domingo, 9 de junho de 2013

Clube de Oratória decide parcerias com a SDR Joinville e Ajidevi

Cozinhar e receber é uma das atividades mais prazerosas para mim. No Dia Mundial dos Oceanos, 8 de junho, recebi 14 amigos para um almoço que comecei a preparar dois dias antes. Uma feijoada. Foi um desafio, cozinhar para um grupo tão grande. Gostei do resultado. E eles também. Teve até quem levou para casa um pouco do que sobrou!


Estava tão boa que até osso a presidenta do COL queria comer...

A iniciativa foi da presidenta do COL (Clube de Oratória e Liderança) de Joinville. Ela quis reunir sua diretoria acompanhada dos seus companheiros para que eles pudessem ver onde e como acontecem as reuniões. A advogada Mônica da Silva Robert mantém as reuniões de diretoria na minha casa e sempre com um jantar que elaboro especialmente.
Os encontros acontecem na segunda quarta-feira de cada mês. Este optamos por um sábado ao meio dia, por conta do cardápio e pela maior facilidade de reunir o grupo com seus convidados.


Na ocasião, os presentes também puderam assistir o vídeo documentário produzido pelo clube em parceria com o IVC (Instituto Viva Cidade) e patrocinado pela Cia Águas de Joinville. Trata-se do projeto "Se ligue no esgoto". A obra, com duração de 13 minutos, foi aprovada e comemorada pelos COLeanos e, em breve, fará parte de uma série de palestras principalmente nas escolas da Bacia Hidrográfica do Rio Cachoeira.
Atenção voltada ao documentário "Se ligue no esgoto"

O documentário será postado na internet para acesso público e o projeto também conta com o apoio dos jornais O Vizinho, O Joinvilense, O Garuvense e O Araquariense.
Um segundo vídeo de cinco minutos foi apresentado. O Making Off "Se ligue no encosto" foi o ponto alto do encontro com muitas gargalhadas ao destacar situações divertidas dos presidentes João Carlos Farias (IVC) e Mônica Robert (COL).


A reunião seguiu a pauta com os horários rigorosamente cumpridos. Mas, como o dia seguinte era domingo e a tarde estava ensolarada, a maioria ficou e ainda rolou sobremesas (especialidades da Luciana) e uma sessão de "cachimbo da paz". Alguns conheceram o sabor e o efeito da banana, quero dizer, do fiapo da banana.
Outro momento, artístico, revelou um talento no grupo. Edinho, quando se sente enturmado, solta o vozeirão. Aliás, ele confessou ao grupo que veio um pouco a contragosto, pois acreditava que seria uma chatice e tal. Gostou da comida, da recepção, dos COLeanos e quer ser convidado outras vezes.
Mas, segundo o amigo (Luizinho) que insistiu pela vinda dele, o cantor vai ter que fazer o curso. "Isso aqui é só pra quem é COLeano". Agora eu quero ver o que acontece...
Parece, mas não é. Edinho (esq.) e Farias, não estão cantando, estão conversando...

Este evento é uma repetição histórica na humanidade. É ao redor de uma mesa, com boa comida e bebida que se tomam grandes decisões. E duas muito importantes foram tomadas, por unanimidade.
√ O COL vai oficializar junto ao governo catarinense, através da SDR (Secretaria de Desenvolvimento Regional) Joinville, apoio a iniciativa da retomada da navegação no rio Cachoeira.
√ E um novo desafio. Firmar parceria com a Ajidevi (Associação Joinvilense para Integração do Deficiente Visual) e formatar um curso para os seus associados.
Cozinhar, receber, aumentar o grupo de amigos, rir, decidir e contribuir com a sociedade em práticas de voluntariado. Gosto muito disso. Vejam mais fotos do encontro:









Postagens de outros encontros:
Mulheres lindas nossa geração fez

Saiba mais sobre o projeto "Se ligue no esgoto":

Parceiros do projeto "Se ligue no esgoto":
IVC (Instituto Viva Cidade)
Bureau de Comunicação e Eventos
Jornal O Vizinho
Jornal O Joinvilense
Jornal O Garuvense
Jornal O Araquariense
 

Saiba mais sobre o COL noutras postagens neste blog:
Formar líderes e oradores é missão do COL

