quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Deputado catarinense quer manual para ciclistas

A postagem anterior finalizei com a notícia da iniciativa do deputado federal catarinense Rogério Peninha Mendonça (PMDB). Ele apresentou ao Congresso um projeto de lei para isentar em 0% de IPI a fabricação de bicicletas, suas partes e acessórios.
Outro Projeto, também de deputado federal catarinense, Mauro Mariani (PMDB) quer obrigar fornecimento de manual para ciclistas. "Mais segurança e consciência para os ciclistas no trânsito". Este é o objetivo de Mariani com seu Projeto de Lei 1493/2011, protocolado na Câmara dos Deputados que obriga os importadores e fabricantes de bicicletas a fornecer, no ato da comercialização do veículo, manual contendo as normas de circulação, penalidades, direção defensiva, primeiros socorros e informações do Código de Trânsito Brasileiro. "A bicicleta pode ser um meio alternativo no dia a dia de quem enfrenta o trânsito, principalmente nas grandes cidades, além de propiciar uma prática saudável", defende o deputado.
Os ciclistas constituem uma ponderável categoria de condutores de veículo no Brasil, porém, é também uma das mais vulneráveis à acidentes. O Código de Trânsito Brasileiro estabelece normas específicas para a circulação de bicicletas com infrações e penalidades referentes aos seus condutores. No entanto, não há nenhum registro para esse tipo de veículo que circula sem maiores exigências e disputa as vias com outros meios de transporte em total desvantagem.
“O projeto não acabará com a violência no trânsito, mas poderá amenizar significativamente as ocorrências na medida em que o ciclista saberá as normas de educação e segurança de trânsito. Não surpreende que eles sofram tantos acidentes, devido ao pouco conhecimento das regras de condução e à fragilidade do veículo”, explica Mauro Mariani.
O Código de Trânsito Brasileiro, no artigo 338, determina que as montadoras, encarroçadoras, os importadores e fabricantes de veículos automotores e ciclos são obrigados a fornecer, no ato da comercialização, manual contendo normas de circulação, infrações, penalidades, direção defensiva, primeiros socorros e anexos do Código.
Esta determinação não é estendida aos que comercializam bicicletas. Segundo Mauro Mariani, “isso deve mudar, afinal, qualquer pessoa pode conduzir uma bicicleta, sem exigência de teste de aptidão ou idade mínima”. O PL 1493/2011 é de caráter conclusivo pelas Comissões, ou seja, se aprovado com mesmo parecer em todas, não necessita ser apreciado em Plenário. O projeto deverá passar pelas Comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; Viação e Transportes e Constituição e Justiça e de Cidadania.
A iniciativa do deputado é louvável, pois deve ser irreversível a cada vez maior adesão à bicicleta como veículo de locomoção individual. Ciclistas desavisados podem ocupar os hospitais com as vagas que serão deixadas pelos motoristas vítimas das doenças que o trânsito causa.
As doenças que o trânsito causa
Os congestionamentos causados por medidas econômicas enraizadas no culto ao transporte individual matam – é o que garantem especialistas em saúde e meio ambiente. 
Câncer de pulmão, enfarte do miocárdio, crises agudas de asma e conjuntivite são algumas das doenças adquiridas por quem fica muito tempo no trânsito. A constatação faz parte do estudo de Paulo Saldiva, médico e professor da Universidade de São Paulo (USP), que também dá conta de que sete mil pessoas morrem de complicações ocasionadas pela poluição do tráfego, por ano, na capital paulista. 
Saldiva alerta para as doenças silenciosas trazidas pelos congestionamentos e lastima que os usuários do transporte individual percam quatro horas do seu dia no trânsito, ainda que reconheça que as alternativas de transporte não são tão bem vindas. “Eu uso bicicleta, mas o problema é que a cidade não é amigável para essa e outras formas de transporte”, denuncia. 
Saldiva falou, também, dos prejuízos causados pelo inchaço na frota de transportes individuais e problemas na oferta de transporte coletivo. “O índice de poluição vem caindo, mas não podemos nos enganar. O veículo de hoje emite muito menos poluentes”, afirma, mas acrescenta que “o problema é que a tecnologia está chegando ao limite e a condição de mobilidade é muito ruim. Em São Paulo, essa melhora deixou de ser eficiente já em 2005. Nós apostávamos na tecnologia como solução, mas é só analisarmos um carro que existia em 1980 e continua existindo hoje, como o Gol”.
A opinião de Saldiva é compartilhada pelo especialista em trânsito e diretor da Perkons, José Mario de Andrade. “Não há mais tempo para discutir, é preciso agir e lançar mão de medidas restritivas como uma alternativa. É ilusão imaginar que a maioria vá abrir mão do seu carro por um bem maior sem nenhum tipo de estímulo. Porém, só a tecnologia não dá conta. Ao mesmo tempo, é preciso boa vontade dos governos com relação ao investimento em transportes coletivos de qualidade. Inclusive essas medidas restritivas, que oneram o transporte individual, precisam ser revertidas no coletivo”, diz Andrade. 

Trânsito, meio ambiente e saúde
São Paulo tem 7 milhões de carros, com 11 milhões de habitantes. Os dados e o exemplo da capital paulistana são utilizados por Estanislau Maria, coordenador de conteúdo do Instituto Akatu, que trabalha em projetos voltados ao consumo consciente, para explicar que “nas metrópoles, o principal gerador de gases de Efeito Estufa é o trânsito e, depois, o lixo.” 
Estanislau afirma que é preciso voltar no tempo para compreender a cultura do carro no país. “Desde os anos 50, o brasileiro prioriza o transporte motorizado e individual. Sucateamos nossas ferrovias e não temos navegação de cabotagem no Brasil. Ou seja, usamos estradas, ao invés de explorar o potencial pluvial”, analisa.
Para o médico Paulo Saldiva será preciso mais que educação para reverter essa cultura. “O que vai funcionar para o trânsito é o caos, e não só as campanhas educativas. Eu vejo muito mais motoristas mudando o comportamento depois de passarem pela UTI. Sinceramente, o único programa de reciclagem que funciona em São Paulo é o de transplante de órgãos”, diz.
No contexto mais amplo dessa fotografia está a relação entre meio ambiente e saúde. É evidente a queda da qualidade de vida nos centros urbanos, a poluição do ar, os níveis de tensão aumentando a pressão arterial, entre outros sintomas. Mas essas paisagens quase imperceptíveis ficam mais claras quando é constatado que o trânsito, hoje, é a segunda maior fonte de poluição do meio ambiente brasileiro, só ficando atrás do desmatamento da Amazônia.
Sobre a opção pelo uso do carro ou moto, Estanislau explica que a população já sofre as consequências dessa escolha. “Já estamos sofrendo as consequências. Invernos e verões cada vez mais rigorosos, o que influencia a produção dos alimentos, e assim por diante. É o conceito de interdependência: cada carro que entra em circulação gera o impacto no cenário amplo”, explica. 
SP é o maior estacionamento a céu aberto da América Latina 

A interdependência, segundo Estanislau, vai muito além dos problemas visíveis. O especialista diz que o aquecimento da economia e o estímulo do governo na compra de carros populares têm uma grande parcela de responsabilidade na questão. “Quem planeja comprar um carro não quer ouvir argumentação sobre os impactos ao meio ambiente. ‘Quer dizer que agora que chegou a minha vez e vocês estão dizendo que eu não posso comprar carro?! É, de fato ilógico”, afirma. “A situação fica mais crítica quando analisamos os dados da FGV de que o governo incluiu 3,6 milhões de pessoas na classe C entre 2010 e 2011”, esclarece. 
Quando questionado sobre o resultado desta equação, Estanislau é categórico. “Vamos ficar parados no meio das ruas, se não investirmos em transporte público. Mas isso depende de política pública. Não há alternativa. Todas as medidas de sustentabilidade não são apenas morais. Perdemos vidas, tempo e produção, além da disputa do espaço público. Quanto mais carros, maior a demanda da construção das vias, que gera o caos urbano. É tudo um grande bumerangue”, finaliza. 

