quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Servidor Público & Cidadão Lagunense

Estive, na noite de 25 de janeiro de 2013, no histórico município de Laguna, SC. Convidado, e patrocinado que fui, pela vice-prefeita Ivete Scopel Cadorin (PSD), realizei uma palestra para quase uma centena de servidores públicos municipais, no salão de eventos do Hotel Flipper, no centro daquela bela cidade.
Tratava-se do primeiro encontro entre servidores desta nova gestão vitoriosa nas eleições de 2012 e que assumira o comando do executivo no dia primeiro de janeiro.
Em primeiro plano, de amarelo, a vice-prefeita Ivete Scopel Cadorin atenta ao solilóquio

Tive a oportunidade de passear, no início da tarde, por parte da Prefeitura do Município, terra da "heroína de dois mundos", Anita Garibaldi, e conversar com alguns servidores e servidoras.
Antes disso, no almoço com a vice-prefeita e o seu marido, ex-prefeito Adílcio Cadorin, no Laguna Tourist Hotel, tive encontro com mais de uma dezena de prefeitos da Amurel (Associação dos Municípios da Região de Laguna), que naquela manhã elegeram o prefeito lagunense, Everaldo dos Santos (PMDB), presidente da entidade.
No fim da tarde, ultimei a palestra e, às 20h30, iniciei-a, num evento que durou 60 minutos, com o tema: "Os Desafios da Comunicação na Relação Servidores Públicos & Cidadão".
Durantes os 60 minutos de palestra amparei-me em 15 slides para ilustrar o tema

Na avaliação da vice-prefeita lagunense, a palestra atingiu as expectativas. "Foi com imensa satisfação que assistimos sua palestra realizada para os funcionários da Prefeitura de Laguna na sexta feira passada. Devo registrar que, como resultado prático, V. Sa. muito contribuiu para a elevação da auto-estima dos servidores municipais de Laguna e dos serviços que prestam à população. O investimento que fizemos para tê-lo como palestrante tornou-se insignificante diante do alto nível de aproveitamento que nossa equipe passará a ofertar como contrapartida dos impostos que nossos munícipes pagam. Brevemente pretendemos convidá-lo para outros eventos, desta vez com servidores de áreas específicas, como saúde, educação e outros. Muito obrigado!"
Pude contar também com outro depoimento, da Secretária Municipal de Assistência Social. Segundo karmensita A. da Rocha Cardoso a palestra foi oportuna. "Muitas vezes em inúmeros momentos do dia ou da semana, nós, enquanto servidores públicos, nos perguntamos: Será que fizemos a nossa parte, se fomos suficientemente eficientes nas resoluções dos problemas, se encaminhamos para os lugares mais adequados, se atendemos da forma mais correta? Ainda na qualidade de funcionária pública estadual, e neste momento afastada por assumir tão respeitável posto de Secretária Municipal de Assistência Social, diante da palestra "Os desafios da Comunicação na Relação Servidor Público e Cidadão", respondi algumas das perguntas. Reportei-me aos bancos escolares quando fazia o curso de Magistério, onde meus professores nos ensinaram como devíamos nos comportar, vestir, falar e escrever. Logo, logo, colocava em prática tudo o que aprendera e vejo que os profissionais que se formaram naquele momento tiveram uma postura diferenciada e que realmente colocaram em prática no seu cotidiano transmitindo também a seus alunos dali por diante. A palestra foi muito importante também, pois, naquele momento percebi muitos profissionais em início de carreira que estão ansiosos por aprender e não tiveram oportunidade ainda de vivenciar cursos de formação ou qualquer outro evento que não fosse suas próprias leituras solitárias. Espero poder oportunizar e contar com o apoio de profissionais notáveis como você, que dedicam parte de suas vidas a estudar e repassar este conhecimento adquirido. Obrigada!!!!".
Eu agradeço. A confiança do prefeito Everaldo dos Santos, por me permitir realizar esse trabalho com sua equipe. O entusiasmo da vice-prefeita Ivete Scopel Cadorin, em me incentivar a estimular os servidores a darem o melhor de si nesse importante ofício. Ao Lucas Cadorin, que desde minha chegada a Laguna foi meu cicerone, ofertando-me toda a infraestrutura que requisitei para que eu pudesse fazer o melhor daquilo que mais gosto de fazer, socializar conhecimento. Além disso, Lucas foi o fotógrafo do evento e ainda concedeu-me as fotos desta postagem.
A primeira vez que realizei uma palestra com esse tema foi a convite da SDR Joinville, em 2009. Eram centenas de servidores públicos numa solenidade de homenagens e premiações em comemoração ao seu dia. Desde então, sinto-me cada vez mais honrado quando recebo convites como estes.

