quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Mulheres agricultoras são foco do IVC e COL

O Instituto Viva a Cidade - IVC e o Clube de Oratória e Liderança - COL iniciam o ano de 2018 com mais um projeto focado na sustentabilidade e liderança. Trata-se do projeto ANAS que disputou o edital do Mecenato 2017 divulgado no fim do ano pela Portaria 96/2017 da Secretaria de Cultura e Turismo - Secult
 ANAS é um retrato da família joinvilense que vive da agricultura familiar,
especificamente da agroecologia

Em fase de captação (renúncia fiscal de recursos que podem ser doados do IPTU e ISSQN até o limite de 30%) trata-se da produção de uma obra cinematográfica (curta metragem) de baixíssimo orçamento (R$ 69.575,00) que será produzida pela joinvilense Ipê Produções.  Interessados em apoiar: contato@institutovivacidade.org.br

O curta abordará o empoderamento feminino através da luta de mulheres agricultoras para conquistarem os direitos profissionais da categoria e no importante papel que exercem na continuidade das práticas agrícolas familiares, como a manutenção de mudas e sementes crioulas (sementes não transgênicas e que não têm herbicida nem adubo orgânico em nenhuma geração da planta que originou a semente).

Além das práticas agrícolas, a obra pretende mostrar como é o dia-a-dia destas mulheres,
sua feminilidade, religiosidade, vaidade, lazer, para discutir o estereótipo de
mulher agricultora = mulher desgrenhada com chapéu de palha

ANAS tem como objetivo também contribuir para o atingimento de algumas metas do Plano Municipal de Cultura com destaque para:
Meta 3 - Realização anual de no mínimo uma ação cultural de acesso público e gratuito em cada bairro da área urbana e cada localidade da área rural do município.
Meta 4 - Aumento em 100% no número de pessoas que frequentam museus, centros culturais, cinemas, exposições, espetáculos de teatro, circo, dança e música, feiras, mostras, festivais e festas populares.
Meta 7 - Aumento em 100% dos registros formais do trabalho no setor cultural.
Em Santa Catarina, a economia agrícola está baseada na
pequena propriedade de agricultura familiar

Santa Catarina tem 195 mil estabelecimentos agrícolas economicamente ativos. Destes, 90% têm menos de 50 hectares e 87% são classificados como agricultores familiares. No Brasil, a agricultura familiar é responsável por 85% dos alimentos que temos em nossa mesa.
As mulheres estão presentes na economia rural, concentradas nas atividades voltadas ao auto consumo familiar, nas tarefas domésticas, no cuidado com os filhos, na criação de pequenos animais, na horticultura, no cultivo e resgate das plantas medicinais, no zelo pelo jardim, no manejo e na produção da lavoura e na preservação das sementes crioulas.
Mesmo as mulheres estando inseridas na agropecuária, suas atividades são culturalmente atribuídas como “ajuda”. O papel de “ajuda” desconsidera o trabalho feminino como produtivo.
Portanto, nestes casos é atribuído o trabalho de produtor apenas para o homem

Camponesas, agricultoras, mulheres indígenas, quilombolas, pescadoras. A sociedade brasileira começa a ouvir esses termos com mais frequência na mídia, mesmo que ainda seja de uma forma estereotipada, como grupos sociais marginalizados, que deveriam ser objeto apenas de políticas sociais.
No entanto, nos últimos anos, essas mulheres vêm mostrando uma capacidade organizativa e política bem importante. Deixaram de ser apenas “esposas de” e passaram a ter nome próprio. Começam a ser titulares de empreendimentos, presidentes de cooperativas rurais, de associações e grupos de produtoras. Participam de feiras, vendem para o poder público, para os programas sociais e para a merenda escolar.
E também começaram a aparecer politicamente, participando de marchas – como é o caso da Marcha das Margaridas – ou de ações diretas, protestos, fechamento de estradas, manifestações. Elas se organizam em diversos movimentos, apresentando reivindicações ao governo e à sociedade, se articulam nacional e internacionalmente (o caso mais conhecido é o da Via Campesina). Enfim, se mostram enquanto sujeitos políticos.

