-SC e Governo do Estado)

2017 – Acompanhei o Grupo Pró-Babitonga (GPB) no Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em Brasília, para tentar reverter o fechamento da Sede Regional Joinville do IBAMA.
No mesmo ano representei Joinville no IX Fórum Brasileiro de Educação Ambiental e IV Encontro Catarinense de Educação Ambiental, em Balneário Camboriú. Ao saber que os eventos não tinham cobertura jornalística voluntariei-me e criei o Diário do Fórum Brasileiro de Educação Ambiental. Neste mesmo evento fiz uma denúncia de repercussão nacional. A mesma que havia feito semanas antes na Câmara de Vereadores de Joinville (CVJ).

2018Membro da Força-Tarefa de Combate aos Crimes Ambientais em parceria com a Polícia Federal (PF), Polícia Civil (PC), Polícia Militar Ambiental (PMA), Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público Estadual de Santa Catarina (MPSC) e Instituto Viva Cidade (IVC). Neste mesmo ano tornei-me signatário Pessoa Física do Movimento Nacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) Santa Catarina, do qual já era signatário Pessoa Jurídica com a Oscip Instituto Viva Cidade (IVC), desde 2016. 

#PraTodosVerem: Logotipo circular do Movimento Nacional ODS Santa Catarina sobre fundo branco. A borda externa é composta pela roda colorida dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), formada por blocos retangulares em tons de azul, verde, vermelho, amarelo, laranja e roxo. Dentro do círculo, na parte superior, lê-se a frase em arco "JUNTOS PELOS ODS" em letras maiúsculas azuis. Logo abaixo, há um selo circular menor composto por pequenos ícones coloridos dos ODS que circundam o mapa estilizado do estado de Santa Catarina em vermelho e branco. Abaixo do selo, consta o texto centralizado em azul: "MOVIMENTO NACIONAL ODS", seguido por uma tarja azul com o texto "SANTA CATARINA" em branco e, em letras menores pretas, "OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL". O centro da imagem é ladeado por duas pequenas estrelas azuis de quatro pontas. Na parte inferior interna, finaliza a inscrição em arco: "Signatário desde 2018" em letras azuis
Neste mesmo ano a última edição impressa de O Araquariense não deixa dúvidas de que o jornal também priorizava a pauta ambiental. Mais um veículo do Bureau de Comunicação que não sobrevive ao corporativismo. O Araquariense foi editado por oito anos com tiragem de 5.000 exemplares, 8 páginas e distribuição gratuita no muncípio de Araquari, SC.

#PraTodosVerem: A imagem mostra a primeira página do jornal impresso "O Araquariense", Ano VIII, Edição nº 042, da segunda quinzena de maio de 2018. A manchete principal do lado esquerdo diz: "Araquari entra na rota do caos ambiental", acompanhada pelo subtítulo "Água fornecida à população pode ser envenenada com Contaminantes Industriais de Fundições (CIFs)". Logo abaixo, há a foto colorida do Prefeito Clenilton Pereira (PSDB). O texto da reportagem segue em duas colunas na parte inferior da página. Do lado direito, a segunda manchete diz: "IVC reeleito no Grupo Pró-Babitonga". Abaixo dela, há uma foto em preto e branco que mostra um grupo de pessoas reunidas em uma mesa de conferência. O texto explica o processo eleitoral conduzido pelo Ministério Público Federal (MPF) em Joinville. No topo da página, o logotipo do jornal traz um círculo azul com um "O" estilizado em azul ao lado do nome "Araquariense" em letras azuis. No canto superior direito, há um anúncio amarelo da "Ipê produções Cinematográficas" com o telefone 3433-9121

2020 – Passei por uma formação do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) certificando-me Acelerador dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONUA partir desta formação comecei a atuar como consultor para os ODS atendendo empresas e instituições.

#PraTodosVerem: Certificado digital em orientação paisagem com o topo dividido em duas faixas azuis. A faixa superior traz o título "Territorialização e Aceleração dos ODS" ao lado de um ícone de localização colorido. A faixa inferior exibe a frase "'Integrando Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável - ODS'". O texto central certifica que Altamir Antonio Andrade concluiu o curso online de 12 horas no período de junho a agosto de 2020. O documento é datado de 7 de julho de 2020. No canto inferior esquerdo, há um código QR e, no canto inferior direito, os logotipos da Petrobras (Parceria) e do PNUD (Realização)

2021 – Prêmio por Trajetória Artístico Cultural Aldir Blanc 2021 com destaque para obras focadas na área socioambiental a exemplo dos documentários ANAS, O Marinheiro do Rio Cachoeira, Maré de Conflitos, O Rio que Teima pela Vida, Se Ligue no Esgoto e Pesca Artesanal, Um Olhar de Perto, Licença Poética.
No período de 2015 a 2021 realizei diversos Cursos de Oratória e Liderança com Ênfase Ambiental para centenas de profissionais da Polícia Militar Ambiental de Santa Catarina (PMA-SC). Uma relação profissional e de voluntariado que consolidou parceria e apoio nas minhas causas ambientais. 
Essa formação me permitiu conviver, em alojamento, em Florianópolis, SC, uma experiência enriquecedora  com a instituição que é referência internacional.

