quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Analfabetismo político, um dos piores males brasileiro


Berthold Brecht, que viveu entre os anos de 1898-1956, se consagrou como um dos maiores pensadores políticos do mundo contemporâneo. Ele conceituou uma pessoa que não lê, não ouve, não fala e não participa dos acontecimentos políticos como “analfabeto politico”. Ele foi ainda mais contundente ao afirmar que pessoas desligadas de questões políticas são verdadeiros, “imbecis e ignorantes que se orgulham e estufam o peito dizendo que odeiam a política. Não sabem que, da própria ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto...”
Na eleição passada quase cem parlamentares, um em cada cinco deputados, sofriam algum processo por corrupção, ou por malversação de fundos, ou por atos de violência cometidos nos seus estados de origem. Mais de 2.900 candidatos eram inelegíveis, ou por corrupção ativa ou passiva, ou por não terem administrado bem os seus estados e as suas cidades.
Com raras exceções os políticos parecem despreparados para sua gigantesca tarefa de representar o povo. Não raras vezes os partidos escolhem quem pode puxar votos e não quem tem conteúdo para aquele cargo. Ao assistir esse vídeo do polêmico programa televisivo CQC tudo isso se confirma, infelizmente.
Precisamos agir para mudar esse quadro. Para isso, devemos combater o analfabetismo político. Ano que vem teremos eleições municipais. Elegeremos vereadores e prefeitos. Se nos envolvêssemos com a política como o fazemos com o futebol, por exemplo, estou certo, jamais assistiríamos um vídeo como esse acima. Ajude a combater esse analfabetismo.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Fé zera dívidas e transforma dentes em ouro

Fico impressionado como usam esse "Jesus" e esse "Deus". Depoimentos e estratégias como essa são fermento para o meu ateísmo.


Conheci uma dessas "crentes" - da minha maior intimidade - que também recebera uma "benção" desse "Jesus". Ela deitara-se pedindo um sinal de que "Ele" estivesse ao lado dela numa decisão que tomara na vida. Durante a noite, sonhara que "Deus" tocara a sua boca. Ao acordar na manhã seguinte descobriu que alguns dentes que haviam sido restaurados há alguns meses com amálgama foram milagrosamente transformados em ouro. "Olha os dentes do fundo da minha boca. Veja as novas restaurações de ouro que Deus me deu".
Olhei. Não vi ouro nenhum. Talvez por conta da minha descrença. Ela e os irmãos viam, gritavam, cantavam e "louvavam o  Senhor por mais essa benção".
Então, se eu acreditar minhas dívidas milagrosamente desaparecerão e ouro me será presenteado? Vou repensar meu ateísmo.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Cuidado, jacaré na pista

Desmentindo discursos

O jacaré Fritz, que mora há mais de dez anos no Rio Cachoeira no centro de Joinville, está obeso. Fritz é o mais famoso, mas não é o único morador. Outros jacarés e dezenas de tartarugas, por exemplo, moram e sobrevivem no mais poluído rio de Joinville.
Esses bichos se alimentam de comida fornecida pelo próprio rio. Os jacarés comem principalmente peixe. Em média, 10Kg por dia, durante o verão.
Então, é falacioso - para não dizer maquiavelismo de alguns empresários, políticos e governantes - que o rio esteja morto. O Cachoeira, apesar de toda a agressão e constantes crimes ambientais, resiste com vida em profusão. No sítio do IVC há muitas fotos e outros vídeos, e também a lista de fauna levantada por biólogo e sócio da entidade ambientalista, que comprovam a biodivesidade do rio.
O vídeo a seguir é uma peça que pretende conscientizar os joinvilenses, principalmente os motoristas, para redobrar atenção ao trafegar pela avenida Beira Rio. A iniciativa é do IVC que pede ajuda dos internautas à divulgação desse vídeo que também está postado no Youtube em HD



Outra postagem anterior traz mais detalhes sobre uma das saídas do Fritz do Rio Cachoeira.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Bosch Joinville janta comigo

Seriam sete. Poucas horas antes fui informado que poderiam ser nove. Nem um, nem outro. Oito eram os colaboradores da Bosch Joinville que participaram de um jantar na minha casa. Encomendado pela minha filha para uma despedida. A chefe do grupo demitira-se da empresa e está voltando para Campinas, SP.
Edna Queiroz, que está entre eu e Jéssica Andrade, pelo que vi e ouvi no encontro, parece ser estimada por sua equipe. Mas, ela disse sentir muita falta da família, dos amigos, da cidade paulista...




No e-mail que Edna enviou ao grupo ela comenta:


"O jantar foi maravilhoso. Quero agradecer a todos que foram e dizer que senti a falta dos demais, porém compreendo os compromissos particulares de cada um. Agradeço especialmente a Jéssica e ao seu pai que proporcionaram este momento especial nos meus últimos dias aqui em Joinville."

Em postagens anteriores já confessei que gosto de cozinhar e de receber. Mas, este foi o primeiro jantar que fiz por encomenda. Senti-me lisonjeado, pois a Jéssica quis um encontro para demonstrar seu carinho por Edna e compartilhar isso com seus colegas de trabalho. Ela não iria correr riscos. Tinha certeza de que o pai (eu) produziria um bom jantar. Foi o que fiz. Entradas com vinhos. Jantar com salada, salmão ao forno, arroz basmati e camarão ao molho. Acompanhados de vinho branco (espumante), esse do brinde.
A sobremesa a Jéssica trouxe. Doces raramente me levam à cozinha. Exceto quando decido fazer bolinhos de banana. Minha especialidade com acúcar mascavo e outros ingredientes que tem agradado os que os provam.
Enfim, foi uma noite agradável que terminou bem próximo da meia noite. Mas, como era uma quinta-feira, a última do mês de setembro, do início da primavera de 2011, e o outro dia era de trabalho, alguns lamentaram terem perdido uma pitada no cachimbo que teria uma mistura de bom fumo com fiapos de banana. Quem sabe um próximo façamos numa sexta-feira.
Sucesso à Edna que me disse ser especialista em fazer ovo frito.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Como explicar isso? Comunicação é coisa difícil!

A criatividade dos publicitários brasileiros é reverenciada em todo o mundo. Não é para menos. Gosto muito desse vídeo, pois ele também demonstra o quanto um mesmo evento pode ser percebido, e por consequência interpretado, de formas diferentes.
O jornalismo sempre é um recorte da realidade. Dependendo da localização geográfica do observador ou do momento, na linha do tempo, que ele presenciou o evento, sua narrativa pode ser completamente diferente de outro que esteve no local mais cedo ou mais tarde, ou num ângulo diferente de visualização.
Nesse recorte da realidade percebido pela mulher, o ângulo em que ela observa o evento e o momento do seu olhar não deixam dúvidas das intenções do marido... O jornalismo convive o tempo todo com esses dilemas. 

Da mesma forma uma simples vírgula pode mudar completamente a mensagem como se pode conferir nesse texto da ABI (Associação Brasileira de Imprensa).

"Vírgula pode ser uma pausa... ou não: Não, espere. Não espere.
Ela pode sumir com seu dinheiro: 23,4. 2,34.
Pode criar heróis: Isso só, ele resolve.Isso só ele resolve.
Ela pode ser a solução: Vamos perder, nada foi resolvido.Vamos perder nada, foi resolvido.
A vírgula muda uma opinião: Não queremos saber. Não, queremos saber.
A vírgula pode condenar ou salvar: Não tenha clemência! Não, tenha clemência!"

Já esse texto recebi de uma amiga.
"Olhe só como uma vírgula muda tudo: Se você for homem, vai colocá-la depois de TEM...· Se você for mulher, certamente vai colocar a vírgula depois de MULHER.
SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA".
Comunicação é coisa séria, difícil...