A proposta do documentário é evidenciar este assunto da agricultura orgânica, sob o olhar feminino

Na história da agricultura sempre coube a mulher o cuidado com as sementes crioulas, (sementes tradicionais, mantidas e selecionadas por várias décadas através de agricultores tradicionais) no preparo dos insumos orgânicos, na preservação da biodiversidade, na preparação dos alimentos.
As mulheres são responsáveis pela peletização das sementes (processo de recobrimento das sementes) em casa, o que contribui para a sanidade da semente e das plantas após a germinação, diminuindo assim o ataque de doenças e de insetos. Está com a mulher camponesa a garantia de alimentos saudáveis em nossas mesas.

Ficha Técnica de ANAS
Roteirista: Ilaine Melo
Diretora: Ilaine Melo
Diretor de Fotografia: Altamir Andrade
Produtor Executivo: Altamir Andrade
Montagem: Julium Schramm
Difusão do Filme: Ivan Melo

Saiba mais sobre ANAS acessando o Blog próprio

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Informações oficiais da Prefeitura sobre o Mecenato 2017

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terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Fenaj inicia 2018 prestando solidariedade a jornalista joinvilense

A Federação Nacional de Jornalistas - Fenaj e o Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina - SJSC iniciaram as atividades do ano de 2018 reagindo contra ação de poderosa indústria joinvilense e em defesa do "jornalista Altamir Andrade, editor dos jornais O Joinvilense e O Vizinho, que vem sendo vítima de tentativas de intimidação, assédio judicial e cerceamento à liberdade de imprensa".

Às vésperas do Natal 2017 a Tupy Fundições S.A. decidiu acionar o judiciário que me intimou para "prestar esclarecimentos". O que motivou o gigante industrial foi a reportagem que fiz no Jornal O Joinvilense em setembro de 2017 e que também resultou numa matéria complementar neste blog com o título: "Areias Mortais, uma catástrofe se encaminha".
O tema me mobiliza há vários anos com dezenas de reportagens, denúncias e livro já escrito, como pode ser conferido nos links no fim desta postagem. Tanto, que em novembro ele voltou à tona em edição do Jornal O Vizinho e noutra matéria complementar com o título: "A maldade também se renova"
Foi também em 2017, no mês de setembro, no IX FBEA, em Balneário Camboriú, SC, que fiz uma denúncia nacional sobre o tema, como pode ser conferido no Diário do Fórum Brasileiro de Educação Ambiental
Posso estar enganado, mas tenho a sensação de que a empresa quer que eu produza provas contra mim, haja vista as perguntas formuladas. Convido você a avaliar minha suspeita:
1- Lendo primeiro as três matérias citadas pela empresa da edição 075 do JOI (Jornal O Joinvilense): Areias Mortais (capa), Mais veneno do prato (contra-capa) e Tupy se comporta como culpada (editorial).

2- Assistindo ao vídeo com a denúncia nacional que fiz no IX FBEA e também na Câmara de Vereadores de Joinville.
3- Lendo as perguntas formuladas pela empresa e as minhas respostas, abaixo:

Joinville, SC, 14 de dezembro de 2017
Respostas ao Mandado 038.2017/066769-5 – Z08-Joinville dos Autos 0324367-62.2017.8.24.0038
Ação: Notificação para Explicações
Requerente: Tupy S/A
Requerido: Altamir A. Andrade
DD. Juiz de Direito Sr. Décio Menna Barreto de Araújo Filho
Atendendo sua decisão estou respondendo aos questionamentos feitos.
1. Se é a Tupy a empresa responsável pelo alegado descarte criminoso de resíduos/rejeitos de fundição que teriam sido espalhados por Joinville a que o Notificado se refere na reportagem “Areias Mortais”:
Resposta: É o que dizem moradores entrevistados principalmente nos bairros Boa Vista, Iririú, Espinheiros, Aventureiro entre outros bairros com seus depoimentos publicados em diversas reportagens nos jornais O Vizinho e O Joinvilense e também no livro “O Gigante Acuado”.
2. A Tupy estaria se comportando como culpada de que?
Resposta: Neste caso, do impedimento do exercício da liberdade de imprensa; e no mesmo editorial escrevemos que “Seria nesta visita que teríamos a oportunidade de ver, conferir, ouvir o outro lado”, o que mais uma vez não nos foi permitido.
3. Se o Notificado confirma existir em “lobby”, e de que forma este se daria, para aprovação da lei?
Resposta: A resposta está no mesmo editorial quando escrevemos “Numa típica estratégia de lobby para a aprovação da Lei que é tema da reportagem...”
4. Queira o Sr. Notificado esclarecer de que forma a TUPY estaria manipulando as autoridades públicas de Joinville?
Resposta: Da mesma forma, a resposta está no mesmo texto, considerando que os vereadores da comitiva não são especialistas no assunto. E ainda registramos que “na legislatura passada outro vereador também fez tentativas de visitas com jornalistas e ambientalistas para acompanhar o processo de produção e assim poder confirmar se realmente há riscos de a empresa descartar seus contaminantes industriais”
5. Queira o Sr. Notificado esclarecer o significado da alegação “outra prática contra o jornalista, de fazer campanha difamatória contra o Notificado”.
Resposta: Anexo cópia de uma nota publicada em jornal pela TUPY onde cita meu nome e do meu jornal chamando-me de mentiroso, por exemplo, quando diz: “...nada do que foi dito pela publicação O Vizinho é verdade.” Ou ainda quando no mesmo texto diz: “Com relação ao O Vizinho, providências já estão sendo tomadas no âmbito jurídico”, uma afirmação, por parte da TUPY, aqui sim, mentirosa, pois nunca, nestes quase 20 anos fazendo reportagens que a denunciam a empresa acionou-me, ou a minha empresa, ou aos meus jornais, judicialmente.
6. Queira o Sr. Notificado esclarecer há equívoco na interpretação de que é insinuada a participação da TUPY num alegado atentado sofrido em 2001 ou se de fato o Notificado alega que a TUPY tem envolvimento com referido fato?
Resposta: Jamais afirmei que a TUPY tenha envolvimento com referido fato, contextualizamos o leitor de fatos que aconteceram na época envolvendo a TUPY. Interpretações são resultantes de subjetividades privatizadas, portanto não posso inferir neste caso.
7. Queira o Sr. Notificado confirmar ou retratar a alegação de que a TUPY despejava irregularmente caminhões de “areia boa” (rejeitos) pela cidade de Joinville?
Resposta: Há no Arquivo Histórico de Joinville (AHJ) inúmeras reportagens com imagens em várias publicações além dos exemplares dos jornais que editei que confirmam essa prática.
8. Queira o Sr. Notificado confirmar se alega a participação da Tupy na morte do Sr. Leonardo Aguiar Morelli, ocorrida em 2013.
Resposta: Em dezembro de 2013, na edição 808 do Jornal O Vizinho, anexa, uma ampla reportagem sobre a inexplicável morte bem como a íntegra da carta que Morelli deixou para ser tornado público em caso de sua morte. Eu nunca acusei a Tupy de ter participação nesta morte até hoje também não investigada. É Morelli, no documento testamento, quem faz acusações e ou insinuações como pode ser conferido no anexo.
Creio ter atendido sua ordem judicial, coloco-me à disposição.
Saudações, Altamir Andrade
Jornalista Profissional

Também no dia 13 de dezembro fiz uma postagem nas redes sociais, por medida de segurança, publicizando o fato:

E na assembleia do Instituto Viva a Cidade - IVC, o tema também foi um dos assuntos da pauta como se pode conferir no recorte:

A ata da assembleia 56 pode ser acessada, na íntegra, neste link: https://oscipvivacidade.wixsite.com/institutovivacidade/atas