Ainda na visita, Lucas Cadorin levou-me à Flama (Fundação Lagunense do Meio Ambiente). Recebido pela sua presidenta, Amenar de Oliveira, conversamos sobre o tamanho do desafio que este setor tem no executivo municipal. Convidei-a e ela também esteve à palestra enviando-me essas impressões: "Sempre trabalhei no serviço público, desde os 18 anos de idade, quando prestei meu primeiro concurso. Convivi com diversos tipos de pessoas, com as mais diversas personalidades. As que mais me intimidavam eram as 'muito boazinhas'; muito prestativas; muito solícitas; as que não questionavam nada, nem ninguém. Enfim, as pessoas com personalidade, a meu ver, dúbia. Mas, tanto as coisas boas quanto as ruins fazem parte do nosso cotidiano, tanto na vida doméstica, social e, principalmente, no trabalho que, como você colocou na palestra 'é ali que passamos a maior parte do nosso tempo, da nossa vida, e onde estão as pessoas com as quais mais convivemos'.
Então, acredito que para estarmos bem fora do ambiente de trabalho precisamos, também, estar bem no nosso relacionamento com todos, dentro de qualquer escala hierarquica, lá dentro.
A palestra foi muito útil na nossa conscientização como servidores, como administradores e como colegas. Nos conduziu a pensarmos melhor na questão de relacionamento de trabalho, mas principalmente, na nossa atitude, na nossa conduta, enquanto servidores públicos que somos. É isso que devemos ter sempre em mente ao tratarmos com qualquer pessoa da comunidade, quando do atendimento, na repartição, ou abordados na rua. Seja pobre, seja rica, branca ou negra, gorda ou magra..., nada disso deve importar, mas apenas a consciência de que somos todos cidadãos, iguais nos direitos e deveres, apenas desempenhando diferentes papéis na sociedade, todos de iguais importância na contribuição para a modificação do meio em que vivemos. E o nosso meio é a nossa cidade, a nossa Laguna. Que a lealdade e a simplicidade, também irá proporcionar uma maior interação entre os novos colegas.
O tema foi bem pertinente e muito bem apresentado. Tenho a certeza que levou todos os participantes a uma reflexão quanto à questão servidor público x público, além da conscientização do bom relacionamento entre os trabalhadores, para o crescimento da empresa e dos que nela trabalham. Se a empresa vai bem, todos crescerão junto com ela.
"

Um destaque especial preciso fazer aos servidores lagunenses que estiveram na palestra e que foram muito generosos comigo, ouvindo-me atentamente. Alguns, ao fim do evento, vieram conversar e agradecer-me.
Repito. Sou eu quem agradeço. Obrigado.

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sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Corrupção, um mal que aleija consciências

Impunidade estimula à corrupção

Primeiro dia do ano 2013. Ultrapassagem pelo acostamento, estacionamento em vaga para deficiente. Lei de Gerson, impunidade, jeitinho brasileiro, corrupção. Está na hora de se dar um basta nisso!

Um dos maiores expoentes do país no combate à corrupção, o promotor Affonso Ghizzo Neto, diz que este é um "mal cultural" do Brasil. Autor do livro “Corrupção, Estado Democrático de Direito e Educação”, ele analisa o papel da sociedade brasileira em relação ao tema desde a colonização e faz ponderações reveladoras. Recomendo a leitura.