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Vicie-se, por favor

Já escrevi neste blog minha defesa à descriminalização da maconha. Agora, escrevo para incentivar ao vício.
Não ao fumo, seja ele de que tipo for! Nem a qualquer bebida alcoólica. Estes, estão no conjunto do que aconselho ao consumo prazeroso...
Sou jornalista, por profissão. Ambientalista, por vocação. Ciclista por convicção.
Em outubro de 2012 postei a respeito de uma das decisões tomadas mais importantes da minha vida, a qual, provavelmente, avalizou minha participação no Segundo Fórum Mundial da Bicicleta como um dos painelistas.


Será no sábado, 23 de fevereiro de 2013, às 11h, na sala B2 da Casa de Cultura Mário Quintana, à Rua dos Andradas, 736, Centro Histórico de Porto Alegre. Veja a programação completa.

Não é novidade. A prática de atividade esportiva e/ou física, qualquer que seja, melhora a autoestima, o humor, diminui a ansiedade, aparência, depressão e, em alguns praticantes, provoca um aumento do estado de euforia. É esse estado que leva alguns ao vício do exercício, da pedalada... Vicie-se, por favor! Ou pelo menos, tente.
O exercício provoca alterações cerebrais que liberam algumas substâncias como as euforizantes endorfinas e a serotonina, relacionada com a ação de bem-estar, com os processos de humor, ansiedade e sono.
Com os devidos cuidados, para não se machucar nem se exceder, esse conjunto de benefícios pode ser um dos motivadores pelo qual o exercício, a prática esportiva, se tornam tão importantes para muita gente.
A bicicleta, incorporada ao dia-a-dia como principal veículo de locomoção, aproxima o indivíduo desse conjunto que, no fim, culmina em melhoria na qualidade de vida do praticante e da comunidade onde está inserido.

Segundo dados do livro "Apocalipse motorizado - A tirania do automóvel em um planeta poluído":
√ Onde se estaciona um automóvel cabem 18 bicicletas
√ Para sair do estacionamento de um estádio, dez mil pessoas em bicicletas necessitam da terça parte do tempo que necessita o mesmo número que pega ônibus


Há quem defenda - sou um deles -, que "um país pode ser classificado como subequipado quando não pode dotar cada cidadão de uma bicicleta ou prover um câmbio de cinco marchas a qualquer um que deseje pedalar carregando outra pessoa".
Há muitas teorias sobre a transformação que sofre o homem ao por a bunda no assento embaixo de um volante num automóvel. Infelizmente, não há como negar essa transformacão, frequentemente, para pior. Constatamos essa mudança em criaturas habitualmente calmas, pacíficas. Veja como ela reage quando está ao volante, num engarrafamento!
Fica irreconhecível. Violenta, impaciente. Tranforma-se numa fera...
Protagonizei algumas destas cenas. Me envergonho de pouca coisa nessa vida. Destes momentos, de todos!
Decidi, apesar de todos os estímulos, viver sem veículos motorizados, sem automóveis, principalmente.
Ao não adquirir um para mim, estou deixando de contribuir com uma degradação ambiental espantosa.
Ainda segundo o "Apocalipse motorizado" já citado, a produção de um carro de tamanho médio, com catalisador de três vias, dirigido por 130.000 km durante dez anos, gastando em média 10 litros/100 km de combustível sem chumbo produz 60% de toda a sua poluição:


√ Extração de matérias-primas: 26,5 toneladas de dejetos e 922 milhões de metros cúbicos de ar poluído
√ Transporte de matérias-primas: 12 litros de petróleo bruto no oceano e 425 milhões de metros cúbicos de ar poluído
√ Produção do carro: 1,5 tonelada de dejetos e 74 milhões de metros cúbicos de ar poluído
√ Uso do carro: 18,4 quilos de dejetos abrasivos e 1,017 bilhão de metros cúbicos de ar poluído
√ Descarte do carro: 102 milhões de metros cúbicos de ar poluído


“Pedalar para transformar”. É com este mote que Porto Alegre vai sediar pela segunda vez o Fórum Mundial da Bicicleta, entre os dias 21 e 24 de fevereiro de 2013.
A proposta do evento é debater sobre o uso da bicicleta sob diversos aspectos: mobilidade urbana sustentável, integração comunitária, bem-estar pessoal e social, etc, através de painéis de discussão formados por convidados nacionais e internacionais que fazem a diferença em suas áreas de atuação e vão expor ideias e experiências de forma acessível a todos que quiserem participar. O Fórum ainda prevê oficinas autogestionadas, programação cultural paralela com exposições, exibição de vídeos e apresentações artísticas, e, no dia 22 de fevereiro, participação na tradicional bicicletada da Massa Crítica Porto Alegre. Toda a programação do evento será gratuita.

Participo pela primeira vez, lisonjeado, como painelista, com o tema "Uma criatura menos destrutiva - Relato da experiência de vida de jornalista catarinense que já foi dependente de automóveis e chegou a ter cinco veículos motorizados em sua garagem. Desde 2007 planejou um novo modo de viver e, ao completar 50 anos, começou a colocar em prática uma existência com prioridade para a bicicleta como veículo de locomoção.
Para tanto, obrigou-se a mudar praticamente tudo em sua vida. A empresa sofreu um processo de descentralização física e administrativa e o seu viver profissional e pessoal vem num constante crescimento de qualidade de vida".

Mas, antes e depois da minha apresentação, estarei assistindo e ouvindo outros ciclo ativistas.

Bicicletas feitas de carros velhos abandonados


Israelense cria bicicleta de papelão reciclado com custo de até R$ 24
Um isralense criou uma bibicleta feita de papelão reciclado, resistente à água e que aguenta até 220 quilos. Veja o vídeo logo abaixo.