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Disputo Prêmio de Jornalismo

Prêmio e jingle
Competindo com outras 110 reportagens em concurso estadual do Prêmio Fatma de Jornalismo 2011 estou entre os 20 classificados para a final que acontece no fim do mês em Florianópolis, SC.
Paraíso das Águas (Poluídas). Essa reportagem publicada na edição 16 do JOG (Jornal O Garuvense) revela a grave situação em que já se encontram alguns rios no município de Garuva no norte do Estado.
Conhecido nacional e internacionalmente por suas riquezas naturais, principalmente os rios de águas cristalinas, por isso divulgado turisticamente como o "Paraíso das Águas", a matéria revela imagens de casas e até galpão de igreja construído dentro de rio denunciando crimes ambientais absurdos.
A reportagem mostra ainda que o município, rico em águas, é um dos mais pobres do país em coleta e tratamento de esgoto com centenas de tubos despejando águas negras em corredeiras transparentes.
O JOG vai completar dois anos em novembro. E na primeira competição de um prêmio tão importante, já estar disputando uma final confirma que praticamos um jornalismo de reconhecida qualidade editorial.
Para rever a edição é só acessar o sítio virtual na internet www.ogaruvense.com.br e clicar em ˜Edições Anteriores" e "016".
Desde o dia 15 deste setembro está na rede mundial de computadores o jingle do JOG. Obra do músico e compositor joinvilense Fábio Cabelo. Especialista na criação de instrumentos musicais alternativos e parceiro da nossa empresa em diversas atividades artísticas, Cabelo é o criador do jingle.
Apesar de durar apenas 15 segundos, a obra contou com a participação de várias pessoas sugerindo textos e mínimas mudanças, mas a criação da letra e música foi do artista e emocionou os envolvidos no processo. "Quando ouvi a primeira vez me emocionei mesmo. O jingle materializa uma conquista da nossa equipe, a consolidação do JOG", afirma meu sócio Jorge Mazotto.
O sentimento não foi diferente com nossa sócia Fabiane Carvalho. "Surpresa e até emoção. O primeiro impacto foi como se a música falasse de um filho meu".
E Daiane Cunha, nossa consultora comercial, diz que gostou muito. "Ele é rápido, comunica bem e o ritmo é interessante. Pega fácil; fiquei cantarolando em seguida".
Segundo o artista, que há oito anos produz obras dessa natureza, quando compõe jingles ele prefere temas musicais alegres, geralmente dançantes. "O texto sempre me baseio no que o meu cliente quer transmitir para o seu público".
Nesse feito para o JOG, Fábio Cabelo usou diversos instrumentos musicais. "Tem bateria, órgão, baixo, violão e trio de metais (saxofone, trompete e trombone", explica.
Se você ainda não ouviu o jingle do JOG aumente o volume do seu computador e acesse o sítio www.ogaruvense.com.br. A música abre junto com a sua tela.

Letra do jingle do JOG
"Jornal O Garuvense
Comprometido com a comunidade
e a verdade
doa a quem doer
O JOG vai mostrar
JOG pra ganhar
Jornal O Garuvense"

Colaboraram na criação do jingle
Fabiane Carvalho - Joinville, SC
Daiane Cunha - Joinville, SC
Jorge Mazotto - Joinville, SC
Altamir Andrade - Joinville, SC
Ilaine Melo - Porto Alegre, RS
Rosângela Fortini - Porto Alegre, RS


quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Fernando de Noronha - Ainda é um sonho

Muitas vezes eu vi essa imagem e desejei eu mesmo fotografá-la.
Esse recorte é meu, enfim, dos "Dois Irmãos"

Era um dos meus projetos de vida. Um dos meus sonhos. Conhecer Fernando de Noronha. Sobrevoei, caminhei, mergulhei e naveguei por esse arquipélago durante quatro dias. Cheguei em Joinville no início da madrugada de 18 de julho e ainda dormi um pouco. Quando despertei e me vi na minha cama, na minha casa... ainda deitado aqueles quatro dias anteriores me pareceram ter sido um longo e dos mais maravilhosos sonhos destes meus 52 anos de vida.


Aos mais chegados costumo dizer que gosto tanto da água que não me surpreenderia se tivesse escamas, ao invés de pele. Não perco uma oportunidade de nadar ou mergulhar. Mas, em nenhum outro mergulho compartilhei tanta exuberância de biodiversidade marinha de flora e fauna. Para qualquer lugar onde se olha tromba-se com um espetáculo da natureza.


Trinta e dois anos atrás eu praticava caça subaquática. Eram outros tempos. A partir dos meus vinte anos arpoar tartarugas, lagostas ou peixes tornaram-se apenas lembranças que não trazem saudades. Desde 1979, os habitantes aquáticos só têm apontados, de mim, equipamentos fotográficos ou de filmagem. Acompanhar o "vôo" de uma tartaruga é uma experiência inesquecível.






Com essa nadei por vários minutos, depois de fotografá-la. Trocamos olhares muitas vezes, eu e ela. Mansa. Dócil. Como jamais eu pudera interagir. Nos meus tempos de caçador elas fugiam rapidamente quando me avistavam. Os animais reconhecem fácil os seus predadores. Em Fernando de Noronha eles são protegidos. Multas pesadas e fiscalização constante aliadas à consciência ambiental de praticamente todos que para lá vão criaram um ambiente de convívio que aquele santo, Francisco de Assis, nem seria notado se passasse por lá nesses tempos.
Devo fazer outras postagens dessa minha experiência com outras fotos que me revelaram peixes e cores que só os via em filmes, na internet, nos documentários, em sonhos...
Essa primeira postagem vou finalizar com um vídeo. Está registrado quando um albatroz tentou devorar meu dedo. Al-ba-troz!


terça-feira, 30 de agosto de 2011

Jornalismo continuado, denúncia tem desdobramento

Quando escrevíamos a edição 45 do JOI recebemos a notícia de que o denunciante, Leonardo Aguiar Morelli, secretário geral da Defensoria Social, estava se afastando das atividades profissionais para dedicar-se à saude. Enviou-nos um e-mail tornando público sua grave condição:
"Companheiros e companheiras,
Como já havia comentado com alguns, desde 2004, enfrento um grave desafio pessoal na questão da saúde. Um tumor no cérebro cujo desenvolvimento me leva a – periodicamente – ter de fazer exames especializados no Brasil e na Suíça. Há alguns meses esperava a confirmação para a realização de uma nova bateria de exames no hospital da UNIFESP em São Paulo. São exames
preliminares para os que são feitos no exterior. Ocorre que na terça passada recebi um telefonema da administração do Hospital, para liberação e realização dos exames neste dia 25 de agosto, o que me obrigou à ausência na reunião programada para ser realizada em Seropédica
no Rio.
Hoje passei pela primeira bateria e os resultados foram NADA ANIMADORES, embora ainda seja necessária uma segunda bateria cujos equipamentos não existem no Brasil. Esses exames complementares vinham sendo feitos, desde 2006 a cada 2 anos na Universidade de Genebra que mantem um dos melhores centros de diagnóstico por imagem em 3D especializada em oncologia cerebral.
Diante desse drama pessoal, peço perdão a todos, mas terei de me afastar completamente das atividades em que estava engajado, pelo menos até dezembro, pois agora preciso juntar recursos para viagem e para custear os exames que são muito caros.Tenho que cuidar da família – inclusive preparando-os para eventualidades tristes, mas inevitáveis.
Costumo dizer que a morte é a única certeza da vida, para a qual os vivos nunca se preparam. Tento fazer diferente desde que li um livro que todos deveriam ler: “A última grande lição – O sentido da vida” que conta a história de vida e morte de um professor de sociologia dos EUA, a lição de vida de doente terminal com uma doença incurável.
Fraternidade e bem a todos e todas. Até breve.
LM
"