Outras investigações e denúncias ambientais relatadas neste blog
A maldade também se renova
Areias Mortais, uma catástrofe ambiental se encaminha
O desastre da Tupy não Vale?  
Morte de Ambientalista. Aumentam suspeitas sobre Joinville  
Ambientalista morto tem seu último pedido atendido  
Denúncia de ambientalistas obriga Fatma a mudar procedimentos
Jornalismo continuado, denúncias têm desdobramentos  
Sindicato analisa posicionamento em defesa de jornalista 
Radialista alerta atitude perigosa da Tupy Fundições  
Prossegue o embate sobre areias de fundição  
Reação de gigante poluidor contra jornalista joinvilense
IVC denuncia prefeituras de Araquari e Balneário Barra do Sul  
Defensoria Social e IVC denunciam prefeitura de Balneário Barra do Sul no MPF 
IVC reage à graves violações
Loteamento com aterro de rejeitos é denunciado pela Defensoria Social  
Minha casa, o fim da minha vida 
"O GIGANTE acuado" já está na livraria  
Acontecimentos inesperados, consequências de incalculáveis repercussões 
Diálogos para um Brasil Sustentável
Livro de jornalista joinvilense é destaque em campanha nacional  
Fui eleito Parceiro da Paz e Sustentabilidade
12/12/12, uma data enigmática
Defensoria Social escolhe Joinville
 

R$ 50 milhões de indenização 
"Deus" tremendo filho da puta
IVC denuncia no MPF duplicação inadequada da Av. Santos Dumont
Joinville amplia seu "Muro de Berlim"
IVC e Defensoria Ambiental pedem embargo de obra da Rôgga em Joinville
Empreendimento da Rôgga em Joinville sofre resistência por supostos danos ambientais
Grupo empresarial Hera Sul tenta impedir minha liberdade de expressão
Sindicato manifesta apoio ao meu jornalismo investigativo
Empresas do PR são denunciadas por crimes ambientais e sonegação fiscal em SC
Governo catarinense é denunciado pela Defensoria Social e IVC

Imperdível, assustador, pois o veneno está à mesa
Barrancos, em Garuva (SC), terra-sem-lei

Uma arma à cabeça, um tiro. Jornalismo é profissão de risco

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Unidade de Conservação é tema do Grupo Pró-Babitonga

Uma das principais bandeiras do Instituto Viva a Cidade - IVC, a criação de uma Unidade de Conservação - UC, na Baía Babitonga, foi um dos principais temas discutidos no Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - ICMBio, em Brasília, na última semana do mês de novembro deste ano de 2017.
A cúpula do ICMBio recebeu o Comitê Executivo do Grupo Pró-Babitonga em Brasília
O biólogo Fabiano Grecco de Carvalho, coordenador executivo do Babitonga Ativa (Univille), fez a apresentação de todo o histórico de criação do Grupo Pró-Babitonga - GPB desde a sua base com o Grupo de Estudos e Mobilização - GEM

 A comitiva do Grupo Pró-Babitonga - GPB foi recebida em Brasília pelo presidente do ICMBio, Ricardo Soavinski; coordenador geral de criação de Unidades de Conservação, Ricardo Brochado; diretor substituto de Pesquisa, Avaliação e Monitoramento de Biodiversidade, Fernando Dal’Ava e a assessora da presidência, Fabiana de Oliveira Hessel.
A apresentação foi comemorada pelos representantes do órgão federal. Avaliaram com entusiasmo a qualidade e a quantidade de materiais que agora se fazem disponíveis para auxiliar e orientar a gestão ambiental pública no Ecossistema Babitonga. 
O presidente do ICMBio diz que acha viável e necessária a criação de uma Área de Proteção Ambiental - APA, no ecossistema da Baía Babitonga. "Houve um grande avanço na pesquisa, na organização dos dados, não só ambientais, mas também socioambientais. Vejo que agora tem uma mobilização, um quadro diferente de anos atrás. Está muito mais maduro o processo, com muito mais informação. E considerando também os compromissos que o governo tem com a Convenção da Biodiversidade - CDB de ampliar as áreas marinhas, onde estamos com o maior déficit, vejo uma oportunidade muito boa de avançar na criação da UC", diz Ricardo Soavinski.
Ele recomenda que o GPB converse com o governo catarinense para a união de forças na criação de uma unidade federal ou, se for o caso, uma unidade estadual.

