quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Mergulho ao lado de animal selvagem

Você pode se imaginar numa praia subindo à superfície da água após um demorado mergulho e dar de cara com um enorme e selvagem búfalo na sua frente, no meio das ondas?
Pois, vivi essa experiência inusitada e outras inesquecíveis na Ilha de Marajó, no Pará, em pleno inverno (deles, lá o inverno é a época das chuvas que abundam neste período do ano). Se olhar atentamente na foto acima é fácil perceber o meu espanto, afinal o bicho não era pequeno...
Na maior ilha fluvio-marítima do mundo a população dominante é de búfalos. A grande maioria, selvagens. Esses animais não são nativos. Chegaram lá nadando e reproduziram aos milhares naquela imensa ilha de floresta amazônica. É lá que estão 80% da população brasileira desses bichos que são nativos da Ásia. Segundo os moradores da ilha um navio que carregava os animais afundou perto da costa brasileira e os que sobreviveram nadaram até a Ilha de Marajó.
Os selvagens são evitados, pois atacam até onças, o predador mais temido da selva. Segundo o biólogo da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Salvatore Rossy, por serem animais invasores eles não têm predadores.
Para se ter uma idéia do quanto esse quadrúpede de carne saborosa é selvagem, em Rondônia uma manada de 20 deles estava sendo observada por aviões por uma equipe de pesquisadores. Ela entrou numa fazenda abandonada e se deparou com a sucata de um trator abandonado. Ao ver a máquina, um dos animais se assustou e correu para chifrar o veículo. Isso porque eles nunca haviam visto um trator. Na imaginação deles, aquilo era uma ameaça. Ao correr contra a máquina, o animal bateu com a cabeça na lâmina e morreu na hora. Para abater um animal desses só com um trator ou tiros de fuzis. Eles pesam mais de uma tonelada.
A Ilha de Marajó é o paraíso desses animais que adoram banhos de lama, também. Nas regiões povoadas, assim como os cavalos e os bois, muitos foram domesticados e prestam enormes serviços de carga e tração além do fornecimento de carne, leite, couro etc.
Lagos e igarapés também não escapam do desfrute desses animais. Portanto, é bom estar atento nos banhos porque são enormes as chances de você ter essa companhia e, garanto, mesmo os domesticados não são nada sociáveis com os estranhos.
Lembram-se daquela série da Rede Globo de televisão "No Limite". O primeiro programa foi numa fazenda na Ilha de Marajó. A iniciativa da Globo permitiu aos proprietários transformarem o local depois que o programa terminou e investiram no turismo ecológico haja vista o enorme marketing da TV.

A Fazenda São Jerônimo é um dos melhores locais para quem se dispõe a passar alguns dias ou semanas muito próximo da vida selvagem quase ao extremo. Foi na fazenda que um dos búfalos, daqueles que se deixam montar, me atacou.

Um bicho desse tamanho bufando e correndo para cima de você é assustador! Só porque eu o estava admirando. É um belo animal. Meu erro? Olhei nos olhos dele. Nem os domesticados se deixam encarar. Para eles isso é uma provocação. Só deixei que ele chegasse perto o bastante para essa foto e um pouco do bafo no meu rosto e descobri que estou em boa forma quando o assunto é correr.
Acredite, esse bicho aí de cima não estava bem intencionado...
Contam que se um animal desses aparecesse na tua casa com a "galhada florida", cheia de mato, ou folhas, ou flores etc. é um aviso de que algum parente morreu ou vai morrer naquele dia. Essa história não ouvi na Ilha de Marajó, mas quando, na madrugada, abri a porta da pousada e vi esse com a galhada florida... fiquei apreensivo por alguns instantes.

Eles são os donos da ilha. Desde que você não os olhe nos olhos, as manadas domesticadas dá para encarar um "abre alas que eu quero passar..."

Se a Ilha de Marajó fosse um estado a capital seria Soure. É o maior e mais bem estruturado município da ilha. Milhares de bicicletas, centenas de motos e poucos, raros são os veículos. Mesmo ali no centro urbano, na maior avenida de duas vias duplas com um largo canteiro central de frondosas mangueiras enfileiradas à perder de vista, os búfalos de vez em quando são maioria. Eles disputam (e levam vantagem principalmente com os turistas) as milhares de mangas que caem no chão.