Estamos torcendo para que ele vença mais essa batalha. E se você quiser se contextualizar com o tema mais aprofundadamente, seguem os links das publicações que temos feitos em nossos jornais e também nesse blog.
Edição 748 do JOV (Jornal O Vizinho) - Edição comemorativa de aniversário de Joinville com destaque de capa para o tema (reuso de areias de fundições) com entrevista exclusiva do representante da CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil) nas páginas 6 e 7.
Edição 750 do JOV - Destaque de capa para entrevista com o Bispo Diocesano de Joinville, Dom Irineu Roque Scherer e editorial sobre a denúncia da Defensoria Social.
Edição 751 do JOV - Destaque de capa para o embate sobre o tema com publicação na íntegra, de nota da Tupy Fundições S.A. (direito de resposta) e alerta da Defensoria Social sobre o que qualifica de ações intimidatórias da empresa contra o jornal, nas páginas 4 e 5.
Edição 032 do JOG (Jornal O Garuvense) - Nota na página 8 sobre a repercussão nacional feita no JOV.
Postagem neste blog sobre a reação da empresa contra esse jornalista e o JOV
Edição 040 do JOI - (Jornal O Joinvilense) - Destaque de capa para os riscos do reuso de areias de fundições contaminadas com o cancerígeno fenol e complemento de reportagem na página 3.
Edição 033 do JOG - Nota na página 8 sobre o embate do reuso das areias de fundições
Edição 752 do JOV - Destaque de capa alerta que a Calçada do 62 BI pode ser apenas a ponta do iceberg com reportagem da cobertura jornalística de audiência pública na CVJ (Câmara de Vereadores de Joinville) nas páginas 6 e 7 e comentário em editorial.
Edição 33 do JOG - Destaque na coluna de meio ambiente na página 8 sobre o evento na Câmara de Vereadores de Joinville.
Postagem neste blog sobre a repercussão do tema noutros veículos de comunicação.
Edição 753 do JOV - Destaque de capa para as novas denúncias feitas por vereadores contra o reuso de areias de fundições e repercussão do tema noutros veículos nas páginas 6 e 7.
Edição 37 do JOG - Destaque na coluna de meio ambiente na página 8 sobre a denúncia nacional contra a Tupy Fundições S.A. no Anuário Brasil Sustentável.
Postagem neste blog com o alerta de radialista à atitude perigosa da Tupy contra jornalista joinvilense.
Postagem neste blog de entrevista com o presidente do Sindicato dos Jornalistas sobre o tema.
Edição 760 do JOV  - Destaques de capa para resposta da Fatma/SC aos questionamentos feitos pelos vereadores sobre o reuso das areias de fundições
Edição 761 do JOV - e edição 046 do JOI - Destaques de capa para resposta do prefeito de Joinville às perguntas dos vereadores sobre os casos de suspeita de câncer e suas relações com as areias de fundição
Edição 045 do JOI - Destaque de capa para a resposta da Fatma que faz crescer suspeita contra fundição
Edição 046 do JOIDestaque de capa para resposta do prefeito de Joinville às perguntas dos vereadores sobre os casos de suspeita de câncer e suas relações com as areias de fundição

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Num "puteiro" realizei a minha mais inusitada consultoria

Era uma manhã primaveril quando atendi o telefone e do outro lado um empresário me solicitou uma visita para avaliar se eu poderia ajudá-lo diante de dificuldades que seu negócio vinha enfrentando. Fiz algumas perguntas, mas ele me pediu para conversarmos pessoalmente indicando-me o endereço na zona sul de Joinville, SC. No dia seguinte eu estava à frente da porta que tinha uma discreta placa identificando "Casa de Massagens". Confesso que minha primeira reação foi acreditar que eu havia anotado errado o endereço. Mas, entrei para me informar e confirmei estar no local certo ao ser atendido por uma mulher de meia idade que antes de qualquer coisa me rastreou como os raios de um leitor de código de barras.
Identifiquei-me. Um sorriso dela, de frustração, que eu só fora saber da própria, alguns dias depois, o por quê. Disse que me aguardava e levou-me ao escritório da administração. Lá estava o empresário e, no mesmo ambiente, duas outras belas mulheres.
A primeira frase dele foi: "Andrade, tô fudido e preciso saber se podes me ajudar". Assim, sem qualquer intimidade o "tô fudido" me deixou consternado, mas respirei fundo (discretamente) olhando para as duas beldades que não demonstravam qualquer constrangimento e, já voltado para ele, pedi que me explicasse exatamente o que era o empreendimento e me relatasse as expectativas com o meu trabalho.
"Já vistes que isso aqui é um puteiro, não é mesmo?". Outro susto e ouvi risinhos das moças; mas tomado por uma "vergonha alheia" não olhei para elas, dessa vez. Dali em diante preferi ignorar a presença das duas que poucos minutos depois era só uma e, um pouco mais tarde éramos só o empresário e o consultor. Acreditem, mas isso me deixou mais a vontade e, com quase uma hora de conversa, tive certeza de poder ajudá-los.
Comecei empreendendo na minha vida como consultor empresarial. Há um quarto de século que deixei de ser "rabo de tubarão para ser cabeça de sardinha". Durante os quase dez anos que trabalhei na ex Cia Hansen Industrial, agora Tigre S.A., posso afirmar que tive uma carreira meteórica com promoções anuais e aumentos salariais presos aos planos de cargos e salários que para mim nunca eram justos considerando o quanto eu incrementava com o meu trabalho o aumento de produtividade e a melhoria da qualidade por onde passava e que resultavam em grandes economias e crescente faturamento.
Tornei-me um especialista nessas áreas (melhoria da qualidade e aumento da produtividade com base na gestão participativa) e fiz implantações pioneiras no Grupo que hoje é um dos maiores do setor no mundo. Essa trajetória pode ser confirmada no meu
sítio pessoal que mantenho na internet.
Eu estava no meu primeiro casamento e gestávamos a minha primeira filha. Decidi que era hora de ganhar o que achava justo e avisei meu superior, que era uma liderança que me ensinou muito, engenheiro Alberto Gerlloff. Conversei com ele e esperei minha "folha de pagamento". O aumento que intercedera veio, mas não no percentual que eu havia pedido. A empresa já ultrapassara, com mais essa intervenção pessoal dele, as regras do jogo do setor de recursos humanos. Demiti-me menos de dez minutos depois e fui trabalhar numa empresa concorrente que me ofereceu salário várias vezes maior; fiquei lá só apenas seis meses, pois eu começava a fazer por eles o que estava fazendo nos últimos nove anos e sabia como isso iria acabar. Decidi antecipar o futuro e demiti-me, novamente, já aproveitando para acompanhar o parto do nascimento da minha filha, que assisti de corpo presente e que depois disso fiquei em casa cuidando dela por seis meses enquanto montava a empresa: Kaizen Treinamento e Assessoria Empresarial.

Quando a criaturinha sentou-se sozinha eu já estava com a empresa montada, legalizada e pronta para o primeiro trabalho. Este, no "puteiro", não foi o primeiro. Mas, o caso mais inusitado. Hoje, só em casos especialíssimos ajudo amigos e conhecidos em seus negócios. Afinal, já estou acumulando quase trinta anos de experiência e minha veia empreendedora tem-me lançado a novos desafios, frequentemente, raramente não acertados. E isso tem feito com que alguns me peçam ajuda, de vez em quando.
A prostituição é uma das profissões mais antigas do mundo. Naquele episódio despi-me, o máximo que pude, do preconceito, e assumi a personagem do profissional que eu era na época. Anotei todas as informações que extraí do empresário. Daí pra frente tudo foi mais fácil.
Por que esse tema agora?
É que na tarde chuvosa de 25 de agosto de 2011, passei em frente ao local com um amigo (Dr.Água) e relembrei a experiência contando-a. Então, vi que essa é uma história "excitante" - confirmada pela reação dele - e por isso decidi socializá-la com meus leitores.
A casa tinha 20 mulheres. Marquei uma reunião com todas na semana seguinte indicando que elas deveriam estar vestidas como o fazem para receber os seus clientes, ou potenciais clientes.
Foi numa segunda-feira. Fim de tarde. Na maior sala da casa lá estavam elas. Pedi para que acendessem todas as luzes. Tomei um susto. Fiz uma análise do "produto" como se fosse "consumidor".
Depois desse primeiro contato visual coletivo expliquei detalhadamente o que eu faria ali e, para minha surpresa elas já sabiam e estavam animadíssimas. Todas, sem exceção, foram muito solícitas comigo durante todo o trabalho, o que me facilitou sobremaneira, apesar de algumas terem sofrido com isso. Estas, eu nunca mais as vi.
Anotei como eram os trajes de cada uma, maquiagem, sensualidade, postura, trejeitos.
Criei clima de descontracão ampliada com o fornecimento de bebida para todas, pois concordo com um sábio que disse: "A humanidade está três doses atrasada". No meio da noite todas já estavam distante desse "atraso". Foi quando comecei minha "inspeção individual" num outro ambiente, menor e ainda mais iluminado. Cada uma delas ficava em torno de cinco minutos como vieram ao mundo para algumas fotos.