Também foi apresentada a segunda edição do Diagnóstico socioambiental e registros da coleta de dados realizada durante a bateria de oficinas de planejamento espacial marinho.
Soavinski também destacou a importância da ordem de serviço emitida aos servidores do ICMBio de Santa Catarina, que seguirão acompanhando as atividades do GPB e dialogando sobre os possíveis cenários para contribuir com a gestão do Ecossistema Babitonga.
Desde a sua fundação, em 2008, o IVC defende a criação da UC da Babitonga e também comemora o estágio e momento promissor para isso.

No dia anterior a comitiva reuniu-se com a Diretora de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente.
 Fabiano Grecco de Carvalho entrega proposta de parceria com o Ministério do 
Meio Ambiente para a diretora Renata Maranhão

O Instituto Viva a Cidade - IVC e o Clube de Oratória e Liderança - COL são membros do Grupo de Trabalho de Educação Ambiental da Baixada Norte GTEA RH06, colegiado que é coordenado pela Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental de Santa Catarina - CIEA/SC e subordinada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável de Santa Catarina - SDS. 
IVC, COL e GTEA RH06 estão articulando uma parceria com a CIEA/SC para a realização do Curso de Oratória e Liderança para Educadores Ambientais. O gerente da CIEA/SC já confirmou apoios de infraestrutura para a realização de um curso nos dez GTEAs em todo o Estado. A previsão é de qualificar 200 educadores ambientais (vinte por grupo), a partir do próximo ano. "A proposta entregue à Diretoria de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente para a viabilização do curso conta com nosso apoio", diz Humberto Geraldo Reolon.
Este curso tem como base o que já é oferecido, desde 2016, à Polícia Militar Ambiental de Santa Catarina.

Solícita, Renata Maranhão recebeu o grupo mas não alimentou esperanças. "Nosso orçamento é enxuto, mas vamos analisar a proposta internamente. Contudo, recomendo que se possa oferecer essa qualificação como um complemento de um projeto maior, mais abrangente", sugere a diretora.
A principal razão da viagem da comitiva foi entregar à presidência do Ibama a "Moção de Desagrado Quanto ao Fechamento do Escritório Regional do Ibama em Joinville, Santa Catarina".
Werney Serafini (Membro do Comitê Executivo do GPB),  Gabriel A. Magnino (Comar), Solange Alves (Assessora da Presidência do Ibama) e Fabiano Grecco de Carvalho (Babitonga Ativa - Univille)
Nesse encontro no Ibama, o grupo pediu para os dirigentes do órgão reverem a decisão. Mas, a assessora Solange Alves reiterou a irreversibilidade. "É uma decisão que vem da Presidência da República", afirmou.
Para o GPB, a decisão do fechamento é uma insensatez, considerando todas as necessidades ambientais e econômicas que demandam ações do Ibama na região.

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sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Reunião de Governança do Movimento Nós Podemos SC tem presença destacada do IVC

Neste ano de 2017 o Instituto Viva a Cidade (IVC) tornou-se signatário dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Organizações das Nações Unidas (ONU) através do Movimento "Nós Podemos Joinville".
No dia 01 de dezembro a Oscip ambientalista, que também é membro da Coordenação do Comitê de Joinville, participou da Primeira Reunião Geral de Governança realizada pelo Movimento Nós Podemos Santa Catarina, em Florianópolis, SC, na sede do Instituto Ekko Brasil, sede do Projeto Lontra.
Telhado verde é uma das atrações sustentáveis no Instituto Ekko Brasil
 Antes da reunião de trabalho os integrantes do Movimento Nós Podemos Santa Catarina conheceram as instalações e projetos do Instituto Ekko Brasil
 O encontro reuniu 17 líderes do movimento de todas as regiões do estado de Santa Catarina