Superação do medo e da inibição
Escola modelo é 100% meio ambiente
Matéria oficial sobre o evento no sítio da Prefeitura
A primeira confraternização do IVC
Eco-Escola entra em operação na inauguração da Gibiteca
Diretoria IVC Gestão 2012/2014


Leia mais sobre o IVC noutras publicações:
JOV (Jornal O Vizinho)
Edição 796 do JOV (Ambientalistas propõem parcerias com o governo araquariense)
Edição 795 do JOV (IVC quer lei desengavetada)
Edição 794 do JOV (IVC agora é uma Oscip)
Edição 793 do JOV (IVC agora é Instituto Viva Cidade)
Edição 789 do JOV (Motoristas, cuidado! Jacaré na pista)
Edição 788 do JOV (Alarme falso. Fritz está vivo)
Edição 787 do JOV (Escola aproveita água da chuva)
Edição 786 do JOV (IVC participa de Mostra de Educação Ambiental)
Edição 785 do JOV (Alunos levam lixo para escola)
Edição 784 do JOV (Dr. Água comanda o IVC)
Edição 783 do JOV (Rio poluído é o centro das atenções de candidatos)
Edição 781 do JOV (IVC faz alerta contra a politicagem)
Edição 780 do JOV (O rio que teima pela vida)
Edição 778 do JOV (Eco escola)
Edição 777 do JOV (O rio que teima pela vida)
Edição 776 do JOV (IVC presenteia Joinville)
Edição 775 do JOV (Documentário ambiental em fase final)
Edição 774 do JOV (Aproveitamento da água de chuva)
Edição 773 do JOV (Um quilômetro de surpresas)
Edição 769 do JOV (Clube de Oratória conquista patrocínio público)
Edição 767 do JOV (Parceria entre ONG e CEI conquista patrocínio público)
JOG (Jornal O Garuvense)
Edição 070 do JOG (IVC finaliza projeto Eco-Escola)
Edição 058 do JOG (Ambientalistas ajudam CEI economizar mais de 50% de água)
Edição 055 do JOG (Eco Escola)
Edição 051 do JOG (Bombeiros recebem a visita do Dr. Água)
Edição 049 do JOG (Água de chuva)
Edição 048 do JOG (Trecho de rio vira documentário)
Edição 045 do JOG (Parceria entre ONG e CEI conquista patrocínio público)
JOA (Jornal O Araquariense)
Edição 025 do JOA (IVC faz doação à 23a. Gered)
Edição 010 do JOA (O rio que teima pela vida e Eco-Escola)
Edição 005 do JOA (O rio que teima pela vida)
Edição 003 do JOA (Como luva para Araquari)
JOI (Jornal O Joinvilense)
Edição 059 do JOI (IVC comemora)
Edição 057 do JOI (Eco-Escola é referência em Joinville)
Edição 056 do JOI (IVC quer lei desengavetada)
Edição 054 do JOI (A agonia que pode acabar)
Edição 053 do JOI (Eco-Escola e o Rio que teima pela vida)
Edição 052 do JOI (COL e IVC consagram título ao Dr. Água)
Edição 051 do JOI (O rio que teima pela vida)
Edição 050 do JOI (Água da chuva nos banheiros)
Edição 048 do JOI (IVC apoia CEI e conquista patrocínio público)

Leia mais sobre o COL noutras publicações:
JOV (Jornal O Vizinho)
Edição 796 do JOV (Se ligue no esgoto)
Edição 794 do JOV (Ela é a primeira)
Edição 793 do JOV (Mulher Líder)
Edição 792 do JOV (Advogada vai liderar Clube de Oratória)
Edição 786 do JOV (COL faz parceria com Sindicato dos Radialistas)
Edição 777 do JOV (O rio que teima pela vida)
Edição 776 do JOV (Documentário ambiental em fase final)
Edição 775 do JOV (Jovens oradores)
Edição 769 do JOV (COL conquista patrocínio público)
Edição 753 do JOV (COL prepara curso de oratória)
Edição 751 do JOV (Oratória, ferramenta para o sucesso na carreira)
Edição 746 do JOV (Conselheiros do COL discutem sucessão)
JOI (Jornal O Joinvilense)
Edição 062 do JOI (Mulher no comando)
Edição 057 do JOI (COL faz parceria com Sindicato dos Radialistas)
Edição 052 do JOI (COL e IVC consagram título ao Dr. Água)
Edição 051 do JOI (O rio que teima pela vida)
Edição 041 do JOI (Para superar a inibição)
Edição 038 do JOI (São Paulo deve ganhar um Clube de Oratória)
Edição 036 do JOI (COL mobiliza líderes em defesa do MP)
Edição 034 do JOI (COL realiza primeiro curso de oratória do ano)
JOA (Jornal O Araquariense)
Edição 024 do JOA  (Mulher vai liderar o Clube de Oratória)
JOG (Jornal O Garuvense)
Edição 070 do JOG (Advogada vai liderar Clube de Oratória)
Edição 046 do JOG (Garuvense é orador premiado)
Edição 009 do JOG (Formador de líderes e oradores)