O quadro que se apresentou foi desanimador.
- Dez delas nem deficiente visual se arriscaria pois o tato revelaria os excessos de pele, gordura e irregularidades de pele. Em algumas delas a "pelhanca" escondia mais da metade de onde deveriam estar os pêlos pubianos. Visualmente eram "produtos de péssima qualidade" e que dificilmente seriam consumidos. Pude confirmar isso posteriormente em anotações pouco organizadas do faturamento da casa.
- Cinco delas o "consumidor" precisaria ter bebido meia garrafa de um bom uísque para encarar.
- Três eram mulheres que homens mais exigentes dariam uma espiada mas não fariam muito esforço para conquistá-las.
-Duas, aquelas que estavam na sala do empresário quando eu cheguei, eram disputáveis.
Quando cheguei lá a casa tinha 20 mulheres e média de 15 programas por noite.
Aquela que me recebeu no primeiro dia era uma do grupo das três e pensara que eu era um "cliente" novo. Ao saber que se tratava do consultor esboçou aquele sorriso frustrado...
A primeira decisão foi reduzir o quadro. Imediatamente cinco delas foram demitidas, aquelas (dentre as dez) que raramente eram "contratadas". Com as 15 tive uma conversa sobre mudanças comportamentais, de vestuário, de linguajar etc. Acreditem, as mais feias eram as mais resistentes às mudanças. Quinze dias depois a casa tinha só dez mulheres trabalhando. Quase fui dispensado. As duas beldades eram quase exclusivas do empresário. Tive de convencê-lo de que "Onde se ganha o pão não se come a carne". Foi difícil, por uma delas ele estava apaixonado.
A casa adotou como estratégia manter aquelas cinco mais atraentes e belas sempre na recepção, com ambiente mais iluminado. As outras cinco no ambiente do bar, mais escuro. As duas "tops"eram as que menos se insinuavam e serviam de "isca" para as demais.
No fim do trabalho a casa faturava quatro vezes mais e tinha metade do quadro. A produtividade aumentou para média de quatro programas por noite por trabalhadora.
As duas beldades tinham preços quase proibitivos para os frequeses que a casa tinha. Os preços diminuíam na mesma proporção da "qualidade" do "produto". A clientela aumentou consideravelmente. Se antes as belas se perdiam no meio das feias, agora elas se destacavam e eram as imagens marcantes nos ambientes iluminados. A clientela mudou.
Encontrei alguns "figurões" lá, na última semana. Pensavam que eu era cliente, também. Agora, se algum deles ler isso, vai saber que onde eles se divertiam eu trabalhava.
As duas belas se entregaram de corpo e alma para os clientes da casa e o empresário seguiu o meu conselho. Quando o encontrei, alguns meses depois, ele estava muito bem. "Tenho uma só para mim lá na Marlene". E ele acreditava no que dizia... Mas, estava feliz e isso é o que importa, não é mesmo?

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Clip de Michael Jackson censurado nos EUA

Há três anos nascia em Joinville, SC, uma entidade ambientalista para ser consolidada no voluntariado. Neste mês de agosto diversas atividades têm marcado a iniciativa que reúne cidadãos dos mais diversos níveis sociais dispostos a promover educação e conscientização ambiental além de fiscalizar e denunciar as agressões ao meio ambiente.
Ao acessar o sítio do IVC na internet tem-se uma visualização da dimensão desta ONG (organização Não Governamental) que está se transformando em OSCIP (Organização Social Civil de Interesse Público).
Atentos às iniciativas que possam ajudar o IVC a atingir seus objetivos estatutários esses ambientalistas têm divulgado em suas redes obras que ajudem a promover a conscientização para a construção de um mundo com melhor qualidade de vida.
Assim, convido você a assistir um video clip do "imortal" Michael Jackson. Uma obra censurada no seu país que ainda é o maior poluidor e destruidor dos recursos naturais do planeta. Ao assistir a obra musical você vai entender o porquê da censura.
Assista e divulgue-o para a sua rede.


Letra da música Earth Song e tradução:

Earth Song What about sunrise
What about rain
What about all the things
That you said we were to gain
What about killing fields
Is there a time
What about all the things
That you said was yours and mine
Did you ever stop to notice
All the blood we've shed before
Did you ever stop to notice
This crying Earth, its' weeping shore

Aaaaaaaaah Oooooooooh
Aaaaaaaaah Oooooooooh

What have we've done to the world
Look what we've done
What about all the peace
That you pledge your only son
What about flowering fields
Is there a time
What about all the dreams
That you said was yours and mine
Did you ever stop to notice
All the children dead from war
Did you ever stop to notice
This crying Earth, its' weeping shore

Aaaaaaaaah Oooooooooh
Aaaaaaaaah Oooooooooh

I used to dream
I used to glance beyond the stars
Now I don't know where we are
Although I know we've drifted far

Aaaaaaaaah Oooooooooh
Aaaaaaaaah Oooooooooh

Aaaaaaaaah Oooooooooh
Aaaaaaaaah Oooooooooh

Hey, what about yesterday
(What about us)
What about the seas
(What about us)
Heavens are falling down
(What about us)
I can't even breathe
(What about us)
What about apathy
(What about us)
I need you
(What about us)
What about nature's worth
(ooo, ooo)
It's our planet's womb
(What about us)
What about animals
(What about it)
Turn kingdom to dust
(What about us)
What about elephants
(What about us)
Have we lost their trust
(What about us)
What about crying whales
(What about us)
Ravaging the seas
(What about us)
What about forest trails
(ooo, ooo)
Burnt despite our pleas
(What about us)
What about the holy land
(What about it)
Torn apart by greed
(What about us)
What about the common man
(What about us)
Can't we set him free
(What about us)
What about children dying
(What about us)
Can't you hear them cry
(What about us)
Where did we go wrong
(ooo, ooo)
Someone tell me why
(What about us)
What about baby boy
(What about it)
What about the days
(What about us)
What about all their joy
(What about us)
What about the man
(What about us)
What about the crying man
(What about us)
What about Abraham
(What about us)
What about death again
(ooo, ooo)
Do we give a damn

Aaaaaaaaah Oooooooooh
Aaaaaaaaah Oooooooooh

Canção da Terra
O que aconteceu com o nascer do sol?
O que aconteceu com a chuva?
O que aconteceu com todas as coisas,
Que você disse que iríamos ganhar?
O que aconteceu com os campos de extermínio?
Essa é a hora.
O que aconteceu com todas as coisas,
Que você disse que eram nossas?
Você já parou para pensar em
Todo o sangue derramado antes de nós?
Você já parou para pensar que
A Terra e os mares estão chorando?

Aaaaaaaaah Oooooooooh
Aaaaaaaaah Oooooooooh

O que fizemos para o mundo?
Olhe o que fizemos.
O que aconteceu com toda a paz?
Que você prometeu a seu único filho?
O que aconteceu com os campos floridos?
Essa é a hora.
O que aconteceu com todos os sonhos
Que você disse serem nossos?
Você já parou pra pensar,
Sobre todas as crianças mortas pela a guerra?
Você já parou para pensar que
A Terra e os mares estão chorando?

Aaaaaaaaah Oooooooooh
Aaaaaaaaah Oooooooooh

Eu costumava sonhar
Costumava viajar além das estrelas
Agora já não sei onde estamos
Embora saiba que fomos muitos longe

Aaaaaaaaah Oooooooooh
Aaaaaaaaah Oooooooooh

Aaaaaaaaah Oooooooooh
Aaaaaaaaah Oooooooooh

O que aconteceu com o passado?
(O que aconteceu conosco?)
O que aconteceu com os mares?
(O que aconteceu conosco?)
O céu está caindo
(O que aconteceu conosco?)
Não consigo nem respirar
(O que aconteceu conosco?)
E a apatia?
(O que aconteceu conosco?)
Eu preciso de você.
(O que aconteceu conosco?)
E o valor da natureza?
(ooo, ooo)
É o ventre do nosso planeta.
(O que aconteceu conosco?)
E os animais?
(O que aconteceu conosco?)
Fizemos de reinados, poeira.
(O que aconteceu conosco?)
E os elefantes?
(O que aconteceu conosco?)
Perdemos a confiança deles?
(O que aconteceu conosco?)
E as baleias chorando?
(O que aconteceu conosco?)
Estamos destruindo os mares
(O que aconteceu conosco?)
E as florestas?
(ooo, ooo)
Queimadas, apesar dos apelos
(O que aconteceu conosco?)
E a terra prometida?
(O que aconteceu conosco?)
Dilacerada pela ganância
(O que aconteceu conosco?)
E o homem comum?
(O que aconteceu conosco?)
Não podemos libertá-lo?
(O que aconteceu conosco?)
E as crianças morrendo?
(O que aconteceu conosco?)
Não consegue ouvi-las chorar?
(O que aconteceu conosco?)
O que fizemos de errado?
(ooo, ooo)
Alguém me fale o porquê
(O que aconteceu conosco?)
E os bebês?
(O que aconteceu conosco?)
E os dias?
(O que aconteceu conosco?)
E toda a alegria?
(O que aconteceu conosco?)
E o homem?
(O que aconteceu conosco?)
O homem chorando?
(O que aconteceu conosco?)
E Abraão?
(O que aconteceu conosco?)
E a morte de novo?
(ooo, ooo)
A gente se importa?