Em nove anos de existência em Santa Catarina esse foi o primeiro encontro estadual que teve por objetivo fazer uma reflexão sobre:
- Que movimento somos?
- Que movimento queremos?
A iniciativa foi avaliada exitosa e comemorada pelos participantes por ter sido possível conferir que os signatários catarinenses têm marcada atuação na busca do atingimento dos 17 ODS, o que torna o Estado uma referência nacional; apesar de estar instalado em apenas 24 dos 295 municípios.
Este é um dos desafios que os dirigentes se propõem para o próximo ano, a expansão geográfica do movimento. Outro, não menos importante, é aumentar o número de signatários onde já atua.
Neste ano de 2017 a meta era cada comitê aumentar em mais dez signatários. Dos seis comitês regionais, apenas dois conseguiram atingir a meta: o Comitê da Grande Florianópolis e o Comitê de Joinville.
Animais em risco de extinção, as lontras são o foco do Instituto Ekko Brasil em Florianópolis

A coordenadora geral do Comitê Estadual, Adelita Adiers, também recomendou aos presentes que orientassem os signatários dos seus respectivos comitês a usarem as logomarcas do Movimento e os ícones oficiais da ONU em suas peças de comunicação e identificação que estão no sítio virtual, na internet, no Comitê Estadual. "E avisarem, com antecedência, a coordenação estadual das ações dos comitês e dos signatários que contemplem os ODS para que possamos divulgar também".
Na mesma ocasião o Comitê de Joinville apresentou algumas metas para 2018 destacando a mobilização junto aos professores da rede municipal para trabalhar os ODS (com exposição dos trabalhos).
Outro destaque apresentado ao grupo foram as ações do IVC neste ano de 2017 com a realização de palestras, exposições fotográficas e exibição de vídeos em seis escolas municipais atingindo mais de cinco mil estudantes, professores e membros das comunidades dos seus entornos. "Em nossos eventos atuamos diretamente com foco em no mínimo três ODS", destaca a presidenta do IVC, engenheira ambiental Tatiana Valencia Montero.
Em março haverá eleições para a Coordenação Geral do Comitê de Santa Catarina com abertura de edital oficial do Movimento.
Qualquer signatário pode se candidatar estando ou não no Comitê.
Um novo encontro está previsto acontecer no mês anterior, em fevereiro para debater questões pendentes com o Comitê Nacional.


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quarta-feira, 22 de novembro de 2017

IVC integra Comitê Executivo do Grupo Pró Babitonga que tenta reverter fechamento da unidade do Ibama Joinville

Nos dias 28 e 29 de novembro, integrantes do Comitê Executivo do Grupo Pró-Babitonga (GPB) estarão em Brasília para tentar reverter uma das mais insensatas decisões contra o meio ambiente, o fechamento da Unidade Técnica do Ibama em Joinville.
Ao acessar na internet as unidades do Ibama em Santa Catarina, já  não consta mais a do maior e mais industrializado município catarinense. Agora, a estrutura oficial no Estado é de uma superintendência em Florianópolis e apenas duas Unidades Técnicas de Segundo Nível, em Itajaí e Chapecó.
A decisão pela desativação da unidade de Joinville, que atendia toda a região norte de Santa Catarina e está sendo fisicamente fechada até dezembro, teve reprovação unânime em assembleia do GPB. O colegiado reúne dezenas de entidades representativas dos segmentos socioeconômico, público e socioambiental.
As reuniões do GPB acontecem mensalmente no auditório do Ministério Público Federal (MPF) em Joinville, SC e são coordenadas pela Univille. Na assembleia de 14 de novembro de 2017 foi aprovada uma moção de desagrado pelo fechamento do Ibama Joinville