Criado por Izhar Gafni, o invento, chamado de “Cardboard Bicycle Project”, tem preço de produção entre US$ 9 e US$ 12, segundo o site da ERB, uma empresa de negócios sustentáveis que é parceira do protótipo.
No Brasil, o custo aproximado ficaria entre R$ 18 e R$ 24. O veículo montado por Gafni visa ser “verde”, isto é, seguir conceitos ecológicos desde o primeiro estágio de montagem até a fase final de produção.
A bicicleta também é resistente à umidade e revestida com um tipo de tinta, de maneira que sua aparência lembra a de um veículo feito de material plástico duro, segundo informações do site da ERB.
O projeto começou há três anos, de acordo com o inventor. Ele passou os dois primeiros anos aprendendo as propriedades do papelão, fazendo cálculos e análises, até ter certeza de que daria certo.
O grande desafio foi criar um novo “know how” envolvendo o papelão, disse o israelense ao site da ERB. Ele afirmou ter aprendido que “nada é impossível”. No início do projeto, ele relatou ter sido desencorajado a levar a ideia adiante por engenheiros.
Os próximos passos do israelense são produzir e distribuir a bicicleta de papelão no mercado mundial. Ele espera vendê-las a partir do próximo ano.
Os preços podem variar de US$ 60 a US$ 90 no mercado, se os clientes quiserem acrescentar motor elétrico mudar outros componentes na bicicleta.
Em reais, o preço do veículo teria variação de R$ 121 a R$ 182, aproximadamente. (Fonte: Globo Natureza)


Bicicletas feitas de embalagens PET
Projeto sustentável usa garrafas plásticas para construir estrutura do veículo. Preços variam de R$ 250 a R$ 3.000.

Bicicletas feitas de bambu
A ideia da bicicleta de bambu já existe desde o final do século XIX. Atualmente, há projetos de fabricação com focos sociais em outros países como a África e Ásia. Testes já provaram a viabilidade de vários tipos de bicicleta de bambu.
A construção de bicicletas de bambu com materiais renováveis e reutilizáveis evita a utilização de matérias-primas de alto poder poluente. Com a reutilização dos produtos que anteriormente passaram por um processo de industrialização, evita-se ou minimiza-se a poluição do meio ambiente, por meio da reciclagem de tais materiais.


Você sabia...
Que a Constituição Federal, o Código de Trânsito Brasileiro e a Lei 12.587 - Política Nacional de Mobilidade Urbana, priorizam modos de transportes não motorizados sobre os motorizados?
O que diz o Código de Trânsito Brasileiro:
Clique aqui para acessar o Código completo
"Art. 58. Nas vias urbanas e nas rurais de pista dupla, a circulação de bicicletas deverá ocorrer, quando não houver ciclovia, ciclofaixa, ou acostamento, ou quando não for possível a utilização destes, nos bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação regulamentado para a via, com preferência sobre os veículos automotores.
Parágrafo único. A autoridade de trânsito com circunscrição sobre a via poderá autorizar a circulação de bicicletas no sentido contrário ao fluxo dos veículos automotores, desde que dotado o trecho com ciclofaixa. 
Art. 59. Desde que autorizado e devidamente sinalizado pelo órgão ou entidade com circunscrição sobre a via, será permitida a circulação de bicicletas nos passeios."

Política Nacional de Mobilidade Urbana:
Clique aqui para acessar a Lei completa
Art. 23
Os entes federativos poderão utilizar, dentre outros instrumentos de gestão do sistema de transporte e da mobilidade urbana, os seguintes:
I - restrição e controle de acesso e circulação, permanente ou temporário, de veículos motorizados em locais e horários predeterminados;
II - estipulação de padrões de emissão de poluentes para locais e horários determinados, podendo condicionar o acesso e a circulação aos espaços urbanos sob controle;
III - aplicação de tributos sobre modos e serviços de transporte urbano pela utilização da infraestrutura urbana, visando a desestimular o uso de determinados modos e serviços de mobilidade, vinculando-se a receita à aplicação exclusiva em infraestrutura urbana destinada ao transporte público coletivo e ao transporte não motorizado e no financiamento do subsídio público da tarifa de transporte público, na forma da lei;
IV - dedicação de espaço exclusivo nas vias públicas para os serviços de transporte público coletivo e modos de transporte não motorizados;
§ 2o - Nos Municípios sem sistema de transporte público coletivo ou individual, o Plano de Mobilidade Urbana deverá ter o foco no transporte não motorizado e no planejamento da infraestrutura urbana destinada aos deslocamentos a pé e por bicicleta, de acordo com a legislação vigente.
§ 4o - Os Municípios que não tenham elaborado o Plano de Mobilidade Urbana na data de promulgação desta Lei terão o prazo máximo de 3 (três) anos de sua vigência para elaborá-lo. Findo o prazo, ficam impedidos de receber recursos orçamentários federais destinados à mobilidade urbana até que atendam à exigência desta Lei.


Deputado catarinense quer IPI zero para bicicletas
O Projeto de Lei 4997/13, apresentado neste mês de fevereiro pelo deputado federal Rogério Peninha Mendonça (PMDB) fixa em 0% a alíquota do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) incidente sobre as bicicletas, suas partes e acessórios. A proposta, elaborada desde o fim do ano passado, aguarda despacho da Mesa Diretora da Câmara para começar a tramitar.
Para o autor do projeto, a justificativa se estende desde os benefícios à saúde do ciclista, até as facilidades para locomoção em grandes centros, inchados pelo excesso de automóveis. “O deslocamento moroso e estressante, ocasionado pelos congestionamentos; a poluição ao meio ambiente que os veículos automotores causam; o bom condicionamento físico que a bicicleta proporciona para quem pedala: estas são algumas das muitas razões que embasam a proposta”, explicou Peninha.
De acordo com o deputado, a diminuição da carga tributária influenciará diretamente no preço final repassado ao consumidor. “E com o aumento das vendas, a indústria nacional acaba se fortalecendo”, complementou ele.
Acompanhe a tramitação.


Outras postagens sobre o Rio Grande do Sul:
A mais bela rua do mundo
Sarau dos mortos
Existem três tipos de palhaços
Sobre anjos e grilos
Prazer com álcool
Tirar a roupa é apenas um detalhe
Pôr do sol a partir de Mário Quintana

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Silas Malafaia X Eli Vieira

Tenho medo das igrejas, das religiões, das seitas que têm líderes que são ou que estão muito próximos de serem fundamentalistas. As maiores carnificinas da história da humanidade foram promovidas por estas. Que o diga a "Santa Inquisição".
Vou começar de traz pra frente e sugerir que você assista esse vídeo resposta do biólogo e humanista Eli Vieira ao homofóbico pastor Silas Malafaia.

Agora, sugiro que você veja, na íntegra, o vídeo 'Silas Malafaia de frente com Gabi'. Imperdível.

Eli Vieira é ex-presidente da Liga Humanista Secular do Brasil que está no facebook desde 2009 (http://www.facebook.com/bulevoador.com.br).
Em nossos jornais temos publicado matérias sobre o preconceito contra a homossexualidade. A edição 55 do JOI (Jornal O Joinvilense) de julho de 2012 tem uma destas abordagens. O JOV (Jornal O Vizinho) edição 782, o JOG (Jornal O Garuvense) edição 058 e o JOA (Jornal O Araquariense) edição 013 também destacaram o tema nas suas capas.