Aaaaaaaaah Oooooooooh
Aaaaaaaaah Oooooooooh


terça-feira, 9 de agosto de 2011

CEO com Ênfase em Liderança

A diretoria do COL (Clube de Oratória e Liderança) de Joinville investe no CEO (Curso de Excelência em Oratória) com Ênfase em Liderança. A decisão foi tomada na assembleia do dia 8 de agosto que decidiu ações de divulgação do curso.COLeanos e diretores reunidos para discutir estratégias de divulgação do COL e dos seus cursos: Jéssica Andrade, Jaira e Mário Lúcio Floriani, João Carlos Farias, Roberto Neotti, Mônica Robert, Genoveva Francescone e Rúbia Welter

Dois vídeos resgatam parte da história do clube que já tem 32 anos e formou mais de 2500 líderes e oradores, os quais, na sua maioria, ocupam postos de destaque em suas atividades profissionais, políticas ou sociais.

No primeiro vídeo de menos de dez minutos há uma ênfase para a liderança. No segundo, o reconhecimento político da entidade que se consolida no voluntariado.

O CEO é um curso voltado às pessoas que já ocupam espaços de liderança e ou tem a oratória como uma das ferramentas do seu dia a dia. Este curso é fruto de mais de 32 anos de experiência acumulada e destina-se especialmente àqueles que atuam nas diversas áreas da comunicação humana: jornalistas, radialistas, telejornalistas, apresentadores de programas de rádio e televisão, palestrantes, artistas, vereadores, deputados e administradores públicos.

O CEO (CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM ORATÓRIA COM ÊNFASE EM LIDERANÇA) é particularmente estruturado para transformar em especialistas na comunicação empreendedores, gerentes e diretores de empresas, promotores, juízes, advogados, religiosos, líderes comunitários, professores, instrutores de cursos, palestrantes, estudantes, universitários e presidentes de ONGs e OSCIPs.
Conduzido em linguagem adequada às particularidades de cada participante, tem na diversidade cultural do grupo importante elemento didático e consolida-se na prática de aproximadamente 500 exercícios analisados e comentados pelos instrutores.
O principal objetivo do CEO é abordar teoria e prática da comunicação humana, nas suas mais variadas situações, para eliminar as inadequações, aperfeiçoar as qualidades e formar oradores articulados e positivos para enfrentar os desafios da oralidade e da liderança.
Durante o curso os participantes têm condições de resgatar a natureza humana da oralidade e desenvolver, aperfeiçoar a liderança para os mais diversos desafios comunicacionais e profissionais. Informações completas do curso estão na internet.

Quem está liderando a divulgação do CEO é a diretora de comunicação do COL, empresária Rúbia Welter, que na foto está espremida entre duas outras COLeanas.
O CEO será realizado em parceria com uma das mais respeitadas instituições de ensino de Joinville, o Colégio Bom Jesus/Ielusc.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Sindicato analisa posicionamento em defesa de jornalista

Estranheza e perplexidade. Assim reagiu o presidente do SJSC (Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina), Rubens Lunge

A estranheza foi na atitude da Tupy Fundições S.A. de emitir nota paga em jornais "atacando" esse jornalista e o JOV (Jornal O Vizinho). Tanto um como o outro foram os intermediários entre um denunciante e a população na prática da comunicação social. Trata-se do caso do reuso de areias de fundições que desde março deste ano algumas edições dos nossos jornais têm abordado o tema dada a gravidade das denúncias feitas pelo secretário geral da Defensoria Social, Leonardo Aguiar Morelli.
A nota paga pela indústria e mais recentemente um comunicado da Fatma podem ser interpretados como tentativa, dos envolvidos na prática posta em dúvidas, de intimidar o jornalista e a continuação das reportagens.

A diretoria do SJSC reuniu-se recentemente e estuda o caso para decidir o que fazer sobre essas ocorrências.
A perplexidade foi noutra atitude, de juiz da comarca de Garuva, que também acumulava a função de diretor do Foro daquele município de, por via judicial, tentar obrigar o jornalista a revelar nomes de suas fontes que resultaram em reportagem no JOG (Jornal O Garuvense) nas edições 028 e 029 e editorial da edição 035.
Segundo o presidente do SJSC, infelizmente, reações como essa não são incomuns em Santa Catarina. O Estado tem quatro mil registros profissionais de jornalistas. Destes, 1.300 estão sindicalizados e 400 com suas obrigações sindicais em dia. Em recente encontro em Florianópolis, Rubens Lunge recebeu em mãos as edições dos referidos jornais bem como cópias de outros documentos entre eles os ofícios da Fatma



Para os interessados, vou destacar os links das postagens e edições dos nossos jornais que abordaram o tema e seus desdobramentos deste o início, que já tem registro de retaliação alguns anos atrás e está devidamente documentado no meu trabalho de conclusão do curso de jornalismo, no meu sítio pessoal http://www.andrade.jor.br/ com o título "A prática do jornalismo científico em jornal comunitário e seus tensionamentos".

Para você acompanhar todos os desdobramentos na íntegra:
Edição 748 do JOV (Jornal O Vizinho) - Edição comemorativa de aniversário de Joinville com destaque de capa para o tema (reuso de areias de fundições) com entrevista exclusiva do representante da CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil) nas páginas 6 e 7.
Edição 750 do JOV - Destaque de capa para entrevista com o Bispo Diocesano de Joinville, Dom Irineu Roque Scherer e editorial sobre a denúncia da Defensoria Social.
Edição 751 do JOV - Destaque de capa para o embate sobre o tema com publicação na íntegra, de nota da Tupy Fundições S.A. (direito de resposta) e alerta da Defensoria Social sobre o que qualifica de ações intimidatórias da empresa contra o jornal, nas páginas 4 e 5.
Edição 032 do JOG (Jornal O Garuvense) - Nota na página 8 sobre a repercussão nacional feita no JOV.
Postagem neste blog sobre a reação da empresa contra esse jornalista e o JOV
Edição 040 do JOI - (Jornal O Joinvilense) - Destaque de capa para os riscos do reuso de areias de fundições contaminadas com o cancerígeno fenol e complemento de reportagem na página 3.
Edição 033 do JOG - Nota na página 8 sobre o embate do reuso das areias de fundições
Edição 752 do JOV - Destaque de capa alerta que a Calçada do 62 BI pode ser apenas a ponta do iceberg com reportagem da cobertura jornalística de audiência pública na CVJ (Câmara de Vereadores de Joinville) nas páginas 6 e 7 e comentário em editorial.
Postagem neste blog sobre a repercussão do tema noutros veículos de comunicação.
Edição 753 do JOV - Destaque de capa para as novas denúncias feitas por vereadores contra o reuso de areias de fundições e repercussão do tema noutros veículos nas páginas 6 e 7.
Postagem neste blog com o alerta de radialista à atitude perigosa da Tupy contra jornalista joinvilense.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Radialista alerta atitude "perigosa" da Tupy contra jornalista de Joinville

Líder em audiência em Joinville com seu programa matinal Breakfast da Rádio Cultura AM/FM e Jovem Pan, o radialista Osny Martins, no dia 27 de maio de 2011, destacou o tema que temos abordado com prioridade editorial em nossos jornais nos últimos meses. O caso do reuso das areias de fundições ficou, inclusive, com uma enquete na internet no sítio www.osnymartins.com.br.
Na ocasião, Martins destaca o "ranço ditatorial de décadas passadas" promovido pela Tupy Fundições S.A. de forma pessoal contra mim. Segue, na integra, o que comentou o radialista:

"Muito disputada a enquete de nosso site esta semana. Como você analisa a denúncia sobre a reutilização da areia usada em fundição? A maior parte da população, porém, mostrou-se ou preocupada seriamente com a denúncia, ou pelo menos querendo estudos e análises profundas e técnicas sobre o caso. Estão com estas alternativas um total de 51,4% do total de votantes.
Já pelo outro lado, dizendo que a denúncia é bobagem e que a sua reutilização não tem problema algum estão 46,5% do total. Votaram na alternativa “Não sei responder” os restantes 2,1%.
Por mais respeito que tenhamos com as pessoas que estão denunciando o caso, parece claro que torcemos pelas empresas que reutilizam a areia, afinal de contas, Joinville já está enfrentando problemas demais, para ter que encarar mais este. Tomara que tudo fique explicado e que a ação em favor do reuso da areia de metalúrgica seja confirmada como uma ação válida e ecologicamente correta. Seria muito bom para Joinville.
Entretanto, cumpre deixar claro que causou estranheza a forma totalmente desbaratada como os acontecimentos se sucederam em torno do caso. Não foram poucos os tuítes, os e-mails e até ligações telefônicas que recebemos de forma grosseira e covarde. Gente em boa parte desqualificada e mal educada que tinha a clara missão de intimidar ou de encerrar o assunto. Do que tem medo?
Alguns chegaram a transbordar seu ranço anti-democrático ao explicar que por participarem de alguma forma de pesquisas sobre o assunto, não admitia o beneplácido da dúvida, da busca por análises e estudos independentes e técnicos.
Por mais que torçamos para que as empresas estejam cobertas de razão e que tudo não passe de equívoco, jamais poderemos fazer vistas grossas a uma denúncia feita por pessoa que merece respeito, vinda de uma entidade de mais respeito ainda, como a CNBB.
Por isso mesmo, lamentavelmente, somos obrigados aqui a alertar a sociedade joinvilense pela forma grotesca como algumas empresas, inclusive de fora de Joinville, se portaram diante do episódio. Evidência disso foi levar claque a uma audiência pública na Câmara de Vereadores. Claque? Pra que claque numa discussão técnica? A massa de manobra foi levada por empresas ao Legislativo para tentar minimizar a denúncia. O que conseguiram foi exatamente o contrário.
Ao agir desta forma pouco inteligente, as empresas mostraram claramente o medo que tem da denúncia. Caso contrário, munida de pesquisas que dizem possuir, não deveria haver qualquer temor que análises técnicas profundas e independentes, fossem realizadas. O que temem?
Outra postura perigosamente interessante que percebemos e que, igualmente, causou estranheza, foi a forma desnecessariamente áspera com que uma empresa se referiu não ao técnico que faz a denúncia, mas ao jornalista que a veiculou, num claro ranço ditatorial de décadas passadas. A culpa é da imprensa? Altamir Andrade do jornal O Vizinho sofreu uma clara tentativa de ser desacreditado, quando caberia a empresa simplesmente manifestar seu ponto de vista. O ato evidenciou de novo, que por trás da denúncia, uma verdade muito diferente da que queremos pode surgir. Só isto justificaria a falta de compostura de alguns, o uso da massa de manobra e de alguns técnicos que não explicaram até agora o que temem?
A própria votação em nosso site é outro ponto claro da ação orquestrada por empresas. Caso contrário, parece óbvio, a sociedade joinvilense que vê na denúncia pelo menos algo a ser investigado, teria uma vantagem muito maior do que realmente aconteceu. Por todo este quadro, infelizmente, chegamos a conclusão de que pode ter sujeira neste meio mesmo. Só teme investigação de uma denúncia quem tem algo a esconder.
Se a denúncia estivesse sendo feita por alguém de Joinville, com interesse politiqueiro por exemplo, poderia ainda se argumentar que o cara estaria visando quem sabe uma candidatura a vereador no ano que vem. Não é o caso. O técnico que faz a denúncia não é daqui, é funcionário da CNBB que realiza, por seu lado, a campanha da fraternidade 2011 voltada ao meio ambiente.
O símbolo deste quadro pode ser retratado na postura do vereador Roberto Bisoni demonstrada na Câmara, durante a audiência pública. Ele disse com sua tradicional e natural fala fácil e simples: “… então é por isso que tem tanta gente com câncer na vizinhança da empresa”!!!
Pelo sim, pelo não, por que não investigar? O que temem as empresas? Não é melhor sanear quaisquer dúvidas e prosseguir depois num trabalho reverenciado pela seriedade e comprovadamente livre de toxicidade? Preferem continuar nesta postura de buscar ridicularizar jornalista e desqualificar o denunciante, além de mandar sua massa de manobra pressionar? Tá pegando muito mal e deixando transparecer muito claramente que empresas que reutilizam a areia da metalurgia tem o que esconder… tem o que temer."

terça-feira, 24 de maio de 2011

Das minhas janelas

Podemos dividir a humanidade em dois grupos, criacionistas e evolucionistas. Os primeiros acreditam que o homem é obra de um "Deus" que o fez a Sua imagem e semelhança. Os do segundo grupo, do qual faço parte, creem que somos seres em evolução há milhões de anos.
Apesar disso, gosto do livro dos cristãos. A bíblia é um livro espetacular, reconheço. Tem uma passagem no Antigo Testamento que diz: "Monte de Deus é o monte de Basã, monte elevado é o monte de Basã. Por que tendes inveja, montes elevados, do monte que Deus escolheu para morar? O Senhor vai morar nele sempre". (Sl 68, 16-17.
Moro num monte que para mim pode ser o Basã que nenhum cristão ainda pode afirmar com certeza qual é essa montanha na qual Deus quis morar.  Das janelas da minha casa tenho paisagens fantásticas.

Nesse vídeo feito no mês de abril uma amostra do que vejo da janela do meu quarto com frequência. Essa bela ave é um "Jacu", típico da Mata Altântica. Bandos deles frequentam meu quintal e árvores. Chegam a ter o tamanho de um peru.
Aqui mais um momento único. Parte do bando caminha no gramado com uma elegância e despreocupação doméstica. Ainda não tenho certeza, mas me parece que o de papo vermelho é o macho.

O amanhecer visto do meu monte é uma obra de arte dinâmica. Fiz duas outras postagens nesse blog sobre o local: http://jornalistaandrade.blogspot.com/2011/01/brincando-com-lua.html e http://jornalistaandrade.blogspot.com/2011/01/bons-lugares-para-viver.html com algumas fotos.
Me considero um privilegiado. Além dessas enormes aves uma pequena e de grande valor comercial começa a frequentar minhas janelas. Trata-se do curió.
Mas, como nem tudo é perfeito, gatos da vizinhança (pelo menos três) também têm aparecido por aqui. Por enquanto só tenho visto penas de rolinhas pelos gramados. Menos mal. Elas são tão "idiotas" quanto as gaivotas do filme Procurando Nemo. Por isso não me incomodo muito. Espero nunca encontrar penas de saíras, curiós, jacus, jacutingas, tucanos... Ai, meu Deus!

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Em breve mais um jornal na região norte de Santa Catarina

Araquari, SC, município vizinho de Joinville, já articula lançamento da primeira edição do seu jornal

"Olha a macuquinha ali". Assim exclamou o prefeito de Araquari, em comemoração, ao ver na internet a página do Jornal O Araquariense no sítio http://www.oaraquariense.com.br/ na manhã do dia 20 de maio de 2011.
Prefeito João Pedro Woitexem (PMDB) e o Vice-Prefeito Paulino Sérgio Travasso vibram ao ver a imagem do trem (Macuquinha) em frente à prefeitura como papel de fundo no sítio do jornal de Araquari na internet

O empresário Jorge Mazotto reuniu-se com o prefeito e o vice-prefeito de Araquari para articular o lançamento da primeira edição do JOARA (Jornal O Araquariense). O encontro contou também com a presença do Secretário Executivo da ACIAA (Associação Empresarial e Agrícola de Araquari). Arnaldo Cunha saiu do encontro comprometido com os demais de convocar uma reunião na entidade empresarial para o prefeito João Pedro Woitexem sensibilizar os empresários ao apoio para o lançamento do jornal.
João Pedro Woitexem, Paulino Sérgio Travasso, Arnaldo Cunha e Jorge Mazotto estão empenhados na viabilização do jornal de Araquari

