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terça-feira, 8 de setembro de 2026

Areias Mortais: um livro para romper o silêncio sobre a contaminação ambiental por rejeitos industriais de fundições

O Brasil volta a ocupar o desonroso segundo lugar no ranking dos países que mais matam ambientalistas no mundo de acordo com relatório da ONG Global Witness publicado em 16 de setembro de 2026. Considerando que somos um dos países que mais mata jornalistas também, unir as duas atividades (jornalismo e ativismo ambiental) é um risco diário. Sei disso, pois atentados e morte ao meu redor estão relatados no livro “Areias Mortais – Um crime silencioso contra vidas e territórios”. Por isso, na maioria deles, escrevo uma dedicatória, de próprio punho, alertando os presenteados para não acreditarem que sofri algum "acidente" se alguma coisa grave acontecer comigo...

Na manhã de 8 de setembro de 2026, a Biblioteca Pública Rolf Colin, de Joinville,SC, foi um dos palcos do lançamento. O público-alvo dessa ação: servidores públicos municipais das bibliotecas de Joinville.

Exemplares da obra foram doadas sendo: 5 para a Biblioteca Pública Central, 3 para a do bairro Aventureiro e 2 para a de Pirabeiraba

A obra mergulha em uma investigação iniciada ainda na década de 1990 e que tem como ponto de partida Joinville, cidade marcada pela forte presença da indústria metalmecânica e de fundições.

“Areias Mortais – Um crime silencioso contra vidas e territórios” reúne décadas de investigação jornalística sobre contaminação ambiental, saúde pública e flexibilização da legislação

Com 192 páginas, publicado pela Ipê Produções, o livro transforma em denúncia uma questão que durante décadas permaneceu praticamente invisível: o destino e os impactos ambientais e sociais da chamada Areia Descartável de Fundições (ADF), que na obra passa a ser denominada Contaminante Industrial de Fundições (CIF).
A publicação questiona a ideia de que esse material possa ser considerado simplesmente um resíduo inofensivo ou um subproduto passível de reaproveitamento. Sustento que o CIF pode carregar sílica cristalina respirável, metais pesados, benzeno, hidrocarbonetos policíclicos aromáticos e outros compostos, associados a riscos à saúde e à contaminação do solo, da água e do ar.
Mais do que apresentar informações técnicas, “Areias Mortais” acompanha o caminho percorrido pelo contaminante: da indústria para o território, do solo para a água, do ar para os pulmões e dos discursos de sustentabilidade para as consequências vividas pelas comunidades. A obra aborda ainda investigações jornalísticas, denúncias ambientais, fiscalização, decisões políticas, mudanças na legislação e os conflitos enfrentados por quem tenta revelar esse processo.

Uma investigação que começou em Joinville
A história contada no livro tem uma forte ligação com Joinville. Foi na cidade que criei, em 1991, o jornal comunitário O Vizinho, publicação que chegou a distribuir gratuitamente 100 mil exemplares, de porta em porta, pelos bairros do município, tendo entre suas principais pautas os temas socioambientais e, especialmente, os resíduos provenientes das fundições.
A partir dessas reportagens, passei a acompanhar denúncias relacionadas à utilização do material em terrenos, manguezais, ruas, praças e pátios de escolas. O livro recupera parte dessa trajetória e mostra como o jornalismo comunitário se transformou em uma longa investigação ambiental.
Defino essa trajetória como o momento em que “a pauta virou missão: investigar e denunciar”. A investigação atravessou décadas e envolveu denúncias, fontes, documentos, processos e enfrentamentos institucionais.

Entre jornalismo, meio ambiente e saúde
“Areias Mortais” não se limita à questão ambiental. A obra estabelece uma relação entre contaminação, saúde pública, território e responsabilidade. Ao longo dos capítulos, são discutidos os componentes do CIF, os possíveis efeitos da exposição prolongada, a classificação do material como “inerte”, o processo de flexibilização da legislação e as consequências da transferência do passivo ambiental para comunidades e futuras gerações.
O livro também aborda episódios concretos investigados pelo autor, incluindo denúncias de descarte irregular em diversos territórios e a atuação de organizações e órgãos públicos na apuração desses casos.
A questão central não está apenas na existência do resíduo, mas na maneira como a sociedade escolhe tratá-lo. A obra questiona o processo pelo qual um rejeito industrial pode ser transformado, por meio de classificações técnicas, decisões administrativas e alterações legislativas, em material considerado adequado para diferentes formas de utilização.