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Cobra assusta clientes do Angeloni da Visconde, em Joinville

Feriado de Corpus Christi. Fui ao mercado próximo da minha casa comprar para um jantar com amigos. No Angeloni da Visconde de Taunay. Aquele que cometeu um dos maiores crimes contra o patrimônio histórico de Joinville ao usar de todos os recursos jurídicos e políticos (principalmente) para derrubar um casarão que tinha um estilo de construção histórica e único em Joinville.
Antes de continuar com esse assunto, segue a foto que tirei no setor de frutas, verduras e legumes no fim do feriado.

Clientes e o rapaz que tirava as bananas da caixa para as prateleiras levou um grande susto. Eu estava ao lado e o acalmei. Imediatamente peguei o bicho e o coloquei num pote para levar a cobra e soltá-la na mata do Morro do Atiradores.
Fui impedido pela "chefa" do rapaz que chegou logo em seguida. E ela ainda proibiu que eu tirasse outra foto do animal no pote.
É mais comum do que se possa imaginar. Cobras adoram ficar nos cachos de bananeiras. Quando as aves pousam para comer a fruta, o bote.
Agricultores carregam muitos cachos às costas com estes animais no seu interior. Acidentes de trabalho também são comuns com esse fato.
Não raro algumas cobras chegam aos supermercados e até às casas dos clientes. Essa, por pouco não chegou ao consumidor final.
Confesso que fiquei preocupado que eles tenham matado o bichinho, pois o que esperar de uma empresa que não dá o menor valor para valores como cultura?
Se foi capaz de ir até o fim para derrubar aquele único patrimônio histórico, matar uma "cobrinha" é o de menos...
Voltando ao tema, no lugar daquele casarão há hoje um horroroso totem da empresa e um estacionamento aberto.
Às vésperas da demolição fiz uma reportagem no JOV (Jornal O Vizinho) estimulando a empresa a voltar atrás com a "teimosia". Sugeria a matéria que transformasse o casarão num restaurante, ou choperia, por exemplo.
O clamor da sociedade não foi ouvido e o casarão foi demolido. História perdida. Tudo feito na legalidade, mas não há como negar que a derrubada da casa amarela foi um "crime" contra o patrimônio histórico joinvilense. 
Evito comprar ali por causa desse episódio do casarão. Mas, como sou vizinho, às vezes entro nele, pela comodidade.

Alguns links que relembram o caso da casa amarela:

http://anoticia.clicrbs.com.br/sc/noticia/2008/04/casa-amarela-ainda-emperra-construcao-de-angeloni-em-joinville-1841188.html

http://anoticia.clicrbs.com.br/sc/noticia/2008/12/brigas-judiciais-marcaram-construcao-do-novo-angeloni-2317839.html

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Agora, contra os ciclistas, mais uma sacanagem da Auto Pista Litoral

Véspera de feriadão de Corpus Christi. Recebi uma denúncia contra a Auto Pista Litoral. Fui conferir. Cheguei no local trinta minutos depois do telefonema. Ainda estavam lá.