Aliás, depois de comer as mangas da Ilha de Marajó dá raiva comer qualquer outra manga. Elas são pequenas e muito, muito doces. Inigualáveis. Todas as frutas de lá têm sabor especial. Tangencialmente localizada à linha do Equador, o sol é abundante, é direto, na ilha. Que sabor têm as frutas!!!
Se eu montei algum búfafo? Não, uma búfala, sim. Um passeio inesquecível ao mangue mais lindo que já vi na minha vida. Mas isso é para uma próxima postagem.


terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Fui atropelado e posto à nocaute

Essa postagem não tem imagens como nas anteriores, mas uma história que deverei contar para muitos

Na noite de ontem passei quase três horas na cozinha. Foi a primeira vez que preparei um galo caipira com aipim amarelo. Jantei comendo boas partes da saborosa comida (Nada que uma boa caminhada no dia seguinte não ajude a compensar o exagero gastronômico noturno).Vou repetir o que tenho dito cada vez que termino de cozinhar: "Quando eu escrever tão bem quanto cozinho serei um bom jornalista". O dia amanheceu agradável para isso. A trovoada com as fortes e longas chuvas de ontem deixaram a noite fresca e o amanhecer próprio para o exercício. Aliás, gosto de práticas que permitem ao meu corpo ser a força motriz. Nadar, remar, caminhar e pedalar procuro ao máximo. Pois, foi caminhando para o escritório central que no meio do caminho fui posto à nocaute.
Era a sétima hora da manhã do décimo primeiro dia do primeiro mês do décimo primeiro ano do terceiro milênio. Eu já estava na metade do caminho de uma caminhada de 40 minutos quando tentava atravessar a rua Visconde de Taunay que há muitos anos é mão única. Pedestres e cilclistas, desde a inauguração do calçadão e ciclofaixa que rodeiam a sede do 62 BI (Batalhão de Infantaria) no fim do ano passado, priorizam o local. Pedestres e ciclistas não se obrigam às regras de trânsito de mão e contra-mão, mas convém. Assim, eu caminhava na contramão para atravessar a referida rua em direção à calçada, ali na altura do Bierkeller.
Esquerda direta no fígado
Nesse ponto, uma curva fechada obriga ao pedestre atenção redobrada para não ser pego por veículos que surgem de repente. Então, a atenção é só para o lado esquerdo. Pois, do lado direito pedalava um trabalhador na contra-mão (nesse horário é pequeno o fluxo de veículos). Não o vi nem ouvi. Só senti o impacto que foi como se houvesse tomado um soco de um boxeador. Foi mais ou menos o que aconteceu. A mão esquerda no guidão foi quem acertou-me nas costelas naquele ponto que os boxeadores buscam incansavelmente atingir seus opositores. Foi uma esquerda direta no fígado.
Caí de quatro ralando bastante os joelhos ainda sem entender nada e vitimado por um desmaio de no máximo uns três segundos. Ato contínuo e já consciente ouço uma voz se desculpando. O homem estava perplexo e preocupado comigo. Ainda zonzo, precisei sentar-me (havia um providencial muro baixo) e a primeira coisa que disse foi: "Estás maluco. Vens na contra-mão e não olhas o que tem na frente!". Mas, logo em seguida sorri e disse para ele não se preocupar, apesar da forte dor nos joelhos.
Destruí a bicicleta
Incrível o que vi... A bicicleta entortou, a roda dianteira estava longe e o homem não conseguiu mais pedalá-la. Tudo isso na trombada com o meu corpo! Que muralha, pensei, sendo quase franzino.
Cinco minutos depois eu decidi continuar minha caminhada e me despedi do homem desejando que ele tivesse um bom dia. Senti pena dele. Afinal, foi um acidente. A calça roçando os joelhos me obrigaram a ir mais devagar, quase coxo. Ao chegar à empresa, sentei-me e tive uma vertigem pela dor na região do fígado e rin esquerdo. Não tive dúvidas. Fui imediatamente à emergência do Hospital Dona Helena que fica a menos de 500 metros.
Lembrança cavalar
Dezenas de radiografias e nenhum osso quebrado. Só a visão dos nós de duas costelas quebradas há alguns anos quando meu cavalo passou por cima de mim num tombo em que tentei segurar minha filha que caia do cavalo dela. A cela do meu não estava adequadamente presa (culpa do tratador que era o encilhador) e fiquei por alguns segundos naquela posição que se vê em desenho animado, pendurado embaixo do cavalo com a cela na barriga do animal. Quando meus pés se soltaram dos estribos o animal ainda estava em galope. Caí no chão e uma das patas traseiras pisou exatamente no local onde fui posto à nocaute hoje. Boas lembranças da minha relação com esses belos e gigantes animais (apesar da dor).
Mais de duas horas depois e consulta com especialistas, o jovem médico (Damiano S. Hemkemaier) deu-me uma lista de sintomas que se um deles se apresentar devo voltar à emergência. "Observação rigorosa pelas próximas 48 horas", alertou o simpático médico. Então, estou me observando, ralado e dolorido, mas como sou "patrão", como disse o outro médico que queria me dar um atestado médico, estou trabalhando.
Em Joinville, que já foi considerada a "Cidade das bicicletas", ciclovias e ciclofaixas e trânsito cada vez mais congestionado estimulam pedestres e ciclistas. Há três anos que evito usar o carro muito mais por uma preocupação ambiental. Aprendi, nas costelas, que devo ser mais cuidadoso. Tentarei.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Brincando com a lua