A notícia foi dada ao GPB pelo gerente da unidade do Ibama em Joinville, Luis Ernesto Trein. A decisão administrativa foi informada por portaria pela direção nacional do Ibama. Todo o trabalho da unidade está, até o dia 31 de dezembro, em processo de desativação e já não há atendimento público presencial na unidade que por anos localizou-se à rua do Príncipe, 266 - Sala 23 no centro da cidade. "Joinville está na região que mais demanda serviços do Ibama no Estado. É um sucateamento do serviço público federal que vai provocar muitos atrasos em demandas empresariais, por exemplo".
Na sexta assembleia, de 14 de novembro de 2017, o GPB aprovou uma moção de desagrado. O documento, que também será transformado em carta aberta à população, foi proposto por uma das integrantes do grupo, a Associação de Defesa e Educação Ambiental (ADEA) e será levado por membros do Comitê Executivo, a Brasília, e entregue ao Ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho e a Presidente do Ibama, Suely Mara Vaz Guimarães de Araújo. 
Representantes do ICMBio, que participaram desta reunião, confirmaram que acompanham com pesar "o caos do desmantelamento do processo público" como acontece com o Ibama, mas veem com otimismo o GPB como o fórum ideal para retomar a discussão da criação da Unidade de Conservação da Babitonga, uma das principais bandeiras do IVC.
Foi também nesta sexta assembleia que o GPB elegeu o seu Comitê Executivo assim composto: Altamir Andrade - Instituto Viva a Cidade (segmento socioambiental), Ivo Birckholz - Joinville Iate Clube (segmento socioeconômico) e Ricardo Haponiuk - Secretaria de Meio Ambiente de Itapoá (segmento público).

Saiba mais sobre o GPB
O Grupo Pró-Babitonga é resultado evolutivo do projeto Babitonga Ativa que entre 2015 e 2017 produziu uma série ações, pesquisas, estudos e documentos técnicos
Um dos mais importantes legados do projeto para o desenvolvimento da Baía Babitonga é a construção do “Documento-Base: Análise de cenários para o fortalecimento da gestão ambiental pública no ecossistema Babitonga
O Projeto Babitonga Ativa é executado pela Universidade da Região de Joinville (Univille), por meio da Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários, com recursos garantidos pela 6ª Vara Federal em termo de ajustamento de conduta originado de multa ambiental.
O GPB é um colegiado multisetorial cujo foco é contribuir com a gestão socioambiental do Ecossistema Babitonga, eleito em 18 de maio de 2017 para um mandato interino de um ano, e conta com a participação de secretarias municipais, associações representantes de usuários diretos do Ecossistema Babitonga, universidades e ongs e oscips socioambientais. 
O Grupo Pró-Babitonga visa reunir e facilitar a integração da sociedade civil, do poder público e da iniciativa privada dos seis municípios do entorno da Baía Babitonga (Joinville, Garuva, Itapoá, Araquari, São Francisco do Sul e Balneário Barra do Sul) para planejar o desenvolvimento territorial do litoral norte de Santa Catarina.
O processo eleitoral culminou na eleição de 26 entidades dos Segmentos Socioambiental, Público e Socioeconômico e é fruto de uma construção coletiva que aconteceu no âmbito do Grupo Estratégico de Mobilização, entre 2015 e 2017.
Veja abaixo a lista de instituições que o compõe:
- Instituto Viva a Cidade - IVC
- 2ª Companhia de Polícia Militar Ambiental - Joinville
- Prefeitura Municipal de São Fco. do Sul - Gerência de Turiusmo de São Francisco do Sul
- Prefeitura Municipal de São Fco. do Sul - Gerência de Agricultura e Pesca
- IBAMA - Escritório Regional de Joinville
- Prefeitura Municipal de São Fco. do Sul -Secretaria de Meio Ambiente
- Prefeitura Municipal de Itapoá - Secretaria Meio Ambiente
- Prefeitura Municipal de Itapoá - Secretaria de Planejamento e Urbanismo
- Prefeitura Municipal de Garuva
- Prefeitura Municipal de Joinville - Secretaria de Meio Ambiente
- Associação Ecológica Joinvillense - Vida Verde
- Associação de Defesa e Educação Ambiental - ADEA
- Instituto Federal Catarinense - Campus São Francisco do Sul
- Associação Itapoense de Surf
- Associação de Moradores e Proprietários do Capri
- Associação Movimento Ecológico Carijós - AMECA
- Fundação Universidade da Região de Joinville - UNIVILLE
- Centro de Ciências Tecnológicas - Udesc
- Associação de Maricultores do Capri - AMAPRI
- Colônia de Pescadores  Z-01 - Itapoá
- Colônia de Pescadores Z-02 - São Fco. do Sul
- Associação de Pescadores Profissionais da Enseada
- Sindicato dos Operadores Portuários de São Fco.do Sul
- Sindicato das Indústrias da Extração de Pedreiras no Estado de Santa Catarina
- SECOVI Norte - SC
- Joinville Iate Clube