Ciclista é obrigado a pedalar na marginal da BR 101 porque veículo a serviço da Auto Pista Litoral trancou a ciclovia na tarde de 29/05/13

Se a Auto Pista Litoral está provocando uma revolta em massa das autoridades e usuários da BR 101 em Santa Catarina, motivos não faltam.
No trecho compreendido entre os trevos da rua Ottokar Doerffel e a rua XV de Novembro, em Joinville, ao lado da marginal, há uma das raras ciclovias do município (aqui sobram ciclofaixas mal sinalizadas que colocam o ciclista em risco de acidentes).
A empresa espanhola, que literalmente "explora" os brasileiros, se lá na Espanha dá um tratamento respeitoso aos seus usuários, aqui pratica, entre outras provocações, no mínimo o acinte e o deboche.
Este pequeno trecho de ciclofaixa é um exemplo da afirmação acima. Quem quiser confirmar pedale ali, mas principalmente em dia de chuva.
Diversos empregados da empresa estavam realizando o trabalho de "perfumaria" que custa muito pouco mas projeta "aparência". Estavam roçando no trecho.
Aliás, nas atividades de "perfumaria" eles são muito bons. Agora, nas que exigem grandes investimentos, como infraestrutura, basta dirigir ou pedalar para conferir o oposto.
Como a empresa, que fatura bilhões anualmente, faz pouco caso dos motoristas usuários da rodovia... coitados dos ciclistas, que não pagam pedágio!

Leia mais sobre a Auto Pista noutros veículos:
País da piada pronta Edição 025 do Jornal O Araquariense; Edição 063 do Jornal O Joinvilense; Edição 071 do Jornal O Garuvense
Praça de Garuva aumenta pedágio
Perigo - Imprudência e descaso em Garuva
Praça de Araquari aumenta pedágio


Leia mais sobre o tema neste blog:
Bicicleta reúne empreendedorismos sustentáveis
Cavalgada da deseducação

domingo, 5 de maio de 2013

Bicicleta reúne empreendedorismos sustentáveis

Quando a urbanidade dessintoniza o homem da natureza, tem-se um problemão. Todavia, quando os ambientes urbanos abrem espaços para ela, a melhoria da qualidade de vida é o resultado.
Em "Dicas para ajudar os amigos a viverem melhor", já fiz uma abordagem sobre o tema. Noutra postagem anterior, relatei quando um garotinho paulistano, ao ver pela primeira vez uma galinha cruzando a rua, num passeio rural, exclamou: "Mãe, uma Knorr!!!!!". Aquela criaturinha só conhecia a galinha azul da propaganda de TV, do tempero!!!
Vivemos numa época em que muitos pais jamais deixaram seus filhos pisarem no barro, na lama, no capim ou mesmo a grama. Pais doentes!
Já está mais do que comprovado o quanto o homem adoece por não interagir com a natureza.
"Se Maomé não vai à montanha, então a montanha vai à Maomé". 
Baseada tanto em experiências próprias quanto em estudos feitos em universidades de vários países, que concluem que as pessoas se beneficiam em muitos aspectos quando há plantas presentes nos ambientes onde moram e trabalham, Leticia Momesso empreende com a Peperômia e traz soluções para aproximar pessoas e plantas em pequenos espaços. A caixa (com rodinhas) de grama pode ser usada como apoio/descanso para os pés embaixo da mesa enquanto você faz uma refeição, por exemplo.
Ela foca também as pessoas que gostam de cuidar de plantas e não têm espaço, com hortas verticais de janela para apartamento e também para pessoas que acham que não tem o 'dedo verde', através de vasos auto-irrigáveis e terrários ou mini-jardins que não precisam de cuidados constantes.
Nessa integração com a natureza, Leticia prioriza o reaproveitamento de descartados, daquilo que para muitos é somente lixo.
Em seu blog ela oferece oficinas e dicas para "verdejar" interiores. Da mesma forma no facebook.
Peperômia é um dos empreendimentos de uma iniciativa que tem chamado a atenção. Está inserido no Gangorraum ambiente orgânico e experimental de co-working que vem permitindo dar fluidez à carga criativa de novos negócios com foco na cidade e em busca de qualidade de vida.
Os envolvidos trabalham compartilhando o mesmo espaço físico, localizados no segundo piso do prédio à Rua Mourato Coelho, 1344, 05417-002 São Paulomas em diferentes frentes de atuação que se conectam e, muitas vezes, resultam em trabalhos coletivos, colaborativos e em co-criação de projetos.
Inaugurado no início de 2013, o espaço já reúne quase uma dezena de negócios onde cursos são frequentes. A inovadora proposta possibilita encontros diversos e provoca um novo olhar sobre os mecanismos de trabalho, ação, relacionamento e articulação.
Em fevereiro fui um dos palestrantes no II Fórum Mundial da Bicicleta, em Porto Alegre, RS, por conta de decisão que tomei alguns anos atrás. Lá também assisti a palestra de Talita Noguchi e Aline Cavalcanti, quando falaram do Gangorra. "O objetivo é juntar forças para realizar mudanças na sociedade", destacaram as palestrantes. O local foi escolhido também para realizar atividades como exibição de filmes, oficinas de arte, grafite, literatura, mecânica, jardinagem urbana e muito mais.
Estive no Bar e bicicletaria Las Magrelas, no ensolarado sábado de 04 de maio e também conheci Rafael Rodolfo Chacon (Rodo), sócio de Talita. 
No térreo está a oficina e loja do Bar e Bicicletaria Las MagrelasÉ ali que os dois põem a mão na graxa.
O local tem ainda um showroom de bicicletas e equipamentos. Mas, se preferir você mesmo mexer na sua magrela, há também a “Bancada do Anjo”, com ferramentas disponíveis para os clientes.
Lá pude conferir o que elas afirmaram no Fórum, que a iniciativa trata-se também de "uma ótima oportunidade para compartilhar experiências, conhecer pessoas e distribuir conhecimento". Todas relacionadas com ideias para mobilizar, repensar e melhorar a qualidade de vida em São Paulo, seja no contexto ambiental, da mobilidade, social, artístico ou cultural.
Já o bar e cozinha, no primeiro piso, que prestigia a produção artesanal de cervejas nacionais, é comandado por Joana Teixeira Rocha. O cardápio contempla opções preferencialmente veganas e vegetarianas de pratos típicos, como escondidinho, caldinho de feijão e quiche. Saí de lá ainda mais fortalecido, na minha convicção, de que este mundo precisa cada vez mais de bicicletas.
Outras imagens:






Enfim, foram cinco dias intensos que tiveram início no feriado do primeiro dia de maio com minha participação na abertura do Festival de Cinema Francês. Assisti "Pedalando com Moliére", filme imperdível para quem aprecia uma boa obra. Depois do filme, champanhe, francesa, é óbvio. Merci.

Leia mais sobre o tema neste blog:
Cavalgada da deseducação
Governantes que mentem, cedo ou tarde são desmascarados
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Prefeito, construa e eles virão
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Nus em bicicletas pedalam por ruas da capital gaúcha
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Mais de 1600 ciclistas invadem Porto Alegre
Di, Dá Dó no Fórum Mundial da Bicicleta
Deputado catarinense Mariani quer manual para ciclistas
Vicie-se, por favor
Vereador de Curitiba, PR, defende ciclistas
Fui atropelado e posto à nocaute
Bons lugares para viver
Brincando com a lua
Das minhas janelas

domingo, 28 de abril de 2013

Cavalgada da deseducação

Há divergências, eu sei. Mas, minha percepção é a de que estamos vivendo num mundo cada vez menos respeitoso, mais deseducado. Se hoje, 28 de abril é o Dia da Educação, aproveito para descrever mais um exemplo praticado por dezenas de supostos "bem formados" e comprovadamente "bem dotados" (financeiramente) que confirmam minha tese.
Esta constatação - mais uma -, a presenciei no dia 21 de abril, data comemorativa à Tiradentes. Eu e mais 29 ciclistas, entre eles o também indignado amigo Renato PecoitzObservem o vídeo. Dele vou destacar o detalhe.
Aos 30 segundos deste vídeo de 1 min e 56 seg vê-se o que o cavaleiro tinha na mão esquerda. Mas, antes de ir direto ao assunto contextualizo você, leitor, sobre esse evento.
O outonal e ensolarado domingo reservei para um dia no pedal em área rural de Porto Alegre, RS. Saída do Gasômetro, às 10h e retorno às 18h. Éramos 30 ciclistas num passeio com parada para almoço numa Cabaña, onde a natureza reage e tenta se apoderar das interferências do homem (como se pode conferir na foto).
Meu trajeto mais o passeio me renderam aproximadamente 100 km de pedalada nesta data quando também se comemora o Dia do Metalúrgico, e que no seu fim nos premiou com um dos mais fantásticos patrimônios dos portoalegrenses, o pôr-do-sol-do-Guaíba.
Já havíamos pedalado por mais de uma hora quando deixamos a área urbana e fomos surpreendidos por um tapete de bosta de cavalo na pista, por vários quilômetros, e seu característico odor potencializado pelo sol que aumentava a temperatura do asfalto.
Muito mais que o cheiro e a extensão do tapete, incomodava a visão de centenas de latas de cervejas jogadas às margens da estrada. Eu não tive dúvidas quando pensei em voz alta. "Excrementos animais e humanos de uma recente cavalgada". Acertei em cheio.
Alguns quilômetros à frente, encontramos centenas de cavalos, cavaleiros e amazonas. Foi a maior concentração que já vi. Belos animais carregando seus condutores. Muitos, muitos bêbados.
Os carros de apoio dos integrantes da cavalgada eram "geladeiras móveis" com milhares de latas de cerveja mergulhadas no gelo.
E para celebrar a falta de educação o "seleto" e desrespeitoso grupo ia jogando às margens da estrada suas latas vazias, com a mesma naturalidade que os quadrúpedes defecavam. Um daqueles momentos em que dominado e dominador se fundem como se fossem um único ser. 