Um autor com décadas de atuação ambiental
Nasci em Itajaí e moro em Joinville desde 1977.  Atuo há décadas nas áreas de comunicação, jornalismo investigativo, educação ambiental e sustentabilidade. Sou jornalista, pós-graduado em Educação Ambiental, ambientalista e associado fundador do Instituto Viva Cidade. Também atuo no Observatório Ambiental, organização voltada à investigação e denúncia de irregularidades e crimes ambientais.
Minha trajetória inclui a criação do jornal O Vizinho, a atuação em organizações ambientais, participação em iniciativas relacionadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e investigações de crimes ambientais. Em 2012, recebi o título de Parceiro da Paz e Sustentabilidade, concedido pela International Global Water Coalition, e, em 2026, fui homenageado com a Medalha de Mérito “Amigo do Meio Ambiente” pela Câmara de Vereadores de Joinville.
“Areias Mortais” é meu segundo livro individual e dá continuidade à investigação iniciada em “O Gigante Acuado”, publicação que registrou a experiência do jornalismo comunitário e as denúncias relacionadas à utilização de resíduos de fundição em Joinville.

Lançamentos para provocar reflexão e ampliar acesso público
“Areias Mortais” não encerra a investigação: ele a amplia. E transforma décadas de apuração jornalística em um registro para a sociedade, para as comunidades afetadas e para as futuras gerações. Por essa razão, estou priorizando a distribuição gratuita da obra em espaços públicos, como bibliotecas, escolas, universidades, centros culturais e instituições de pesquisa, em vez de restringir seu acesso à comercialização convencional. 
A opção tem uma razão essencial: uma investigação sobre questões ambientais de interesse coletivo não deve chegar apenas a quem pode pagar por ela. A distribuição gratuita amplia o alcance social do livro, permite que estudantes, professores, pesquisadores, jornalistas e comunidades tenham contato direto com as informações reunidas ao longo de décadas e contribui para que o debate ultrapasse os círculos especializados.
Bibliotecas e escolas ocupam papel estratégico nesse processo. São espaços de formação, conhecimento e construção de pensamento crítico. Ao disponibilizar a obra gratuitamente nesses ambientes, cria-se a possibilidade de que ela seja lida, compartilhada, debatida em sala de aula, utilizada em pesquisas e incorporada a atividades de educação ambiental e cidadania.
Há também uma dimensão simbólica nessa escolha. “Areias Mortais” nasceu de uma investigação jornalística sobre fatos que dizem respeito à sociedade; portanto, seu retorno à sociedade, por meio de espaços públicos de acesso gratuito, fecha um ciclo de compromisso com a informação e o interesse coletivo. 
Afinal, trata-se de uma história que nasce na cidade, acompanha transformações do território e coloca em debate questões que ultrapassam os limites da indústria: que tipo de desenvolvimento queremos? Quem assume os custos da poluição? E o que acontece quando aquilo que deveria ser tratado como passivo ambiental passa a ser apresentado como solução sustentável?
Mais do que entregar exemplares, a proposta é colocar conhecimento em circulação. É fazer com que uma investigação que poderia permanecer restrita às páginas de um livro alcance novos leitores e gere novas perguntas, pesquisas, debates e atitudes.
A distribuição gratuita, portanto, não representa apenas uma estratégia de difusão. É uma escolha editorial e social coerente com a própria essência da obra: se os impactos ambientais são coletivos, o acesso à informação que ajuda a compreendê-los também deve ser o mais amplo e democrático possível.