O joinvilense Affonso Ghizzo Neto é considerado um dos promotores públicos
 mais combativos quando o tema é corrupção e idealizador do projeto 
“O que você tem a ver com a corrupção?”, criado em 2004

A leitura da obra do promotor ganha uma dimensão antropológica quando também se lê o livro "1808", de Laurentino Gomes ou ainda "Chateau, o Rei do Brasil", de Fernando Morais.
Desde o fim do ano passado, este servidor público, que orgulha uma classe quase sempre marginalizada, também lidera, através das redes sociais, a campanha nacional “Brasil contra a impunidade”.
Lançada em dezembro, pelas associações nacionais representativas dos membros do Ministério Público Brasileiro com o objetivo de chamar a atenção da sociedade para a gravidade da temerária Proposta de Emenda à Constituição nº 37/2011, também chamada de "PEC da Impunidade", a proposição confere poderes investigativos exclusivos às polícias Civil e Federal na seara criminal, inviabilizando a atuação de outros órgãos do Estado.
Por ação dos MPs (Ministérios Públicos), crimes graves como grandes casos de corrupção, lavagem de dinheiro, abuso de poder e o crime organizado, foram investigados e levados à Justiça. Justamente por serem autônomos e independentes, não subordinados a nenhum dos Três Poderes, os MPs são mais qualificados para investigar crimes praticados dentro do próprio Estado.
Nossa empresa abraçou essa campanha e nossos jornais já iniciaram, em dezembro passado, uma série de reportagens que pretendem denunciar e conscientizar contra esse mal que provoca danos incalculáveis à sociedade.
As edições 790 do JOV (Jornal O Vizinho) e 060 do JOI (Jornal O Joinvilense) trazem o assunto com destaque de capa para essa nossa decisão editorial.
A primeira foto acima, feita por um amigo, no primeiro dia deste ano, mostra o cuidado que teve um empreendimento às margens da BR 101, em Barra Velha, SC, em reservar vagas para deficientes físicos.
Leitor de nossos jornais e postagens deste blog, esse amigo me enviou aquela foto e esta, deste bloco, com esse texto: 

"No dia 01-01-2013, em torno das 17h, na BR 101, sentido Balneário Camboriú - Joinville, o "espertalhão", que aparece na foto parece estar atrasado para a posse do Prefeito Udo Dohler.
Esse indivíduo aí circulava pelo acostamento. Será que ele conhece a Legislação de Trânsito? Ou será que pensou ser Polícia Rodoviária ou Corpo de Bombeiros em serviço para atender emergência? Se não bastasse a irresponsabilidade na estrada, o cidadão estacionou seu veículo em vaga para pessoas especiais, sendo que havia fila à espera de uma vaga, onde um carro saía outro ocupava obedecendo a ordem de chegada de cada carro, mas o "apressadinho", em companhia de seu motorista, foi logo colocando o seu em vaga indevida. Um péssimo exemplo, sendo ele um colaborador do Prefeito Udo Dohler!!"

Como se pode ver o proprietário do Volvo ainda protagonizou um bate-boca com o meu amigo que havia pedido para o motorista do veículo retirá-lo do local, mas não foi atendido. Indignado, fotografou e enviou-me para compor nossa campanha contra a corrupção e a impunidade.
Não sei quem é o cidadão, mas tudo indica ser um "cabo eleitoral" do prefeito Udo Döhler, de Joinville.
Imagino a raiva dos milhares de motoristas que ficaram até dez horas no trânsito da BR 101 nesse dia e que foram ultrapassados por esse veículo, no acostamento. Imagino, também, quantos eleitores podem ter se arrependido ao ver aquela plotagem do candidato e concluído que pudesse ser ele próprio cometendo aquela infração...
O cidadão honesto, ético, nesse país de espertos é palhaço. Precisamos inverter esses valores deformados por corruptos e irresponsáveis.
Se vimos, no ano passado, o STF (Supremo Tribunal Federal) julgar e condenar políticos e governantes, num acontecimento histórico do Brasil, vemos 2013 iniciar com um dos condenados (expoente liderança do PT, José Genoíno) assumindo vaga na Câmara dos Deputados...
São poucas as coisas que me fazem sentir vergonha de ser brasileiro. Estas são algumas delas.
Convido-o a saber mais sobre a campanha contra a PEC da impunidade neste link e a se unir contra esse atentado à democracia.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Ano Novo e Metamorfose