Dois meses antes, a comissão de juristas que discute a reforma do Código Penal no Senado aprovou a proposta que criminaliza o preconceito contra gays, transexuais e transgêneros. O texto ainda precisa ser votado pelo Congresso e a bancada evangélica vai fazer o "diabo" para não aprová-lo.
Os números são de guerra. A cada intervalo de 28 horas um homossexual é assassinado no Brasil. Numa sociedade onde prolifera a ignorância, discursos convincentes como os de Malafaia são combustível de primeira para reações homofóbicas de natureza violenta.
Se Marília Gabriela já o deixou encurralado durante a entrevista, a resposta do geneticista Eli Vieira é devastadora contra a posição preconceituosa e homofóbica do milionário pastor que foi denunciado pela Revista Forbes como um dos mais ricos do país. Na investigação o periódico norteamericano apontou os cinco ministros (pastores) mais ricos:

√ Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus ($ 950 milhões)
√ Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus ($ 200 milhões)
√ Silas Malafaia, presidente da Assembleia de Deus Vitória em Cristo ($ 150 milhões)
√ RR Soares, da Igreja Internacional da Graça de Deus ($ 125 milhões)
√ Casal Estevam Hernandes e Sônia, da Igreja Renascer em Cristo ($ 65 milhões).

Conhecida por listar os maiores bilionários do mundo, a revista Forbes publicou em janeiro a reportagem com os pastores mais ricos do Brasil. O texto também destacou a influência pessoal dos religiosos e o crescimento da igreja evangélica no Brasil, que da década de 70 até os dias de hoje passou de 15.4% para 22.2% da população.

A ex-desembargadora Maria Berenice Dias, Presidenta da Comissão Especial da Diversidade Sexual do Conselho Federal da OAB, gravou para rebater algumas afirmações que Silas Malafaia fez. Ela falou, especialmente, sobre questões ligadas ao PLC 122, a lei anti-homofobia que é tão rejeitada pelo pastor e pela maior parte da Frente Parlamentar Evangélica do Congresso Nacional. 

Mais sobre o tema:
Fé zera dívidas e transforma dentes em ouro

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Servidor Público & Cidadão Lagunense

Estive, na noite de 25 de janeiro de 2013, no histórico município de Laguna, SC. Convidado, e patrocinado que fui, pela vice-prefeita Ivete Scopel Cadorin (PSD), realizei uma palestra para quase uma centena de servidores públicos municipais, no salão de eventos do Hotel Flipper, no centro daquela bela cidade.
Tratava-se do primeiro encontro entre servidores desta nova gestão vitoriosa nas eleições de 2012 e que assumira o comando do executivo no dia primeiro de janeiro.
Em primeiro plano, de amarelo, a vice-prefeita Ivete Scopel Cadorin atenta ao solilóquio

Tive a oportunidade de passear, no início da tarde, por parte da Prefeitura do Município, terra da "heroína de dois mundos", Anita Garibaldi, e conversar com alguns servidores e servidoras.
Antes disso, no almoço com a vice-prefeita e o seu marido, ex-prefeito Adílcio Cadorin, no Laguna Tourist Hotel, tive encontro com mais de uma dezena de prefeitos da Amurel (Associação dos Municípios da Região de Laguna), que naquela manhã elegeram o prefeito lagunense, Everaldo dos Santos (PMDB), presidente da entidade.
No fim da tarde, ultimei a palestra e, às 20h30, iniciei-a, num evento que durou 60 minutos, com o tema: "Os Desafios da Comunicação na Relação Servidores Públicos & Cidadão".
Durantes os 60 minutos de palestra amparei-me em 15 slides para ilustrar o tema

Na avaliação da vice-prefeita lagunense, a palestra atingiu as expectativas. "Foi com imensa satisfação que assistimos sua palestra realizada para os funcionários da Prefeitura de Laguna na sexta feira passada. Devo registrar que, como resultado prático, V. Sa. muito contribuiu para a elevação da auto-estima dos servidores municipais de Laguna e dos serviços que prestam à população. O investimento que fizemos para tê-lo como palestrante tornou-se insignificante diante do alto nível de aproveitamento que nossa equipe passará a ofertar como contrapartida dos impostos que nossos munícipes pagam. Brevemente pretendemos convidá-lo para outros eventos, desta vez com servidores de áreas específicas, como saúde, educação e outros. Muito obrigado!"
Pude contar também com outro depoimento, da Secretária Municipal de Assistência Social. Segundo karmensita A. da Rocha Cardoso a palestra foi oportuna. "Muitas vezes em inúmeros momentos do dia ou da semana, nós, enquanto servidores públicos, nos perguntamos: Será que fizemos a nossa parte, se fomos suficientemente eficientes nas resoluções dos problemas, se encaminhamos para os lugares mais adequados, se atendemos da forma mais correta? Ainda na qualidade de funcionária pública estadual, e neste momento afastada por assumir tão respeitável posto de Secretária Municipal de Assistência Social, diante da palestra "Os desafios da Comunicação na Relação Servidor Público e Cidadão", respondi algumas das perguntas. Reportei-me aos bancos escolares quando fazia o curso de Magistério, onde meus professores nos ensinaram como devíamos nos comportar, vestir, falar e escrever. Logo, logo, colocava em prática tudo o que aprendera e vejo que os profissionais que se formaram naquele momento tiveram uma postura diferenciada e que realmente colocaram em prática no seu cotidiano transmitindo também a seus alunos dali por diante. A palestra foi muito importante também, pois, naquele momento percebi muitos profissionais em início de carreira que estão ansiosos por aprender e não tiveram oportunidade ainda de vivenciar cursos de formação ou qualquer outro evento que não fosse suas próprias leituras solitárias. Espero poder oportunizar e contar com o apoio de profissionais notáveis como você, que dedicam parte de suas vidas a estudar e repassar este conhecimento adquirido. Obrigada!!!!".
Eu agradeço. A confiança do prefeito Everaldo dos Santos, por me permitir realizar esse trabalho com sua equipe. O entusiasmo da vice-prefeita Ivete Scopel Cadorin, em me incentivar a estimular os servidores a darem o melhor de si nesse importante ofício. Ao Lucas Cadorin, que desde minha chegada a Laguna foi meu cicerone, ofertando-me toda a infraestrutura que requisitei para que eu pudesse fazer o melhor daquilo que mais gosto de fazer, socializar conhecimento. Além disso, Lucas foi o fotógrafo do evento e ainda concedeu-me as fotos desta postagem.
A primeira vez que realizei uma palestra com esse tema foi a convite da SDR Joinville, em 2009. Eram centenas de servidores públicos numa solenidade de homenagens e premiações em comemoração ao seu dia. Desde então, sinto-me cada vez mais honrado quando recebo convites como estes.