Segundo o prefeito, o lançamento de um jornal exclusivo do município é uma iniciativa oportuna, pois a cidade está em acelerado crescimento, muitas empresas estão se instalando e os órgãos públicos também poderão se comunicar melhor com os munícipes.
Acompanhei a reunião como jornalista e editor executivo do novo jornal que teve um primeiro encontro informal de avaliação de oportunidade a pouco mais de um ano.
Há 20 anos editando o JOV (Jornal O Vizinho), a empresa (Bureau de Comunicação) é proprietária também do JOI (Jornal O Joinvilense) e do JOG (Jornal O Garuvense). "Pretendemos lançar e consolidar o JOARA ainda em 2011", diz o empresário Jorge Mazotto.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Areias de fundição. Prossegue o embate

O tema ganha repercussão também em outros veículos, como o jornal Gazeta de Joinville na edição 372 de 16 a 20 de maio de 2011com reportagem de página inteira (8). O mesmo em rádio que durante a mesma semana foi um dos temas mais debatidos na Rádio Jovem Pan/Cultura AM-FM de Joinville no programa Breakfast do radialista Osny Almeida Martins

Na edição 748 do JOV (Jornal O Vizinho), comemorativa aos 160 anos de Joinville, publicamos entrevista exclusiva com o Secretário Geral da Defensoria Social, jornalista Leonardo Aguiar Morelli. A matéria denuncia a inadequada reciclagem das areias de fundição da Tupy na produção de tijolos que pavimentam a calçada que contorna o 62o BI (Batalhão de Infantaria) no bairro Atiradores. Ele afirma que o material é contaminante de graves conseqüências à saúde humana por conter elemento cancerígeno (fenol), classifica a ação da empresa e da prefeitura como prática de crime ambiental e diz que pode ser pedida a prisão do prefeito Carlito Merss.
Na edição 750 do JOV, outra entrevista, com o bispo diocesano de Joinville, Dom Irineu Roque Scherer, líder na região de Joinville da Campanha da Fraternidade da CNBB, que nesse ano tem como tema “Fraternidade e Vida no Planeta”. O bispo comenta a denúncia da Defensoria Social e diz que é um caso complexo, mas que a igreja também tem essa função, de debater o tema e contar com o apoio de especialistas no assunto.
Na Semana Santa, a Tupy Fundições S.A. publica em outros jornais matéria paga como “Nota de esclarecimento” desqualificando as denúncias da Defensoria Social, o JOV (Jornal O Vizinho) e o jornalista e avisa que estaria tomando providências judiciais.
Na edição 751 do JOV publicamos outra nota da Tupy Fundições (espaço não pago e considerado direito de resposta) que faz graves acusações contra o secretário geral da Defensoria Social. Na mesma edição noticiamos o embate que aconteceria na CVJ (Câmara de Vereadores de Joinville no mês de maio.
Nessa edição 752 do JOV reportamos o evento acontecido na CVJ no dia 11 de maio e alguns desdobramentos. Estes os principais destaques da edição:

Calçada do 62 BI pode ser apenas a ponta do iceberg
Denúncia da Defensoria Social contra a Tupy Fundições S.A., prefeitura de Joinville e Fundema traz à tona outros possíveis crimes ambientais cometidos em passado recente

Governo do Estado tem prejuízo milionário
Perda pode chegar a quase 30 milhões

Vai faltar água
Mais da metade dos municípios brasileiros pode ter problemas de abastecimento de água até 2015. Cia Águas de Joinville investe para evitar desperdícios

Governar o governo
Reduzir custos em 15% é meta de Raimundo Colombo para aplicar em prioridades da população

Mais uma ponte no Cachoeira
O prefeito Carlito Merss assegurou em Brasília recursos para a construção da ponte sobre o rio Cachoeira entre as ruas Aubé e Plácido Olímpio de Oliveira, ligando os bairros Boa Vista e Bucarein

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Reação de gigante poluidor contra jornalista joinvilense

A maior fundição da América Latina decide reagir às reportagens feitas no JOV (Jornal O Vizinho). Na Semana Santa, a gigante industrial publicou nota paga em outros jornais tentando desqualificar as denúncias feitas nas reportagens publicadas nas edições 748 e 750.
Na edição 748, comemorativa aos 160 anos de Joinville, publicamos entrevista exclusiva com o Secretário Geral da Defensoria Social, jornalista Leonardo Aguiar Morelli. A matéria denuncia a inadequada reciclagem das areias de fundição da Tupy na produção de tijolos que pavimentam a calçada que contorna o 62 BI (Batalhão de Infantaria) no bairro Atiradores. Morelli afirma que o material é contaminante de graves conseqüências à saúde humana por conter elemento cancerígeno que se desprende com o aumento da temperatura e também pela dissolução nas águas das chuvas ao longo dos anos. Classifica a ação da empresa e da prefeitura como prática de crime ambiental e diz que pode ser pedida a prisão do prefeito Carlito Merss.
Na edição 750, outra entrevista, com o bispo diocesano de Joinville, Dom Irineu Roque Scherer, líder na região de Joinville da Campanha da Fraternidade da CNBB, que nesse ano tem como tema “Fraternidade e Vida no Planeta”. Nessa reportagem, o bispo comenta a denúncia da Defensoria Social e diz que é um caso complexo, mas que a igreja também tem essa função, de debater o tema e contar com o apoio de especialistas no assunto.
Nessa mesma edição o JOV ocupa o espaço editorial para opinar sobre a gravidade da denúncia e se posiciona, como faz há mais de quinze anos, em favor do meio ambiente e contra “qualquer possibilidade da prática de crime ambiental”.
Na edição (751), que também é comemorativa aos 20 anos do JOV, o assunto é destaque de capa e ocupa o miolo, as páginas centrais da edição com publicação, na íntegra, de nota enviada pela Tupy Fundições S.A. e resposta do secretário geral da Defensoria Social às acusações da indústria.
Na edição do dia 20 de abril de 2011, no Jornal A Notícia, na página 11, a Tupy personifica as reportagens feitas no JOV para o editor do veículo numa tentativa manipulatória de opinião pública para enfraquecer as denúncias. O tiro saiu pela culatra. Na Câmara de Vereadores de Joinville, no próximo dia 11 de maio, o assunto será amplamente debatido em desafio de acareação e já ganha repercussão nacional e internacional.
Estarei lá acompanhando cada fala, cada movimento, cumprindo minha missão socioambiental.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Sótão encerra primeira temporada com todas as apresentações lotadas

A iniciativa do Sesc Joinville de presentear a comunidade na semana de aniversário dos 160 anos do município com o espetáculo de teatro "Sótão" foi positiva. Apesar das torrenciais chuvas de todas as noites, de trânsito congestionado e acesso ao local quase impossível na estreia, já que o desfile de rua organizado pela prefeitura tinha saída na frente do Sesc e iniciou às 19h30, o anfiteatro do Sesc lotou, sempre.

O palco de "Sótão" é arena

Com exceção da noite de quinta-feira, 10 de março, as chuvas que inundaram a cidade a partir das 18h30 e que provocaram "Estado de Emergência" destelharam o anfiteatro. A grande quantidade de água que se infiltrou colocou em risco os equipamentos de luz obrigando o Sesc ao cancelamento daquela apresentação. Mesmo sem a apresentação alguns só conseguiram chegar em casa perto da meia noite. Ruas e bairros quase inteiros ficaram embaixo d'água. Assustador! Muito, muito mais que as histórias de bruxas, lobisomens, mortes, cobras e assombrações do "Sótão" que encantaram centenas de joinvilenses que decidiram enfrentar o céu desabando nas demais noites das "Águas de Março".

Leone Silva, Mara Kochela, Fábio Cabelo e Muriel Szym
Na sexta-feira, 11 de março, o teatro de Jaraguá do Sul se fez presente na plateia de "Sótão" com Leone Silva e Mara Kochella. Ele, que também é diretor, trouxe excelente contribuição para o futuro do espetáculo com seu olhar crítico na iluminação que deverá sofrer alterações para permitir ao grupo apresentar-se em locais que disponham de pouca infraestrutura.