Na postagem anterior revelei um pouco do que tenho ao redor do lugar onde moro. Comecei mostrando a imagem do alvorecer. Pois o fim do dia também oferece, no mesmo horizonte, outro espetáculo
De vez em quando "brinco" com a lua e as luzes de parte da cidade produzindo imagens que gosto muito
Antes de mostrar outras dessas "obras", na postagem anterior também falei e mostrei algumas aves exóticas. Faltou mostrar uma das mais belas, pelo seu tamanho (quase o de um peru) e socialização (muito mansa).
Trata-se do Jacu. Este parece liderar o bando barulhento (são muito barulhentos!) que até na garagem já estiveram e foram enxotados para que não devorassem algumas plantas e flores de um dos jardins. Mas, voltemos às minhas brincadeiras com a lua.

Da varanda vê-se, em algumas épocas do ano, tanto o sol quanto a lua nascerem quase no mesmo ponto da linha do horizonte. Em alguns dias é possível ver o sol subindo ao leste e a lua se pondo a oeste  que são as laterais da casa que tem a frente voltada para o sul. Para se apreciar esse fenômeno matinal dos astros que nunca se encontram basta posicionar-se no centro da casa.
Seguem mais algumas imagens noturnas do meu passatempo "brincando com a lua":

Apesar de o Cemitério Municipal estar próximo, estes não são "Fogos Fátuos", apesar de ser assim que identifico esta imagem. Podem me ajudar a nominar as demais:


quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Bons lugares para viver

Assim começam meus dias quando ensolarados
Minha relação com a natureza a considero umbilical. Vivi por alguns poucos anos no Condomínio Naturista Morro da Tartaruga, que criei com alguns amigos naturistas ao lado da Praia do Pinho em Balneário Camboriú, SC. Acreditava que dificilmente encontraria um lugar tão bom para viver. Enganei-me. Desde 2009 resido ao lado de uma área de preservação.
Além do belo espetáculo do nascer do sol, as manhãs são regidas por sinfonias que, nos meses de verão, têm predominância dos cantos das cigarras. Mas, as aves como Jacus (bandos), sabiás, saíras de sete cores, tiés, canários, tucanos entre outras espécies são abundantes.