Ainda na visita, Lucas Cadorin levou-me à Flama (Fundação Lagunense do Meio Ambiente). Recebido pela sua presidenta, Amenar de Oliveira, conversamos sobre o tamanho do desafio que este setor tem no executivo municipal. Convidei-a e ela também esteve à palestra enviando-me essas impressões: "Sempre trabalhei no serviço público, desde os 18 anos de idade, quando prestei meu primeiro concurso. Convivi com diversos tipos de pessoas, com as mais diversas personalidades. As que mais me intimidavam eram as 'muito boazinhas'; muito prestativas; muito solícitas; as que não questionavam nada, nem ninguém. Enfim, as pessoas com personalidade, a meu ver, dúbia. Mas, tanto as coisas boas quanto as ruins fazem parte do nosso cotidiano, tanto na vida doméstica, social e, principalmente, no trabalho que, como você colocou na palestra 'é ali que passamos a maior parte do nosso tempo, da nossa vida, e onde estão as pessoas com as quais mais convivemos'.
Então, acredito que para estarmos bem fora do ambiente de trabalho precisamos, também, estar bem no nosso relacionamento com todos, dentro de qualquer escala hierarquica, lá dentro.
A palestra foi muito útil na nossa conscientização como servidores, como administradores e como colegas. Nos conduziu a pensarmos melhor na questão de relacionamento de trabalho, mas principalmente, na nossa atitude, na nossa conduta, enquanto servidores públicos que somos. É isso que devemos ter sempre em mente ao tratarmos com qualquer pessoa da comunidade, quando do atendimento, na repartição, ou abordados na rua. Seja pobre, seja rica, branca ou negra, gorda ou magra..., nada disso deve importar, mas apenas a consciência de que somos todos cidadãos, iguais nos direitos e deveres, apenas desempenhando diferentes papéis na sociedade, todos de iguais importância na contribuição para a modificação do meio em que vivemos. E o nosso meio é a nossa cidade, a nossa Laguna. Que a lealdade e a simplicidade, também irá proporcionar uma maior interação entre os novos colegas.
O tema foi bem pertinente e muito bem apresentado. Tenho a certeza que levou todos os participantes a uma reflexão quanto à questão servidor público x público, além da conscientização do bom relacionamento entre os trabalhadores, para o crescimento da empresa e dos que nela trabalham. Se a empresa vai bem, todos crescerão junto com ela.
"

Um destaque especial preciso fazer aos servidores lagunenses que estiveram na palestra e que foram muito generosos comigo, ouvindo-me atentamente. Alguns, ao fim do evento, vieram conversar e agradecer-me.
Repito. Sou eu quem agradeço. Obrigado.

Outras postagens neste blog com temas de palestras, cursos e matérias correlacionadas:


O maior medo do mundo tem cura

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Oradores têm melhores cargos e salários
Melhor oradora e maior evolução
Leitura em plataforma revolucionária
Ascensão profissional através da leitura
Leitura e ascensão profissional
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Como explicar isso? Comunicação é coisa difícil!
Analfabetismo político, um dos piores males
O domador de palavras
Clube de Oratória e Liderança

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Corrupção, um mal que aleija consciências

Impunidade estimula à corrupção

Primeiro dia do ano 2013. Ultrapassagem pelo acostamento, estacionamento em vaga para deficiente. Lei de Gerson, impunidade, jeitinho brasileiro, corrupção. Está na hora de se dar um basta nisso!

Um dos maiores expoentes do país no combate à corrupção, o promotor Affonso Ghizzo Neto, diz que este é um "mal cultural" do Brasil. Autor do livro “Corrupção, Estado Democrático de Direito e Educação”, ele analisa o papel da sociedade brasileira em relação ao tema desde a colonização e faz ponderações reveladoras. Recomendo a leitura.

O joinvilense Affonso Ghizzo Neto é considerado um dos promotores públicos
 mais combativos quando o tema é corrupção e idealizador do projeto 
“O que você tem a ver com a corrupção?”, criado em 2004

A leitura da obra do promotor ganha uma dimensão antropológica quando também se lê o livro "1808", de Laurentino Gomes ou ainda "Chateau, o Rei do Brasil", de Fernando Morais.
Desde o fim do ano passado, este servidor público, que orgulha uma classe quase sempre marginalizada, também lidera, através das redes sociais, a campanha nacional “Brasil contra a impunidade”.
Lançada em dezembro, pelas associações nacionais representativas dos membros do Ministério Público Brasileiro com o objetivo de chamar a atenção da sociedade para a gravidade da temerária Proposta de Emenda à Constituição nº 37/2011, também chamada de "PEC da Impunidade", a proposição confere poderes investigativos exclusivos às polícias Civil e Federal na seara criminal, inviabilizando a atuação de outros órgãos do Estado.
Por ação dos MPs (Ministérios Públicos), crimes graves como grandes casos de corrupção, lavagem de dinheiro, abuso de poder e o crime organizado, foram investigados e levados à Justiça. Justamente por serem autônomos e independentes, não subordinados a nenhum dos Três Poderes, os MPs são mais qualificados para investigar crimes praticados dentro do próprio Estado.
Nossa empresa abraçou essa campanha e nossos jornais já iniciaram, em dezembro passado, uma série de reportagens que pretendem denunciar e conscientizar contra esse mal que provoca danos incalculáveis à sociedade.
As edições 790 do JOV (Jornal O Vizinho) e 060 do JOI (Jornal O Joinvilense) trazem o assunto com destaque de capa para essa nossa decisão editorial.
A primeira foto acima, feita por um amigo, no primeiro dia deste ano, mostra o cuidado que teve um empreendimento às margens da BR 101, em Barra Velha, SC, em reservar vagas para deficientes físicos.
Leitor de nossos jornais e postagens deste blog, esse amigo me enviou aquela foto e esta, deste bloco, com esse texto: 

"No dia 01-01-2013, em torno das 17h, na BR 101, sentido Balneário Camboriú - Joinville, o "espertalhão", que aparece na foto parece estar atrasado para a posse do Prefeito Udo Dohler.
Esse indivíduo aí circulava pelo acostamento. Será que ele conhece a Legislação de Trânsito? Ou será que pensou ser Polícia Rodoviária ou Corpo de Bombeiros em serviço para atender emergência? Se não bastasse a irresponsabilidade na estrada, o cidadão estacionou seu veículo em vaga para pessoas especiais, sendo que havia fila à espera de uma vaga, onde um carro saía outro ocupava obedecendo a ordem de chegada de cada carro, mas o "apressadinho", em companhia de seu motorista, foi logo colocando o seu em vaga indevida. Um péssimo exemplo, sendo ele um colaborador do Prefeito Udo Dohler!!"

Como se pode ver o proprietário do Volvo ainda protagonizou um bate-boca com o meu amigo que havia pedido para o motorista do veículo retirá-lo do local, mas não foi atendido. Indignado, fotografou e enviou-me para compor nossa campanha contra a corrupção e a impunidade.
Não sei quem é o cidadão, mas tudo indica ser um "cabo eleitoral" do prefeito Udo Döhler, de Joinville.
Imagino a raiva dos milhares de motoristas que ficaram até dez horas no trânsito da BR 101 nesse dia e que foram ultrapassados por esse veículo, no acostamento. Imagino, também, quantos eleitores podem ter se arrependido ao ver aquela plotagem do candidato e concluído que pudesse ser ele próprio cometendo aquela infração...
O cidadão honesto, ético, nesse país de espertos é palhaço. Precisamos inverter esses valores deformados por corruptos e irresponsáveis.
Se vimos, no ano passado, o STF (Supremo Tribunal Federal) julgar e condenar políticos e governantes, num acontecimento histórico do Brasil, vemos 2013 iniciar com um dos condenados (expoente liderança do PT, José Genoíno) assumindo vaga na Câmara dos Deputados...
São poucas as coisas que me fazem sentir vergonha de ser brasileiro. Estas são algumas delas.
Convido-o a saber mais sobre a campanha contra a PEC da impunidade neste link e a se unir contra esse atentado à democracia.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Ano Novo e Metamorfose