#PraTodosVerem: Certificado impresso em orientação paisagem com ilustrações infantis coloridas de natureza, crianças, animais e um policial militar na metade inferior. No topo, lê-se em destaque a palavra "CERTIFICADO". O texto centralizado atesta que Altamir A. Andrade participou como palestrante da disciplina de Oratória com ênfase em Meio Ambiente no Curso de Especialização e Comando em Policiamento Ambiental, em junho de 2016. Abaixo, há a assinatura do Coronel Walmir Moreira Francisco. Na lateral direita, aparecem empilhados os logotipos do Governo de Santa Catarina, da Polícia Militar, da Polícia Militar Ambiental e do programa Protetor Ambiental

Também em 2021 fui eleito Secretário Executivo do Grupo Pró-Babitonga (GPB) e co-autor do livro “Memoráveis” que resultou da palestra TEDx com o tema “APA da Babitonga já”. 

2023 – Assumi, oficialmente, uma das atividades de maior periculosidade da minha vida: Investigador do Observatório Ambiental (OA) e sofro um novo atentado, em Guaramirim, SC, confirmando que praticar o jornalismo ambiental é um risco constante.

2024 – Este foi um ano de intensas atividades:
- Prêmio “Atitude Cidadã” do Instituto Lixo Zero Joinville com a obra “Maré de Conflitos”, um documentário que é um alerta à sociedade sobre o alto preço ambiental e social pago pelo excesso de empreendimentos portuários no Ecossistema Babitonga.
- Publicação de minha autoria na Revista Brasileira de Educação Ambiental do artigo científico “Jornalismo & Educação Ambiental: Mobilização pela recuperação ambiental da Bacia Hidrográfica do Rio Cachoeira” como trabalho de conclusão de curso da Pós-Graduação em Educação Ambiental.

#PraTodosVerem: Certificado digital de conclusão de curso da UNIASSELVI em orientação paisagem, com borda decorativa amarela. No topo, constam o brasão do Brasil e o logotipo da instituição. O texto certifica que Altamir Antonio de Andrade concluiu a pós-graduação Lato Sensu em Educação Ambiental, com carga horária de 400 horas, no período de janeiro a novembro de 2023. O documento é datado de 8 de janeiro de 2024. Na parte inferior, constam as assinaturas digitais do titulado e do reitor Janes Fidélis Tomelin, além do selo gov.br e do código de validação digital no canto inferior direito.

- Palestra no Summit Cidades 2024, em Florianópolis, com o tema “A mais poderosa máquina de guerra”, alertando que o antropocentrismo transformou o planeta Terra num “bicho bravo” que reage à devastação ambiental.
- Autoria do projeto e fotógrafo da exposição “Ecossistema Babitonga: Retratos do Estuário” que já recebeu milhares de visitantes em diversos eventos públicos.
- Painelista no Fórum Inovação & Sustentabilidade promovido pelo Consórcio Itá.

2025 - Outro ano de marcantes atividades:
Palestra na Biblioteca Pública Municipal Central Rolf Colin com o tema "Rumo à Agenda 2030", para servidores públicos do setor. 
Entusiasta da leitura e da escrita tenho uma parceria de voluntariado de longa data com bibliotecas.

#PraTodosVerem: Uma plateia de aproximadamente trinta pessoas está sentada em cadeiras plásticas brancas dentro da biblioteca, prestando atenção em uma apresentação. No primeiro plano, de costas para a câmera, Altamir Andrade, um homem de cabelos grisalhos e jaqueta escura, organiza alguns papéis sobre uma mesa. O ambiente possui piso de taco de madeira e paredes claras. Ao fundo e na lateral direita, há estantes repletas de livros. No teto, uma estrutura decorativa preta em formato de cubo exibe uma imagem do planeta Terra

IV Fórum Brasil ODS, em Joinville, moderei o painel “Perspectivas para um plano futuro”, com representantes do Itamaraty, e o painel das crianças que redigiram a “Carta da Terra das Crianças do Fórum Brasil ODS” que foi enviada à COP 30. Esse painel foi liderado por minha filha, Yamira B. Andrade, 7 anos. A menina, no Primeiro Fórum Brasil ODS, em 2019, tornou-se símbolo como “Bebê ODS”, pois tem me acompanhado, com entusiasmo, em praticamente todos os eventos do Movimento Nacional ODS SC. Destaque-se que ela é a única criança que participou de todos os Fóruns Brasil ODS (2019, 2021, 2023, 2025).