Este é o mapa de iluminação das primeiras sete apresentações do espetáculo de teatro "Sótão" feitas no Sesc Joinville (três em 2010 e quatro em 2011) e que tinha na técnica Maíra Correia Lemos.
O que intrigou muitos "teatreiros" foi a iluminação que saía de dentro das botijas que são carregadas durante a encenação e ainda recebem litros de leite numa delas, e litros de vinho, noutra, mantendo-se acesas.
No fim do espetáculo muitos querem ver como isso é possível e se surpreendem com a simplicidade da cenotécnica. Essa iluminação deve ser ainda mais explorada nas próximas apresentações. Ela não está nesse mapa.

Aquecimento de Fábio Cabelo
Os bastidores nos oferecem alguns espetáculos à parte, como esse, do músico Fábio Cabelo, que produziu a trilha sonora original e também faz a sonoplastia de "Sótão".

Ilaine Melo e Nando Moraes
No sábado, 12 de março, outro diretor foi prestigiar o espetáculo. Nesta noite, alguns tiveram que voltar para casa. Minutos antes de iniciar a apresentação a bilheteria esgotara-se completamente (tal qual a cobra que protagoniza uma das histórias de "Sótão").
O que não posso deixar de registrar é a atenção e o carinho dos garotos do Sesc Joinville. Cassio Fernando Correia e João Zanella foram "anfitriões" solícitos.

Leia mais sobre o "Sótão" neste blog:
http://jornalistaandrade.blogspot.com/2011/03/fantasticas-historias-sobrenaturais.html
http://jornalistaandrade.blogspot.com/2010/12/cadeira-e-vassoura-da-bruxa-do-sotao.html
http://jornalistaandrade.blogspot.com/2010/12/dois-dos-bastidores-do-sotao.html
http://jornalistaandrade.blogspot.com/2010/11/tateando-ao-redor-do-sotao.html
http://jornalistaandrade.blogspot.com/2010/11/sotao-retorna-em-marco-no-aniversario.html
http://jornalistaandrade.blogspot.com/2010/11/retire-o-seu-ingresso-com-uma-hora-de.html
http://jornalistaandrade.blogspot.com/2010/11/selecao-de-fotos-do-sotao-para-imprensa.html http://jornalistaandrade.blogspot.com/2010/11/bruxas-e-lobisomens-do-sotao.html
http://jornalistaandrade.blogspot.com/2010/11/folder-do-sotao.html
http://jornalistaandrade.blogspot.com/2010/11/em-cartaz-sotao.html
http://jornalistaandrade.blogspot.com/2010/10/sotao-estreia-no-sesc-joinville.html
http://jornalistaandrade.blogspot.com/2010/05/o-encontro-do-santo-com-o-lobisomem.html
http://jornalistaandrade.blogspot.com/2010/05/lobisomem-do-sotao.html
http://jornalistaandrade.blogspot.com/2010/04/carlos-franzoi-no-sotao.html
http://jornalistaandrade.blogspot.com/2009/10/sotao-premiado.html

Mais informações: 47 3433.9121 – Ipê Produções, produtor@ipeproducoes.com.br

Ficha técnica:
Apresentação: Grupo Roca de Teatro
Direção: Ilaine Melo e Franzoi
Dramaturgia: Ilaine Melo
Atuação: Ilaine Melo e Muriel Szym
Cenografia e figurino: Franzoi
Cenotécnica: Altamir Andrade
Iluminação e som: Maíra Correia Lemos
Direção musical e trilha sonora original: Fábio Cabelo
Material gráfico: Iago Sartini
Foto da arte gráfica: Cassios Nogueira
Fotos de divulgação do espetáculo: Pena Filho
Produção: Ipê Produções
Apoio: SESC/SC Joinville, Dionisos Teatro e MAJ - Museu de Arte de Joinville
Patrocínio: JOV - Jornal O Vizinho
Realização: Edital Elizabete Anderle de Incentivo à Cultura da Fundação Catarinense de Cultura do Governo do Estado de SC
Origem: Histórias de Nossa Gente, projeto premiado pelo Governo Federal com o Prêmio Miriam Muniz da Funarte

segunda-feira, 7 de março de 2011

Fantásticas histórias sobrenaturais retornam ao Sesc Joinville

"Sótão", espetáculo de dramaturgia premiada é presente para os joinvilenses no palco do Sesc na semana de aniversário dos 160 anos do município



Ilaine Melo, Carlos Franzoi, Muriel Szym e Fábio Cabelo fazem a revisão do espetáculo para as cinco noites da temporada no Sesc Joinville


Lobisomens, bruxas, benzedeiras, cobras, mortos e assombrações. Histórias e mistério. O envolvimento com o fantástico, com o sobrenatural tão presente e vivo em comunidades tradicionais ganha os palcos com “Sótão”, que dá vida cênica e transpõe o limite entre o real e o imaginário. A obra reúne nomes consagrados da arte e cultura joinvilenses. A atriz Ilaine Melo e os atores Fábio Cabelo e Muriel Szym atuam sob a direção conjunta de Carlos Franzoi.
Recomendado para maiores de 16 anos, “Sótão” é um espetáculo que traz para o encantamento do teatro histórias guardadas nos baús da memória e que convidam a plateia a reviver e a sentir aquela estranha sensação entre o medo e a sedução em algumas questões de fé permeadas com doses de mentiras e verdades que se manifestam nos risos e silêncios ruidosos da plateia.
Com entrada franca, os ingressos serão distribuídos uma hora antes, ou seja, a partir das 19h. As apresentações acontecem de 9 a 13 de março, sempre às 20h, no teatro do Sesc Joinville, à rua Itaiópolis, 470. A peça é intimista, tem duração de uma hora, e a plateia se torna parte do cenário em algumas interações dos blocos bem demarcados na dramaturgia que resultou da pesquisa em cinco comunidades de Joinville e região.
A pesquisa teve início em 2006 e foi realizada pela historiadora Ilaine Melo. O projeto foi patrocinado pelo Governo Federal com o Prêmio Funarte de Teatro Mirian Muniz que permitiu contato com moradores das comunidades do Morro do Amaral, Estrada Palmeiras, Quiriri (Joinville), Vila da Glória (São Francisco do Sul) e Itapocu (Araquari).
Em 2009 o Governo do Estado de Santa Catarina selecionou o projeto de produção do espetáculo teatral. “Sótão” disputou o edital Elisabete Anderle de Incentivo à Cultura com outros quase dois mil projetos e foi um dos 189 selecionados. Além dos recursos públicos a obra recebeu apoio de entidades como o Sesc Joinville, Dionisos Teatro, Museu de Arte de Joinville e patrocínio do Jornal O Vizinho.
A diretora do jornal diz que O Vizinho sempre esteve comprometido com atividades artísticas e culturais. Quando o veículo fez dez anos a peça de teatro “Amor Cachorro” foi o evento comemorativo. “Agora, para os vinte anos que o jornal completa mês que vem, Sótão é o evento de comemoração”, diz Fabiane Carvalho.

Leia mais sobre o "Sótão" neste blog:
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http://jornalistaandrade.blogspot.com/2010/05/o-encontro-do-santo-com-o-lobisomem.html
http://jornalistaandrade.blogspot.com/2010/05/lobisomem-do-sotao.html
http://jornalistaandrade.blogspot.com/2010/04/carlos-franzoi-no-sotao.html
http://jornalistaandrade.blogspot.com/2009/10/sotao-premiado.html

Mais informações: 47 3433.9121 – Ipê Produções, produtor@ipeproducoes.com.br

Ficha técnica:
Apresentação: Grupo Roca de Teatro
Direção: Ilaine Melo e Franzoi
Dramaturgia: Ilaine Melo
Atuação: Ilaine Melo e Muriel Szym
Cenografia e figurino: Franzoi
Cenotécnica: Altamir Andrade
Iluminação e som: Maíra Correia Lemos
Apoio: Fernando Felippi
Direção musical e trilha sonora original: Fábio Cabelo
Material gráfico: Iago Sartini
Foto da arte gráfica: Cassios Nogueira
Fotos do espetáculo: Pena Filho
Produção: Ipê Produções
Apoio: SESC/SC Joinville, Dionisos Teatro e MAJ - Museu de Arte de Joinville
Patrocínio: JOV - Jornal O Vizinho
Realização: Edital Elizabete Anderle de Incentivo à Cultura da Fundação Catarinense de Cultura do Governo do Estado de SC
Origem: Histórias de Nossa Gente, projeto premiado pelo Governo Federal com o Prêmio Miriam Muniz da Funarte