Na postagem anterior relatei parte do meu último dia de 2012 destacando minhas companhias aladas. Pois no primeiro minuto de 2013 outra inusitada e agradável companhia, também alada, fez o brinde de Ano Novo comigo.
Pousada na minha mão uma cigarra brinda-me para o meu brinde de Ano Novo

No Brasil, na época da primavera e verão, as cigarras ficam em intensa agitação, e os machos que possuem aparelho estridulatório em seu abdômem emitem sons para atrair as fêmeas. Cada espécie de cigarra tem um canto diferente, sendo que as maiores fazem mais barulho, principalmente nos dias mais quentes.
Os machos das cigarras são cantores contumazes para se proteger dos predadores, mas também para atrair as fêmeas. O som alto e estridente agride o sensível ouvido das aves e atrapalha a comunicação deste grupo de predadores.
Tanto os machos quanto as fêmeas possuem um par de membranas que funciona como orelhas, para que o som estridente não provoque danos ao inseto.
Elas são insetos que pertencem à ordem Homoptera e à família Cicadidae, possuem um longo período de transformação que chamamos de metamorfose. A metamorfose nos insetos é comum, e as cigarras são os únicos insetos que produzem esse som alto e estridente que conhecemos. 
As fêmeas adultas de cigarra são fecundadas pelo macho no período de intensa agitação,
que é quando os machos cantam mais

Depois de fecundadas, as fêmeas põem seus ovos em ramos e folhas de vegetais, e morrem logo após. Quando os ovos das cigarras eclodem, saem ninfas (insetos jovens) que descem da planta e se enterram no chão, alimentando-se da seiva das raízes. 
Muitas espécies de cigarra têm períodos diferentes de amadurecimento, com ciclos vitais de duração variada - de um a dezessete anos -, enquanto as larvas ficam sob a terra. Mas sete espécies do gênero Magicicada têm uma característica adicional: elas são sincronizadas, ou seja, saem do chão todas ao mesmo tempo, para cerca de duas semanas de canto ensurdecedor, acasalamento e postura de ovos.
A fotógrafa da virada foi a Jéssica Andrade,
recém chegada da Índia depois de quase um ano por aquelas terras

Elas não cantam até explodir ou morrer. É pura lenda. Mas, os "esqueletos" encontrados grudados nas árvores, que parecem de insetos explodidos, são casquinhas, suas peles.
O que acontece com as cigarras é o que acomete todos os outros artrópodes. Elas “trocam de roupa”, ou seja, elas passam por um processo que chamamos de ecdise ou muda.
Aquela casquinha de cigarra que encontramos no tronco das árvores é apenas o esqueleto velho de uma fase em que ela era menor e mais jovem, geralmente da fase larval. As larvas de cigarra geralmente vivem no solo, e quando estão prontas para se tornarem adultas, sobem pelo tronco das árvores onde se prendem para passar pela muda, que é obrigatória para seu crescimento.
Desde quando a cigarra ainda é uma larva até que se torne adulta, ela precisa trocar sua cutícula externa que é dura e resistente o bastante para não deixá-la crescer. Assim, passa por esse processo, em que secreta uma nova cutícula, bastante mole, e, depois de romper a velha cutícula através de uma fenda, sai de dentro dela. A nova “pele” da cigarra é mole e expansível, e ela cresce bombeando ar ou água para seu interior. Quando finalmente a cutícula endurece, ar ou água são substituídos por um real crescimento de tecidos e então ela já está maior.
Que o Ano Novo seja, de fato, um novo tempo, de mudanças,
de metamorfose, de prosperidade. Feliz 2013

E para terminar essa primeira postagem de 2013, que tal ouvir Gigarra, com Elza Soares e Letícia Sabatella?

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Asas para o Ano Novo

O meu último dia de 2012 foi deliciosamente corriqueiro. Para muitos, inusitado. Espero que no próximo ano meus dias sejam ainda mais singulares com essas companhias aladas.
Sanhaçu num "tête-a-tête" comigo, como talvez diria São Francisco de Assis

Se no fim da tarde foi um sanhaçu que compartilhou da minha intimidade, a manhã foi com outro gigante alado, um Jacu.
Sou um privilegiado que todos os dias recebo estímulos para dar asas à imaginação


Dar asas à imaginação aqui nessa casa é, por exemplo: Brincar com a lua.

Aos meus leitores e amigos recomendo algumas dicas para que 2013 lhes seja melhor: Dicas para ajudar os amigos a viverem melhor.
Também desejo que em 2013 você possa lutar: por essa causa.
E que todos possam conquistar: Um bom lugar para viver.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Maioria dos sulistas deseja plebiscito sobre separação do Brasil


Pesquisa conclui que 53,85% da população sulista apoia plebiscito separatista

No 21/12/12, não se concretizou o anunciado fim do mundo. Mas, para a maioria dos sul-brasileiros, a pesquisa abaixo pode confirmar o desejo do fim da relação política/administrativa centralizadora da República Federativa Brasileira. Pesquisadores ouviram 19.552 eleitores nos 48 maiores municípios da região Sul entre os dias 19 de novembro e 15 de dezembro de 2012. Apenas 30,16% da população é contra a proposta de do plebiscito de separação do Sul