Na postagem anterior relatei parte do meu último dia de 2012 destacando minhas companhias aladas. Pois no primeiro minuto de 2013 outra inusitada e agradável companhia, também alada, fez o brinde de Ano Novo comigo.
Pousada na minha mão uma cigarra brinda-me para o meu brinde de Ano Novo

No Brasil, na época da primavera e verão, as cigarras ficam em intensa agitação, e os machos que possuem aparelho estridulatório em seu abdômem emitem sons para atrair as fêmeas. Cada espécie de cigarra tem um canto diferente, sendo que as maiores fazem mais barulho, principalmente nos dias mais quentes.
Os machos das cigarras são cantores contumazes para se proteger dos predadores, mas também para atrair as fêmeas. O som alto e estridente agride o sensível ouvido das aves e atrapalha a comunicação deste grupo de predadores.
Tanto os machos quanto as fêmeas possuem um par de membranas que funciona como orelhas, para que o som estridente não provoque danos ao inseto.
Elas são insetos que pertencem à ordem Homoptera e à família Cicadidae, possuem um longo período de transformação que chamamos de metamorfose. A metamorfose nos insetos é comum, e as cigarras são os únicos insetos que produzem esse som alto e estridente que conhecemos. 
As fêmeas adultas de cigarra são fecundadas pelo macho no período de intensa agitação,
que é quando os machos cantam mais

Depois de fecundadas, as fêmeas põem seus ovos em ramos e folhas de vegetais, e morrem logo após. Quando os ovos das cigarras eclodem, saem ninfas (insetos jovens) que descem da planta e se enterram no chão, alimentando-se da seiva das raízes. 
Muitas espécies de cigarra têm períodos diferentes de amadurecimento, com ciclos vitais de duração variada - de um a dezessete anos -, enquanto as larvas ficam sob a terra. Mas sete espécies do gênero Magicicada têm uma característica adicional: elas são sincronizadas, ou seja, saem do chão todas ao mesmo tempo, para cerca de duas semanas de canto ensurdecedor, acasalamento e postura de ovos.
A fotógrafa da virada foi a Jéssica Andrade,
recém chegada da Índia depois de quase um ano por aquelas terras

Elas não cantam até explodir ou morrer. É pura lenda. Mas, os "esqueletos" encontrados grudados nas árvores, que parecem de insetos explodidos, são casquinhas, suas peles.
O que acontece com as cigarras é o que acomete todos os outros artrópodes. Elas “trocam de roupa”, ou seja, elas passam por um processo que chamamos de ecdise ou muda.
Aquela casquinha de cigarra que encontramos no tronco das árvores é apenas o esqueleto velho de uma fase em que ela era menor e mais jovem, geralmente da fase larval. As larvas de cigarra geralmente vivem no solo, e quando estão prontas para se tornarem adultas, sobem pelo tronco das árvores onde se prendem para passar pela muda, que é obrigatória para seu crescimento.
Desde quando a cigarra ainda é uma larva até que se torne adulta, ela precisa trocar sua cutícula externa que é dura e resistente o bastante para não deixá-la crescer. Assim, passa por esse processo, em que secreta uma nova cutícula, bastante mole, e, depois de romper a velha cutícula através de uma fenda, sai de dentro dela. A nova “pele” da cigarra é mole e expansível, e ela cresce bombeando ar ou água para seu interior. Quando finalmente a cutícula endurece, ar ou água são substituídos por um real crescimento de tecidos e então ela já está maior.
Que o Ano Novo seja, de fato, um novo tempo, de mudanças,
de metamorfose, de prosperidade. Feliz 2013

E para terminar essa primeira postagem de 2013, que tal ouvir Gigarra, com Elza Soares e Letícia Sabatella?