Entidades que já receberam doações do livro "Areias Mortais - Um crime silencioso contra vidas e territórios" e que os disponibilizam para acesso público:
Arquivo Histórico - Joinville
Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente - São Paulo
Biblioteca da Univille - Joinville
Biblioteca do CEDUP - Joinville
Biblioteca do Colégio Bom Jesus/Ielusc - Joinville
Biblioteca Pública Aventureiro - Joinville
Biblioteca Pública Casa da Cultura Fausto Rocha Júnior - Joinville
Biblioteca Pública Central - Joinville
Biblioteca Pública Pirabeiraba - Joinville
Câmara de Vereadores de Joinville
BKS Advogados Joinville
Cia Águas de Joinville
Comissão de Meio Ambiente da OAB - Joinville
Comitê de Gerenciamento das Bacias Hidrográficas do Complexo Hidrológico da Baía da Babitonga e Bacias Contíguas (CHBB) - Joinville
Grupo de Trabalho de Educação Ambiental da Baixada Norte de Santa Catarina
Instituto do Meio Ambiente - Joinville
Instituto do Meio Ambiente - Florianópolis
Ministério Público Estadual de Santa Catarina - Joinville
Ministério Público Federal - Joinville
Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis - São Francisco do Sul
O Farol (Secretaria de Desenvolvimento Econômico) - Joinville
Organização Comunista Internacional - Joinville
Secretaria de Meio Ambiente - Joinville
Secretaria de Meio Ambiente - São Francisco do Sul
Secretaria de Saneamento Ambiental - Garuva
Tribunal de Justiça de Santa Catarina - Florianópolis

Contato para imprensa e informações:

Altamir A. Andrade
E-mail: altamir@andrade.jor.br
Telefone/WhatsApp: (47) 999.846.244

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segunda-feira, 13 de outubro de 2025

Prefeitura de Joinville é condenada por crime ambiental no bairro Vila Nova

Nos últimos anos, a região norte de Santa Catarina tem se destacado no cenário nacional pelo uso de Contaminantes Industriais de Fundições (CIFs) em diversos aterros licenciados por uma legislação estadual equivocada e agravados os efeitos danosos ao meio ambiente por seu total desrespeito. 

Os CIFs, também denominados Areia Descartável de Fundição (ADF), são resíduos industriais que têm na sua composição elementos cancerígenos como fenóis e metais pesados que podem provocar graves doenças em animais e seres humanos. Não é coincidência que nestes últimos sete anos, os casos de câncer na região norte de Santa Catarina tiveram um crescimento de 500%, segundo o DATASUS.

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) determinou que a Prefeitura de Joinville e Associação Católica Casais Adoradores "comprovem, de forma imediata, a remoção de todo e qualquer material que estava depositado sobre o imóvel localizado à rua Arlindo Corrêa, s/n, final da rua, bairro Vila Nova, Joinville, SC".

Reportagem de jornal confirma que milhares de toneladas de passivos ambientais de fundições continuam sendo descartados de forma criminosa em Joinville

A decisão da 21a. Promotoria de Justiça de Joinville é resultado de um processo que se arrasta na justiça desde 2021, quando a prática criminosa chegou ao conhecimento da Oscip ambientalista Instituto Viva Cidade (IVC) que imediatamente fez "Denúncia Crime" ao MPSC por uso inadequado de Contaminantes Industriais de Fundições (CIFs). A investigação, complementada pela Divisão de Crimes Ambientais da Delegacia de Polícia de Joinville, resultou no Laudo Pericial do Instituto Geral de Perícias da Secretaria de Estado da Segurança Pública e concluiu que  a área, com mais de seis mil metros quadrados, tinha características de um "bota-fora" sem qualquer controle ambiental e somava mais de sete mil toneladas de aterro irregular, oito vezes mais que o autorizado.

Em junho de 2022, reportagem do jornal O Vizinho, edição 845, confirmava que o local havia se transformado numa grande área de descarte irregular de CIFs das empresas Nidec Global Appliance Brasil Ltda, Schulz S.A. e Embraco.

A investigação confirmou que CIFs são arrastados pelas águas da chuva para o leito do Rio Mutucas  sem qualquer controle ambiental e que "todo material estava exposto a intempéries, sendo transportado para pontos diversos da área delimitada pelas autorizações". No desenrolar do processo o MPSC havia sido informado oficialmente, em 2023, que todo o CIF já havia sido removido, o que se confirmou grave falsidade por parte dos réus.