Pesquisa divulgada no dia 20 de dezembro pelo Gesul (Grupo de Estudos Sul Livre) indica que índices de aprovação da proposta de plebiscito para criação de um novo país, envolvendo os três estados - Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul - tem ampla aprovação por parte da população dos 48 maiores municípios com mais de 100 mil habitantes da região Sul. Segundo os dados divulgados pela entidade, com sede em Brusque, Santa Catarina e coordenada pelo jornalista e professor, Celso Deucher, a pesquisa ouviu 19.552 eleitores entre os dias 19 de novembro e 15 de dezembro deste ano e concluiu que 53,85% aprovam a criação de um novo país, contra 30,16% que reprovam a proposta, sendo que 15,99% dos entrevistados confessaram-se indecisos.
O Estado com maior aprovação da proposta é o Rio Grande do Sul, onde 60,89% da população posicionou-se favorável, contra apenas 26,60% que reprova. O Estado tem também o menor índice de indecisos, entre os três estados, 12,51%. Santa Catarina é o segundo estado com maior aprovação. Neste Estado, 54,17% dos entrevistados aprovam a criação de um novo país, sendo que 30,30% reprovam a proposta e 15,53% estão indecisos. O Estado com menores índices de aprovação a proposta é o Paraná com 46,85% a favor, 33,49% contra e 19,66% que estão indecisos.
“Nos três Estados a proposta separatista vence com larga margem em relação aos que são contra e mesmo no Paraná, onde os índices são menores, se houvesse um plebiscito, venceria com mais de 13% de margem. Surpreende os números do Rio Grande do Sul, que de acordo com pesquisas sempre manteve-se numa média de aprovação em torno de 55%. Esta última pesquisa mostra que a aprovação a proposta separatista vem num crescendo, chegando em 2012 a mais de 60%”, explica Celso Deucher, que acompanhou a coleta dos dados e divulgou oficialmente os números em nome do Gesul, do qual é Secretário Geral.
Segundo ele, das 48 cidades pesquisadas, a proposta só perderia por pequena margem, em quatro delas. Três no Paraná, Curitiba, São José dos Pinhais e Foz do Iguaçu; e uma em Santa Catarina, Palhoça. Na capital paranaense os números divulgados indicam que 36,90% da população é favorável a proposta, 38,55% é contra e 24,55% encontra-se indecisa. Em São José dos Pinhais, cidade da região metropolitana de Curitiba, a diferença entre os que são favoráveis e os contra, foi de apenas 1,04% reprovando a proposta. Neste município, 35,94% dos entrevistados são favoráveis a separação e 36,98% são contra. Os indecisos somam 27,08, um dos maiores índices da pesquisa.
“Acreditamos que os números de São José dos Pinhais sejam um reflexo de Curitiba, assim como, de certa forma, os números de Palhoça, também refletiram os números da capital catarinense”, analisa Deucher. Em Palhoça a proposta separatista recebeu 37,76% dos votos a favor, contra 38,54% contra, tendo 23,70% de indecisos. No outro município paranaense onde a proposta foi reprovada, Foz do Iguaçu (PR), 38,02% posicionaram-se a favor, 38,54% contra e 23,44% dos entrevistados estavam indecisos. “São diferenças ínfimas em todos os quatro municípios pesquisados que reprovaram a proposta, o que mostra que se houvesse de fato o referido plebiscito, haveria uma polarização bastante acentuada entre as duas partes”, enfatiza o coordenador da pesquisa. No Estado do Rio Grande do Sul, a ideia é vencedora em todas as 18 cidades pesquisadas.
As pesquisas em todos os municípios seguem nos gráficos, divulgados pelo Gesul na tarde da quinta-feira, dia 20. Neles aparecem além dos gráficos as bandeiras do Brasil, significando os que são contra a proposta, uma interrogação para os indecisos e uma bandeira em azul Royal com três estrelas (Alfa, Gama e Beta) alinhadas em triângulo no canto superior esquerdo, que segundo Celso Deucher, são os três Estados do Sul. “Esta é a bandeira do Movimento O Sul é o Meu País, principal entidade organizada que defende esta proposta de autodeterminação parcial ou total dos três Estados meridionais”, explica.

Pesquisas sobre a proposta separatista começaram em 1991
Celso Deucher assinala ainda que é a primeira vez na história da região sul do Brasil que uma pesquisa envolvendo o tema, alcançou tantas pessoas em tantos municípios. O Gesul realiza pesquisas deste tipo desde o ano 2000, quando foi criado em Brusque, SC, mas o monitoramente da proposta através dos números começou em 1991, quando foram divulgados pela Revista “Isto É”, os primeiros levantamentos, feitos pelo IBOPE e pelo Instituto Bonilha. De lá para cá, anualmente são realizados levantamentos e pesquisas, em especial nas três capitais, Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre e eventualmente em pequenas cidades do interior. “Acreditamos que a partir destes números, podemos ter uma noção bastante completa do atual estágio desta proposta entre a população Sulista”, diz. Este ano a entidade resolveu ampliar o universo pesquisado e mudou todos os pesquisadores. “Desta vez temos uma equipe que não tem nenhuma ligação com o Movimento O Sul é o Meu País, que contratou a pesquisa. No ano passado as equipes pesquisadoras tinham ligação com a entidade e isso de certa maneira colocava em risco a confiabilidade dos números”, explica Deucher.
Estas pesquisas fazem parte de uma ação bem mais ampla encabeçada pelo Movimento O Sul é o Meu País e que é denominada de “Projeto de Consultas Populares” com previsão de término em 2015. “Estes números projetam com alto grau de precisão, quais são os índices de aprovação e reprovação do projeto separatista Sulino. Eles certamente servirão para que o Movimento O Sul é o Meu País possa focar seu trabalho de conscientização plebiscitária”, diz o professor.
O Movimento O Sul é o Meu País é uma entidade legalmente constituída em 2002, funcionando como uma ONG de defesa do direito de Autodeterminação dos Povos, previsto na Carta de Direitos Humanos da ONU e nos vários documentos oficiais do direito internacional. A entidade está presente, segundo Deucher, em 865 municípios da região Sul e possui hoje representação internacional em mais de 20 países.

Municípios pesquisados
Ao todo foram pesquisados 48 municípios nos três Estados, sendo 18 no Paraná, 18 no Rio Grande do Sul e 12 em Santa Catarina. Os municípios paranaenses foram: Curitiba, Londrina, Maringá, Ponta Grossa, Cascavel, São José dos Pinhais, Foz do Iguaçu, Colombo, Guarapuava, Paranaguá, Apucarana, Toledo, Araucária, Pinhais, Campo Largo, Arapongas, Almirante Tamandaré e Umuarama. Em Santa Catarina, Joinville, Florianópolis, Blumenau, São José, Criciúma, Chapecó, Itajaí, Lages, Jaraguá do Sul, Palhoça, Balneário Camboriú e Brusque. No Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Caxias do Sul, Pelotas, Canoas, Santa Maria, Gravataí, Viamão, Novo Hamburgo, São Leopoldo, Rio Grande, Alvorada, Passo Fundo, Sapucaia do Sul, Uruguaiana, Cachoeirinha, Santa Cruz do Sul, Bagé e Bento Gonçalves. Os resultados de cada uma destas cidades, estão nos gráficos que ilustram essa postagem.

Metodologia da pesquisa
Nos municípios com mais de 500 mil habitantes, Curitiba, Londrina, Joinville e Porto Alegre os pesquisadores entrevistaram 664 eleitores. Já nos municípios abaixo de 500 mil foram ouvidos 384 eleitores. Os pesquisadores fizeram ao todo três perguntas para cada entrevistado. A primeira delas foi em relação a idade, visto que a pesquisa tinha como objetivo entrevistar apenas eleitores. A segunda pergunta referia-se a localização residencial, objetivando consultar apenas pessoas residentes naquele município pesquisado. Estando presentes estas duas condições, os pesquisadores indagavam o eleitor com a seguinte pergunta: “Se o governo federal permitisse um plebiscito para separar a região Sul (PR, SC, RS), você votaria?”. Havia apenas três alternativas: a favor, contra, indeciso.
As entrevistas foram feitas através de amostra aleatória simples sobre variáveis categóricas. “Este tipo de amostra aleatória é aquela na qual todos os pesquisados têm a mesma probabilidade de serem selecionados. Ao mesmo tempo, como variável categórica, foram selecionadas as amostras, através das duas perguntas antecedendo a principal, pois precisávamos saber se o cidadão era morador daquele município e se era eleitor”, explica Deucher. “Optamos por usar uma metodologia aprovada pela Associação Brasileira de Pesquisa para que ela tenha uma margem de erro o menor possível. Neste caso específico trabalhamos com uma margem de 5%, para mais ou para menos e um nível de confiança de 95%”, afirma. A pesquisa usa também os cálculos amostrais do professor Glauber Eduardo de Oliveira Santos, referência em pesquisas nas universidades brasileiras.