2026 – Representando o Grupo de Trabalho de Educação Ambiental da Baixada Norte (GTEARH06), como Coordenador de Articulação, fiz a relatoria dos trabalhos de debate do Eixo Colaboração Multissetorial e o Financiamento da Agenda 2030 na 1ª Conferência Estadual dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável de Santa Catarina, realizada na UDESC, em Florianópolis, evento preparatório para a Conferência Nacional ODS.
#PraTodosVerem: Certificado digital em orientação paisagem com fundo roxo escuro. No topo, constam o logotipo e o nome da Conferência Nacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável de Santa Catarina. O texto principal certifica que Altamir Andrade atuou como Relator dos debates na 1ª Conferência Estadual realizada na UDESC, em Florianópolis, em abril de 2026. Abaixo, há a assinatura digital do Coordenador Geral Gilson S. Zimmermann e a data de 28 de abril de 2026. O rodapé é decorado por uma faixa com os ícones coloridos dos 17 ODS e traz o logotipo do Movimento Nacional ODS no canto inferior direito
Não cito, nesse levantamento, os inúmeros processos judiciais que empresas denunciadas moveram contra minha pessoa física e jurídica na tentativa de me intimidar ou desmobilizar. Jamais, até essa data, conseguiram me condenar, pois minhas denúncias sempre estão embasadas em registros fotográficos, vídeos, testemunhas e documentos. E também no sagrado e constitucional sigilo da fonte. E nessa luta, entidades de classe têm atuado em minha defesa. Entidades internacionais, também.
A homenagem prestada pela CVJ, com a Medalha Amigo do Meio Ambiente, como evento anual comemorativo à Semana do Meio Ambiente 2026, foi uma excelente oportunidade de radiografar minha trajetória ambiental. 
Em breve "Areias Mortais, desdobramento de uma reportagem que publiquei noutro veículo de comunicação social, jornal O Joinvilense, e uma continuidade do livro denúncia "O Gigante Acuado". O livro Areias Mortais está em processo de finalização sobre o tema da minha maior resiliência, Contaminante Industrial de Fundições (CIF). O jornal O Joinvilense foi editado por onze anos pelo Bureau de Comunicação, com tiragem de 5.000 exemplares, 8 páginas e distribuição gratuita em Joinville, SC.
#PraTodosVerem: Primeira página do jornal impresso "O Joinvilense", edição de setembro de 2017. Do lado esquerdo, a manchete principal destaca "Areias Mortais" sobre um projeto de lei envolvendo rejeitos industriais; abaixo dela, há a foto de um prato branco com  faca e garlo ao lado, legumes cozidos dentro, e uma placa amarela com o aviso "CUIDADO VENENO" e o símbolo de uma caveira. Do lado direito, a segunda manchete aborda uma "Tecnologia Social joinvilense" voltada para a captação de água da chuva, ilustrada pela foto de um certificado da Fundação Banco do Brasil. No topo, constam o logotipo do jornal em letras pretas com um detalhe vermelho e um anúncio amarelo no canto superior direito

O jornal O Vizinho, ao completar 35 anos de edições em abril de 2026, e nos últimos anos voltado especialmente ao meio ambiente e à cultura, encontra na obra artística Deslocamento, de Geisiani Bontorin, na Mostra Vozes e Cores 2026, da AAPLAJ , um reflexo natural de sua essência: comunicar também é semear beleza, memória e pertencimento.

Há que se registrar: minha trajetória como ambientalista não a faço sozinho, mas incentivado e apoiado principalmente por amigos do Instituto Viva Cidade (IVC) e Clube de Oratória e Liderança (COL).
A partir desta homenagem da CVJ, em junho de 2026, sigo atualizando minha trajetória a cada novo evento. Em breve, mais atualizações de nossa luta

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Unidade de Conservação na iminência de loteamento
GTEA recomenda projeto do IVC ao governo catarinense
IVC compõe o CNEA (Cadastro Nacional de Entidades Ambientais)
Empresas podem fazer doações dedutíveis de IR para projetos ambientais
IVC apoia iniciativa do governo catarinense
IVC expõe na Semana Lixo Zero
IVC tem encontro com área de meio ambiente do Porto de São Fco do Sul
Candidatos se posicionam sobre "bandeiras" do IVC
IVC e Univille iniciam estudo de parceria com foco em ilha da Babitonga
IVC quer posicionamento de candidatos que disputam segundo turno
IVC conquista reconhecimento de UPE (Utilidade Pública Estadual)
IVC lança novo sítio na internet em evento do governo catarinense
Engenheira ambiental assume presidência do IVC
Estudantes têm encontro com IVC às margens do rio Cachoeira
IVC se consolida com o pioneirismo no meio ambiente
IVC finaliza projeto e escola se torna referência
Escola modelo é 100% meio ambiente
Matéria oficial sobre o evento no sítio da Prefeitura
A primeira confraternização do IVC
Eco-Escola entra em operação na inauguração da Gibiteca
Diretoria IVC Gestão 2012/2014
Ambientalistas ajudam CEI economizar mais de 50% de água
Água da chuva nos banheiros
Exposição fotográfica circula em escolas
Eco-Escola joinvilense
Documentário "O rio que teima pela vida"
O rio que teima pela vida
Projeto ambiental conquista recursos públicos
Duas ONGs comprometidas com o rio Cachoeira
Inauguração na escola Hermann Müller