Alguns desses emplumados entram na casa e ficam presos nos vidros. Exaustos, se deixam pegar e descansam por longos tempos até nas minhas mãos. Sem aviso, recuperados, vão embora, mas por pouco tempo. Logo voltam para o tratador que mantenho com sementes, frutas e líquidos perto de uma das janelas da casa. Deleito-me apreciando-os todos os dias.
Quase no topo de um morro e rua sem saída, o local oferece uma privacidade antagônica com a tangência do caos urbano do centro da mais industrializada cidade do Estado.
Rodeada por belíssimo jardim, a profusão de folhagens e flores pinta um quadro também contemplativo como paisagem.
Cores as mais diversas formam um mosaíco que só a natureza é capaz de tão harmônica mistura
Além da diversidade de espécies, algumas multiplicam essa variedade com as mudanças de cores e tonalidades

 A orquídea, flor símbolo de Santa Catarina e também de Joinville - que é conhecida como "Cidade das Flores" -, é outra que ornamenta os jardins. Nem todas as flores, no entanto, exibem-se por vários dias ou até semanas.
Na sequência, a Dama da Noite é daquelas flores exóticas, do tipo que a maioria não investiria em cuidados para vê-la apenas por uma noite. Ela floresce apenas uma única vez e durante a noite obedecendo o relógio biológico da natureza. Ao amanhecer fecha-se e em poucas horas cai. Já fiquei horas ao lado vendo-a abrir numa velocidade de câmera muito lenta até o seu clímax.

Noutro dia chuvoso, uma saíra militar brincava com seu reflexo no retrovisor do veículo.

Consideradas comuns, as rosas também perfumam o ambiente que convidam à interação mais intimista.

Esta é daquelas que pode inspirar o poeta que adormece em algumas almas. Por enquanto, talvez por minha insensibilidade, nenhuma delas despertou-me para a escrita de versos.
Quase sempre os fundos de quintais são poucos atrativos. Aqui tenho o privilégio de uma vastidão de mata com árvores frondosas e este buganville pintando o verde visto da porta dos fundos.

Ao completar um ano vivendo nesse local já podia afirmar que moro num lugar acolhedor, encantador. Na noite de 4 de janeiro 2010 fui surpreendido com um grande número de veículos estacionando em frente à minha casa. Estranhei. Logo compreendi. Um grupo com mais de uma dezena de pessoas desceu com instrumentos até à casa de meus vizinhos. Assisti, pela primeira vez, da minha varanda, um Terno de Reis que aplaudi com entusiasmo. Quando eles foram embora presentearam-me cantando em frente ao meu portão. Recebi o presente daqueles estranhos como um dos melhores da minha vida. Era o Grupo Alegria. Fotografei-os. Num descuido, perdi todas as fotos. Lamento. Lamento...


Na noite seguinte, amigos que moram em Washington, entre eles um poeta (João Luiz), ocuparam a mesma varanda. São momentos como esse que quebram o silêncio estimulante à meditações, reflexões...
Este é o meu. Quem não deseja ter seu porto seguro?

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Prazer com álcool

Uísque perde espaço para destilado brasileiro

Antes do meu texto e fotos uma ótima do Face:




Tenho um casal de amigos no município gaúcho de Dois Irmãos. Na visita que fiz a pouco mais de um mês eles me levaram ao alambique da família Weber, em Ivoti. Fiquei maravilhado com o que vi e bebi. Cachaças, aguardentes e licores da melhor qualidade. Era domingo de manhã e um dos membros da família estava de plantão para receber turistas.



Tudo no local é primoroso. A organização, higiene e estética convidam ao deleite visual. Devidamente qualificado para receber os visitantes, o passeio pelas instalações do alambique é inesquecível.



O sucesso deste empreendimento na forma como se apresenta hoje tem a participação decisiva do Sebrae que realizou, nos últimos anos, um trabalho voltado ao profissionalismo e qualificação para evitar o êxodo rural e gerar mais riqueza no campo. Não há como evitar uma dose de orgulho (quase ufanista para alguns críticos mais exagerados sobre o meu deslumbramento).



Confesso que procurei os melhores ângulos (do meu ponto de vista) para tentar retratar nas imagens que captei o mais próximo possível do real.



O dourado do cobre polido dos equipamentos de destilação, condensação e resfriamento dos destilados os transformam em peças ornamentais. Os olhos começam a provocar desejo na boca.