Este é um crime emblemático, da atualidade, que envolve prática protagonizada por igreja e estado relembrando momentos do pior da história da humanidade. A Prefeitura de Joinville e a Associação Católica Casais Adoradores têm que remover todo o CIF da área até o dia 18 de novembro de 2025 sob pena de multa diária de R$500,00. A decisão determinada pela promotoria em 18 de setembro de 2025, com prazo de 60 dias, se justifica. "Ressalta-se que as partes estão cientes de suas obrigações há considerável lapso temporal, o que justifica a fixação de prazo exíguo para o cumprimento das medidas determinadas", justifica Simone Cristina Schultz, em seu despacho (Autos originários nº 5015396-66.2023.8.24.0038 - SIG nº 08.2025.00434558-9).

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terça-feira, 29 de outubro de 2019

Crime ambiental no Perini Business Park

O Instituto Viva a Cidade (IVC) recebeu mais esta denúncia de crime ambiental sendo praticado no Perini Business Park (PBP, em Joinville, SC.  O "Maior Parque Empresarial Multissetorial da América do Sul" diz-se "Engajado no modelo de desenvolvimento sustentável respondendo às necessidades do presente sem comprometer o atendimento às gerações futuras".
O que pude conferir na investigação jornalística é que parece haver uma grande distância entre a prática e o discurso de marketing ambiental daquele condomínio empresarial.
Contaminantes Industriais de Fundições (CIFs) estão sendo depositados irregularmente no solo e sofrendo a ação das intempéries

Areias Descartáveis de Fundições (ADFs) também são CIFs (Contaminantes Industriais de Fundições), pois na sua composição, além de metais pesados, há outro potente elemento cancerígeno, o fenol. Estes Contaminantes Industriais de Fundições deveriam ser destinados à aterros industriais controlados para evitar principalmente a contaminação do solo.
Todavia, toneladas destes resíduos estão sendo despejados no solo do Perini Business Park e placas identificam duas empresas joinvilenses que os estão descartando inadequadamente. A Schulz, maior fabricante de compressores de ar da América Latina e Embraco, multinacional no setor de refrigeração.
Aqui também não é diferente quando o assunto é meio ambiente.
Para a Embraco, "sustentabilidade vai além de desenvolver soluções inovadoras e garantir eficiência das operações – faz parte dos princípios da empresa". A Schulz afirma que "a melhoria da qualidade de vida dos colaboradores, da comunidade e o compromisso com os clientes e acionistas faz parte da tradição e gestão do desenvolvimento sustentável da empresa em toda a sua cadeia produtiva".




  Placas identificam nomes de duas empresas que estariam destinando Contaminantes Industriais de Fundições (CIFs) para o Perini Business Park: Schulz e Embraco

Se algum desavisado quiser defender as duas empresas alegando que os contaminantes deixaram de ser delas a partir do momento que estão na propriedade do Perini Business Park, vale lembrar que a legislação é clara quanto a isso: responsabilidade solidária pela contaminação. Comprovado, ambas responderão por crime ambiental.
Considerando que o Perini Business Park tenha autorização para receber esses contaminantes, é certo que os órgãos de licenciamento ambiental exigiriam ambientes controlados para evitar contaminações de solo, rios e ar. Não é o que se vê naquele local
 
É verdade que a legislação catarinense foi recentemente alterada para permitir que esses CIFs pudessem ser usados como matéria-prima em alguns produtos para pavimentação e construção civil. Uma legislação criminosa que venho denunciando desde 2005, antes da sua entrada em vigor. Uma dessas criminosas leis que atendem os interesses de uma minoria (econômica) em prejuízo da sociedade e do meio ambiente, competentemente articulada por empresários e políticos. Afinal, as ADFs continuam tendo a mesma composição química.

 Os Contaminantes Industriais de Fundições (CIFs) estão sendo depositados no solo do Perini Business Park sem qualquer impermeabilização, expostos ao vento, às chuvas e em processo de percolagem e lixiviação com metais pesados e fenóis cancerígenos

Percolado é o líquido oriundo da mistura de água de chuva com os elementos químicos presentes nestes contaminantes.
Lixiviação é a solubilização dos constituintes químicos de um depósito sedimentar pela ação de um fluído percolante.
O Instituto Viva a Cidade (IVC), Oscip consolidada no voluntariado e que desde 2008 também vem apoiando a investigação e denunciando crimes ambientais, juntou imagens (fotos e vídeos) desta matéria e protocolou um Pedido de Investigação por Prática de Crime Ambiental à Promotoria de Meio Ambiente de Santa Catarina (20.28.1308.0033082/2019-42).
Segundo o presidente da entidade esta é mais uma ação de tantas já realizadas em favor da sociedade. "Temos um histórico de denúncias sobre o mesmo tema que resultaram em punições aos criminosos. Se confirmado o crime, esperamos que esta também frutifique com a proteção do meio ambiente e a saúde da população", diz Julium Schramm.