Todavia, se a bosta dos animais é saudável à natureza, a lata, por sua vez, fértil constatação da insensatez dos seus sorvedores. Vergonhoso desrespeito ao meio ambiente. Triste constatação da falta de educação, da irracionalidade humana. São momentos como este que me fazem entender aqueles que dizem: "Quanto mais conheço os homens, mais gosto dos bichos". E mais recentemente a colega Rosaura Monteiro Pinheiro"Aquele momento atroz, que você sente uma vergonha profunda de pertencer a raça humana!"
Vivemos uma era de muita falta de gentileza e educação. Como ciclista confesso. Não houve ainda um único dia que eu tenha pedalado mais de cinco quilômetros e que algum motorista ou motociclista não tenha colocado minha vida em risco de morte ou demonstrado sua "superioridade" motorizada sobre minhas frágeis pernas.
Sobra falta de educação no trânsito.
Sobra falta de educação na relação com o meio ambiente.
Sobra falta de respeito entre os seres humanos.
O vídeo abaixo é uma obra de ficção. Ambientado em área rural é oportuno ao meu texto.

Oportuno porque apesar desse enquadramento ficcional, na realidade os animais seguem seus instintos e se relacionam com a natureza de forma sábia. Invejavelmente sábia.
Está certo. Se nos mantivéssemos fiéis aos nossos instintos ainda estaríamos vivendo em cavernas.
Nem tanto ao céu, nem tanto ao inferno!
Sabemos, todos, que lixo ou sucatas não devem ser jogados nas ruas ou na natureza.
Sabemos que se no lugar das bicicletas fossem veículos o trânsito seria ainda pior; então porque o motorista é tão desrespeitoso e violento com o ciclista quase obrigando-o a tirar o carro da garagem que iria piorar ainda mais o trânsito?
Sei, o ciclista não é só vítima. Muitos têm sido algozes. Acredito que também por pura falta de educação, falta de gentileza, falta de respeito, falta de bom senso...

Dia 28 de abril também é o Dia da Caatinga. Mais um ecossistema brasileiro ameaçado, devastado principalmente para produção de lenha e carvão.
Neste Dia da Educação, não tenho dúvidas, precisamos muito da melhora dessa educação básica - nem vou abordar a educação escolar!
Uma boa maneira de nos tornarmos mais educados é praticarmos a gentileza. Traça como meta praticar no mínimo um ato de gentileza por período do seu dia. No início será pensado. Contudo, você vai se surpreender ao perceber que gentileza gera gentileza.
Em pouco tempo essa postura se torna natural no seu comportamento. E você se transforma, por consequência, num ser humano mais educado. Hoje é um bom dia para começar, não acha?
Eu, daqui a pouco, vou para o meu "Pedaleve rumo à Ilha do Morro do Amaral", e para finalizar este texto, uma frase de Carlos Drumond de Andrade: "A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos."
Outras imagens do dia 21 de abril:
Concentração no Gasômetro 

Primeira parada para café, banheiro, encher pneus etc 

A cavalgada foi para outro lado quando chegamos perto da Cabaña 

Ele tentou várias vezes. Não deu para saber se a cerveja foi quem dificultou muito 

Consertando uma quebra para continuar com o grupo, já na reta final








































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