Em todos os lugares e com ordenação de refinado bom gosto algumas peças compõem elementos da história contada aos visitantes. Narrativa feita com o coração.



Passado e presente projetam um futuro de ainda mais sucesso à Weber Haus. Até pouco tempo, no Brasil, a cachaça era vista como coisa de bêbado. Já no exterior, nossa mais tradicional bebida disputa mercado com os melhores scotchies do mundo.



Segundo nosso anfitrião a vocação da família surgiu quando o bisavô desembarcou no Brasil, em 1826. "Ele trouxe o hábito de destilar batata para fabricar o schnaps — a cachaça dos alemães". Hoje, suas bebidas são envelhecidas em barris de carvalho, cabreúva, bálsamo e amburana.



Neste Natal presenteei pessoas especiais com algumas bebidas da Weber Haus, pois, é lógico, comprei várias após tê-las experimentado. Confesso que o uísque está quase ausente da minha vida. Nossas boas cachaças são destilados de melhor paladar que a maioria deles. Pelo menos para mim.

Saúde.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

"Solar" Leitura de Férias

Férias, Leituras e Reflexões na Ilha das Flores
Mais de uma centena de ilhas compõem o ecossistema da Baía Babitonga. Um lugar paradisíaco que poucos conhecem e menos ainda desfrutam. Há mais de dez anos este ponto geográfico do planeta tem propiciado meus melhores encontros, principalmente com a natureza, apesar de toda a degradação ambiental promovida pela ocupação irregular e desenfreada das margens de rios, lagoas e litorais, bem como os desmatamentos de remanescentes originais de Mata Atlântica e mangues. Meu brinquedinho favorito me permite esses inesquecíveis encontros.

Algumas ilhas praticamente ninguém nelas pisam. Especiais para o isolamento que algumas vezes necessito. Outras são pontos turísticos de embarcações que trazem algumas dezenas de visitantes que caminham pelas areias finas ou molham seus pés onde micro ondas rebentam suspendendo milhares de pontos dourados do conhecido "ouro de tolo". Esses visitantes têm apenas meia hora para esse contato. Durante um dia na Ilha das Flores, o silêncio é quebrado pelo tagarelar dos deslumbramentos apenas uma vez no período da manhã e outra no da tarde.

O nome da ilha é perfeitamente compreendido, mas que também é rodeada de pedras com suas bases - até onde a água as cobre nos picos de marés altas -, cobertas de ostras. Mangue é o nome da planta que suas folhas são alimento dos saborosos carangueijos. A árvore empresta seu nome para todo esse ecossistema que é o útero e a maternidade do Planeta Terra.


Impressiona ver a capacidade dessa planta se adaptar em local aparentemente tão estéril e produzir árvores de singular beleza. Elegantes.

Escrevo muito mais do que leio. Nos meus descansos, nos períodos de curtas férias, livros me acompanham.
Foi nesse ambiente que li, em dois dias, "Solar", de Ian McEvan. Ficção da melhor realidade, é uma leitura imperdível, de romance ficcional. Foi nesse mesmo ambiente geográfico que noutras curtas férias li duas obras citadas em "Solar". De Jared Diamond, "Colapso" e "A Vingança de Gaia", de James Lovelock. Sugiro a quem ainda não as leu que o faça nessa ordem: Solar, A Vingança de Gaia e Colapso.


Agora estou lendo meu presente de Natal: "A Sangue Frio", de Truman Capote. Já assisti o filme. Duas excelentes obras. Boas Festas de Ano Novo. Até 2011.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Vida Teimosa

Na sede campestre do Clube Sírio Libanês de Curitiba, PR, pereiras demonstram como os seres vivos têm na sua essência a vida. Uma delas, particularmente, como mostram as imagens feitas no dia 19 de dezembro de 2010, comprova a luta por manter-se viva e perpetuar-se.

Ao olhar para cima seus galhos carregados de frutas, para o observador amador, não revelam que a árvore esteja tão doente.
Com certeza um especialista reconheceria de longe que a pereira não estivesse saudável.