Importante: No dia anterior a esta publicação fizemos contato com o Perini Business Park, sem retorno. Caso a empresa se manifeste publicaremos aqui suas respostas:

Acesse o sítio virtual do IVC na internet   

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Saiba mais sobre o IVC neste Blog:
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sexta-feira, 31 de agosto de 2018

IVC confirma denúncia no MPSC

O advogado ambientalista do Instituto Viva a Cidade (IVC), Giovanni Soletti reuniu-se com o promotor público de Araquari, SC, Leandro Garcia Machado, para complementar com documentos e novas informações a denúncia que a Oscip ambientalista fez no Ministério Público Estadual (MPE).

Promotor Leandro Garcia Machado avalia a denúncia protocolada pelo IVC assessorado pelo advogado ambientalista Giovani Soletti

Soletti saiu animado do encontro por confirmar o comprometimento do MPE de Araquari com o meio ambiente. "O promotor e sua assessoria foram solícitos e prontamente atenderam nosso pedido para esse encontro", diz o advogado que também é membro da diretoria do IVC e atua no caso com atividade de voluntariado.
Soletti destaca que a edição de maio de 2018 do Jornal O Araquariense é um documento público oficial que confirma, com fatos e depoimentos, a denúncia da Oscip

Machado, que estava em férias na data da denúncia, não escondeu sua surpresa e preocupação com o que ouvia e recebia de documentos do advogado. 
"A denúncia revela graves riscos, perigo que as areias de fundições apresentam à saúde. O Ministério Público vai apurar o real risco do uso destas areias à qualquer fim que não seja a destinação ambientalmente adequada", diz o procurador.
Ele ainda afirma que a investigação será célere, por conta dos riscos denunciados. "Se ficar confirmado o potencial danoso, vamos tomar as providências para coibir a atividade empresarial em Araquari que usa estas areias como matéria-prima para calçadas e pavimentações, ainda que esteja licenciada com base numa legislação permissiva para além dos limites que estabelece a legislação federal".
O Instituto Viva a Cidade reafirmou ao promotor que seus profissionais estão à disposição para assessorar o MP no que for possível e necessário para ajudar a impedir que o solo de Araquari se transforme num dos mais contaminados com fenóis e metais pesados da composição das areias de fundições.
Acesse a edição 042 do JOA, na íntegra, neste link.

Esta matéria está alinhada com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU). Clique aqui e conheça os 17 ODS e suas 169 metas.  

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IVC denuncia prefeituras de Araquari e Balneário Barra do Sul
Defensoria Social e IVC denunciam prefeitura de Balneário Barra do Sul no MPF
IVC reage à graves violações
Loteamento com aterro de rejeitos é denunciado pela Defensoria Social
Minha casa, o fim da minha vida 
"O GIGANTE acuado" já está na livraria
Acontecimentos inesperados, consequências de incalculáveis repercussões
Diálogos para um Brasil Sustentável
Livro de jornalista joinvilense é destaque em campanha nacional
Fui eleito Parceiro da Paz e Sustentabilidade
12/12/12, uma data enigmática
Defensoria Social escolhe Joinville

R$ 50 milhões de indenização 
"Deus" tremendo filho da puta
IVC denuncia no MPF duplicação inadequada da Av. Santos Dumont
Joinville amplia seu "Muro de Berlim"
IVC e Defensoria Ambiental pedem embargo de obra da Rôgga em Joinville
Empreendimento da Rôgga em Joinville sofre resistência por supostos danos ambientais
Grupo empresarial Hera Sul tenta impedir minha liberdade de expressão
Sindicato manifesta apoio ao meu jornalismo investigativo
Empresas do PR são denunciadas por crimes ambientais e sonegação fiscal em SC
Governo catarinense é denunciado pela Defensoria Social e IVC
Imperdível, assustador, pois o veneno está à mesa
Barrancos, em Garuva (SC), terra-sem-lei
Uma arma à cabeça, um tiro. Jornalismo é profissão de risco

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