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terça-feira, 14 de novembro de 2017

A maldade também se renova

Nestes 25 anos envolvido com o jornalismo, inicialmente empreendendo na área e, posteriormente, me encontrando com a profissão, tenho focado no investigativo e priorizado o meio ambiente.
A edição impressa 837 do JOV (Jornal O Vizinho) contempla duas reportagens que confirmam essa prática que demanda uma certa, podemos dizer, obstinação em defesa do meio ambiente, da qualidade de vida, do respeito à vida...
A matéria "Suspeitas atingem JBS (Seara) em Santa Catarina" não tem nada a ver com o momento político atual e desdobramentos da Lava-Jato. Mas, de uma situação que tem transformado a vida de centenas de famílias sul-catarinenses tornando suas qualidades de vida das piores.
O outro destaque desta edição é para um tema que investigo e denuncio por quase 20 anos. Muitas conquistas já se concretizaram, desde então. Se antes deste jornalismo/denuncista/ambientalista poderosos grupos empresariais podiam desovar seus contaminantes e livrarem-se de seus passivos ambientais livre e impunemente, hoje a realidade é outra.
Todavia, eles encontram novos caminhos e o que parecia ter fim tem renovação. Sim, a maldade também se renova! A matéria "Uso de Contaminantes Industriais de Fundições pode ser liberado por vereadores joinvilenses" também confirma isso.
Além da edição do JOV desta semana, mais abaixo seguem links de outras abordagens sobre o tema que podem melhorar a contextualização. Em "O desastre da Tupy não Vale?", por exemplo, faço um comparativo de posturas e percepções diferentes para crimes ambientais catastróficos tão iguais.
Confira:

Outras investigações e denúncias ambientais relatadas neste blog
Areias Mortais, uma catástrofe ambiental se encaminha
O desastre da Tupy não Vale?  
Morte de Ambientalista. Aumentam suspeitas sobre Joinville  
Ambientalista morto tem seu último pedido atendido  
Denúncia de ambientalistas obriga Fatma a mudar procedimentos
Jornalismo continuado, denúncias têm desdobramentos  
Sindicato analisa posicionamento em defesa de jornalista 
Radialista alerta atitude perigosa da Tupy Fundições  
Prossegue o embate sobre areias de fundição  
Reação de gigante poluidor contra jornalista joinvilense
IVC denuncia prefeituras de Araquari e Balneário Barra do Sul  
Defensoria Social e IVC denunciam prefeitura de Balneário Barra do Sul no MPF 
IVC reage à graves violações
Loteamento com aterro de rejeitos é denunciado pela Defensoria Social  
Minha casa, o fim da minha vida 
"O GIGANTE acuado" já está na livraria  
Acontecimentos inesperados, consequências de incalculáveis repercussões 
Diálogos para um Brasil Sustentável
Livro de jornalista joinvilense é destaque em campanha nacional  
Fui eleito Parceiro da Paz e Sustentabilidade
12/12/12, uma data enigmática
Defensoria Social escolhe Joinville
 

R$ 50 milhões de indenização 
"Deus" tremendo filho da puta
IVC denuncia no MPF duplicação inadequada da Av. Santos Dumont
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Empreendimento da Rôgga em Joinville sofre resistência por supostos danos ambientais
Grupo empresarial Hera Sul tenta impedir minha liberdade de expressão
Sindicato manifesta apoio ao meu jornalismo investigativo
Empresas do PR são denunciadas por crimes ambientais e sonegação fiscal em SC
Governo catarinense é denunciado pela Defensoria Social e IVC

Imperdível, assustador, pois o veneno está à mesa
Barrancos, em Garuva (SC), terra-sem-lei

Uma arma à cabeça, um tiro. Jornalismo é profissão de risco