Ainda observando-a num recorte mais amplo os galhos frondosos enganam. Majestosa, a árvore compõe um conjunto que enche de frutos o gramado.
Quando o olhar do observador desce para esse nível tem-se o impacto de ver-se o inacreditável.


O que deveria ser o tronco reduziu-se apenas à fina casca. Seu cerne não mais existe. A frágil estrutura dá mínimas condições à pereira para manter-se viva e produzir muitos frutos que carregam suas sementes e que podem gerar outras árvores.

À altura dos olhos e no plano horizontal o detalhe revela ainda mais a fragilidade da estrutura que deveria ser o tronco. Há alguns anos que essa pereira vem morrendo. Mas, viver é a força mais instintiva de qualquer ser. Se um vendaval não passar por ali ela deve "teimar" por mais alguns anos de vida.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Ícones da bruxa do "Sótão"

Cenário original encontrado numa das casas da Tacolindner

A partir da decisão de produção do espetáculo "Sótão" alguns momentos foram marcantes. O primeiro encontro já relatado neste blog tem detalhes de contextualização. O que precisamos destacar um pouco mais foi a solicitude do empresário e ex-vereador Gilmar Ferreira. Aquele primeiro encontro do grupo deu início ao processo criativo do espetáculo e o ambiente proporcionado pelo sítio e a casa foram decisivos ao resultado final da peça.
Harry Lindner demonstrou entusiasmo ao projeto do Sótão. "Se é para isso (produção do espetáculo do teatro) podem usar tudo aqui a vontade".

Outro encontro destaca-se no processo criativo e contou com o apoio da família Lindner. Cumpre à produção agradecer ao empresário Harry Lindner que prontamente abriu as portas da empresa liberando um encontro noturno numa das casas na propriedade às margens da BR 101. Desde aquele evento que o grupo se anima para a produção de um vídeo ou de filme no local. O assunto começa a tomar corpo na intenção.
Estes dois encontros (sítio do Ferreira e empresa Tacolindner) foram preciosos para a definição do espetáculo.

Leia mais sobre o "Sótão" neste blog:
http://jornalistaandrade.blogspot.com/2010/12/dois-dos-bastidores-do-sotao.html
http://jornalistaandrade.blogspot.com/2010/11/tateando-ao-redor-do-sotao.html
http://jornalistaandrade.blogspot.com/2010/11/sotao-retorna-em-marco-no-aniversario.html
http://jornalistaandrade.blogspot.com/2010/11/retire-o-seu-ingresso-com-uma-hora-de.html
http://jornalistaandrade.blogspot.com/2010/11/selecao-de-fotos-do-sotao-para-imprensa.html
http://jornalistaandrade.blogspot.com/2010/11/bruxas-e-lobisomens-do-sotao.html
http://jornalistaandrade.blogspot.com/2010/11/folder-do-sotao.html
http://jornalistaandrade.blogspot.com/2010/11/em-cartaz-sotao.html
http://jornalistaandrade.blogspot.com/2010/10/sotao-estreia-no-sesc-joinville.html
http://jornalistaandrade.blogspot.com/2010/05/o-encontro-do-santo-com-o-lobisomem.html
http://jornalistaandrade.blogspot.com/2010/05/lobisomem-do-sotao.html
http://jornalistaandrade.blogspot.com/2010/04/carlos-franzoi-no-sotao.html
http://jornalistaandrade.blogspot.com/2009/10/sotao-premiado.html

Mais informações: 47 3433.9121 – Ipê Produções, produtor@ipeproducoes.com.br

Ficha técnica:
Apresentação: Grupo Roca de Teatro
Direção: Ilaine Melo e Franzoi
Dramaturgia: Ilaine Melo
Atuação: Ilaine Melo e Muriel Szym
Cenografia e figurino: Franzoi
Cenotécnica: Altamir Andrade
Iluminação e som: Maíra Correia Lemos
Apoio: Fernando Felippi
Direção musical e trilha sonora original: Fábio Cabelo
Material gráfico: Iago Sartini
Foto da arte gráfica: Cassios Nogueira
Fotos do espetáculo: Pena Filho
Produção: Ipê Produções
Apoio: SESC/SC Joinville, Dionisos Teatro e MAJ - Museu de Arte de Joinville
Patrocínio: JOV - Jornal O Vizinho
Realização: Edital Elizabete Anderle de Incentivo à Cultura da Fundação Catarinense de Cultura do Governo do Estado de SC
Origem: Histórias de Nossa Gente, projeto premiado pelo Governo Federal com o Prêmio Miriam Muniz da Funarte