O que é o Gesul
O Gesul (Grupo de Estudos Sul Livre) é formado por um grupo de intelectuais dedicados ao estudo do fenômeno separatista na América Portuguesa e em especial do separatismo Sulista. Foi criado no dia 26 de agosto de 2000 em Brusque, SC, e mantém em seu quadro de membros historiadores, filósofos, sociólogos, economistas, constitucionalistas, advogados e outros pesquisadores. Mantém como foco de seus estudos avançados o direito de autodeterminação dos povos na América Portuguesa. Seus membros não necessariamente são da região Sul, pois possuem em seus quadros intelectuais de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Brasília, entre outros. 
Reúne-se em assembléia geral uma vez por ano, geralmente em setembro e dedicam-se prioritariamente a “avaliar através de pesquisas o processo histórico porque vem passando o povo da região Sul do Brasil em busca de se tornar sujeito do direito de Autodeterminação”. “Não se trata de um Movimento Independentista, mas de uma entidade formada por pessoas que usam da sua experiência intelectual objetivando estudar com maior profundidade o fenômeno do separatismo no continente brasílico e em especial do povo Sulista”, diz Sérgio Alves de Oliveira, um dos mais destacados membros fundadores da entidade. Segundo ele, um outro objetivo do Gesul é contribuir com estudos e pesquisas de campo com o Movimento O Sul é o Meu País, único Movimento na ativa que defende claramente o direito de autodeterminação do povo Sulista. “Nesta parceria nós do Gesul procuramos aprimorar os instrumentos de luta pacífica que este Movimento vem desenvolvendo”, afirma. 

 Resultado da pesquisa nos municípios paranaenses
Curitiba

Resultados
%
A favor
36,90
Contra
38,55
Indecisos
24,55
Total
100,00


Londrina

Resultados
%
A favor
42,62
Contra
35,54
Indecisos
21,84
Total
100,00

Araucária

Resultados
%
A favor
43,23
Contra
34,90
Indecisos
21,88
Total
100,00

Pinhais

Resultados
%
A favor
38,02
Contra
36,20
Indecisos
25,78
Total
100,00

Arapongas

Resultados
%
A favor
60,94
Contra
25,52
Indecisos
13,54
Total
100,00

Almirante Tamandaré
Resultados
%
A favor
51,82
Contra
27,86
Indecisos
20,31
Total
100,00

Maringá

Resultados
%
A favor
52,34
Contra
35,94
Indecisos
11,72
Total
100,00

Ponta Grossa

Resultados
%
A favor
59,38
Contra
24,48
Indecisos
16,15
Total
100,00

Umuarama
Resultados
%
A favor
50,52
Contra
30,47
Indecisos
19,01
Total
100,00


Campo Largo

Resultados
%
A favor
44,01
Contra
33,85
Indecisos
22,14
Total
100,00

Cascavel

Resultados
%
A favor
56,77
Contra
31,77
Indecisos
11,46
Total
100,00

São José dos Pinhais
Resultados
%
A favor
35,94
Contra
36,98
Indecisos
27,08
Total
100,00

Foz do Iguaçú

Resultados
%
A favor
38,02
Contra
38,54
Indecisos
23,44
Total
100,00

Colombo

Resultados
%
A favor
42,45
Contra
34,90
Indecisos
22,66
Total
100,00

Guarapuava

Resultados
%
A favor
51,56
Contra
32,81
Indecisos
15,63
Total
100,00

Paranaguá

Resultados
%
A favor
48,18
Contra
35,94
Indecisos
15,89
Total
100,00

Apucarana

Resultados
%
A favor
50,78
Contra
30,21
Indecisos
19,01
Total
100,00

Toledo

Resultados
%
A favor
50,26
Contra
33,07
Indecisos
16,67
Total
100,00

 Resultado da pesquisa nos municípios catarinenses

Joinville

Resultados
%
A favor
51,36
Contra
31,63
Indecisos
17,02
Total
100,00

Florianópolis

Resultados
%
A favor
38,28
Contra
35,42
Indecisos
26,30
Total
100,00

Blumenau

Resultados
%
A favor
58,33
Contra
31,51
Indecisos
10,16
Total
100,00

São José

Resultados
%
A favor
42,19
Contra
35,42
Indecisos
22,40
Total
100,00

Criciúma

Resultados
%
A favor
60,16
Contra
27,08
Indecisos
12,76
Total
100,00

Chapecó

Resultados
%
A favor
64,58
Contra
25,52
Indecisos
9,90
Total
100,00

Itajaí

Resultados
%
A favor
61,46
Contra
31,25
Indecisos
7,29
Total
100,00

Lages

Resultados
%
A favor
65,63
Contra
25,52
Indecisos
8,85
Total
100,00

Jaraguá do Sul
Resultados
%
A favor
52,34
Contra
29,69
Indecisos
17,97
Total
100,00

Palhoça

Resultados
%
A favor
37,76
Contra
38,54
Indecisos
23,70
Total
100,00

Balneário Camboriú
Resultados
%
A favor
56,25
Contra
27,08
Indecisos
16,67
Total
100,00

Brusque

Resultados
%
A favor
63,80
Contra
23,96
Indecisos
12,24
Total
100,00

Resultado da pesquisa nos municípios gaúchos

Porto Alegre

Resultados
%
A favor
54,97
Contra
30,27
Indecisos
14,76
Total
100,00

Caxias do Sul

Resultados
%
A favor
62,76
Contra
25,52
Indecisos
11,72
Total
100,00

Rio Grande do Sul
Pelotas

Resultados
%
A favor
64,06
Contra
23,70
Indecisos
12,24
Total
100,00

Canoas

Resultados
%
A favor
56,77
Contra
24,48
Indecisos
18,75
Total
100,00

Santa Maria

Resultados
%
A favor
66,41
Contra
25,52
Indecisos
8,07
Total
100,00

Gravataí

Resultados
%
A favor
54,43
Contra
23,44
Indecisos
22,14
Total
100,00

Viamão

Resultados
%
A favor
57,03
Contra
25,00
Indecisos
17,97
Total
100,00

Novo Hamburgo
Resultados
%
A favor
66,15
Contra
25,52
Indecisos
8,33
Total
100,00

São Leopoldo

Resultados
%
A favor
64,32
Contra
23,70
Indecisos
11,98
Total
100,00

Rio Grande

Resultados
%
A favor
68,23
Contra
19,27
Indecisos
12,50
Total
100,00

Alvorada

Resultados
%
A favor
52,86
Contra
34,90
Indecisos
12,24
Total
100,00

Passo Fundo

Resultados
%
A favor
68,49
Contra
22,66
Indecisos
8,85
Total
100,00

Sapucaia do Sul
Resultados
%
A favor
63,02
Contra
24,22
Indecisos
12,76
Total
100,00

Uruguaiana

Resultados
%
A favor
67,71
Contra
23,18
Indecisos
9,11
Total
100,00

Cachoeirinha

Resultados
%
A favor
57,55
Contra
31,77
Indecisos
10,68
Total
100,00

Santa Cruz do Sul
Resultados
%
A favor
52,60
Contra
36,20
Indecisos
11,20
Total
100,00

Bagé

Resultados
%
A favor
67,19
Contra
24,48
Indecisos
8,33
Total
100,00

Bento Gonçalves
Resultados
%
A favor
55,73
Contra
32,29
Indecisos
11,98
Total
100,00