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Dois dos bastidores do Sótão

Maíra não resistiu. Que bom!
Maíra ensaia luz e som com apoio do técnico de som e luz do Sesc, Júlio César Schwochow

Maíra vinha acompanhando alguns ensaios. Quando percebeu que podia se envolver o fez com dedicação. A iluminação do espetáculo foi precisa, com tão pouco treino. Agora, ela está na equipe. Seja bem vinda.

Ela não foi a única. Um contra-regra foi contratado para ajudar na divulgação. Fernando fez a colagem de mais de 200 cartazes pela cidade e distribuiu cinco mil filipetas. Dedicado, convidamos para ajudar nas três noites de apresentação. Solícito. Sempre que ele puder será convidado a acompanhar o espetáculo. Em menos de meia hora Fernando deixou o teatro vazio. Cenário completamente desmontado e dentro da pick-up.

Fernando preparando o cenário no camarim do teatro do Sesc Joinville

Hoje, 23 de março de 2013, volto a esta postagem que fiz em 01 de dezembro de 2010. Como o tempo voa!
Agora, para lamentar a perda desse menino que tanto me ajudou na nossa empresa quanto neste espetáculo. Aos familiares e amigos do Fernando Felippi, nossos mais profundos sentimentos de solidariedade.

Leia mais sobre o "Sótão" neste blog:
http://jornalistaandrade.blogspot.com/2010/11/tateando-ao-redor-do-sotao.html
http://jornalistaandrade.blogspot.com/2010/11/sotao-retorna-em-marco-no-aniversario.html
http://jornalistaandrade.blogspot.com/2010/11/retire-o-seu-ingresso-com-uma-hora-de.html
http://jornalistaandrade.blogspot.com/2010/11/selecao-de-fotos-do-sotao-para-imprensa.html
http://jornalistaandrade.blogspot.com/2010/11/bruxas-e-lobisomens-do-sotao.html
http://jornalistaandrade.blogspot.com/2010/11/folder-do-sotao.html
http://jornalistaandrade.blogspot.com/2010/11/em-cartaz-sotao.html
http://jornalistaandrade.blogspot.com/2010/10/sotao-estreia-no-sesc-joinville.html
http://jornalistaandrade.blogspot.com/2010/05/o-encontro-do-santo-com-o-lobisomem.html
http://jornalistaandrade.blogspot.com/2010/05/lobisomem-do-sotao.html
http://jornalistaandrade.blogspot.com/2010/04/carlos-franzoi-no-sotao.html
http://jornalistaandrade.blogspot.com/2009/10/sotao-premiado.html

Mais informações: 47 3433.9121 – Ipê Produções, produtor@ipeproducoes.com.br

Ficha técnica:
Apresentação: Grupo Roca de Teatro
Direção: Ilaine Melo e Franzoi
Dramaturgia: Ilaine Melo
Atuação: Ilaine Melo e Muriel Szym
Cenografia e figurino: Franzoi
Cenotécnica: Altamir Andrade
Iluminação e som: Maíra Correia Lemos
Apoio: Fernando Felippi
Direção musical e trilha sonora original: Fábio Cabelo
Material gráfico: Iago Sartini
Foto da arte gráfica: Cassios Nogueira
Fotos do espetáculo: Pena Filho
Produção: Ipê Produções
Apoio: SESC/SC Joinville, Dionisos Teatro e MAJ - Museu de Arte de Joinville
Patrocínio: JOV - Jornal O Vizinho
Realização: Edital Elizabete Anderle de Incentivo à Cultura da Fundação Catarinense de Cultura do Governo do Estado de SC